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8.3.08

E se houvesse um acidente nuclear nas usinas de Angra dos Reis?

Esqueça Chernobyl. As usinas de Angra dos Reis estão precavidas para evitar algo parecido com a maior catástrofe nuclear da história, que aconteceu na ex-União Soviética e matou 56 pessoas diretamente, outras 4 mil de câncer e expôs 6.6 milhões de pessoas. Em Cheynobyl, por exemplo, os funcionários demoraram dias para perceber que gás radioativo havia sido liberado; as usinas atuais, incluindo as brasileiras, têm sensores que evitam que esse tipo de coisa aconteça. Se acontecesse um acidente em nossas usinas, ele seria mais parecido com o que aconteceu na Pensilvânia, em 1979, no qual ninguém morreu, porém é considerado o maior acidente nuclear da história americana, como canta The Clash em London Calling.
Existe um plano de controle de danos para o caso de algo parecido acontecer em Angra (ou pior ainda, para a eventualidade de haver vazamento de radiação para fora da usina): a comissão nacional de energia nuclear, definiu 4 zonas de planejamento de emergência. São 4 círculos concêntricos, o 1º a até 3 km da usina e o último em uma faixa de 10 a 15 km. De acordo com a direção em que o gás radioativo fosse se espalhando, a população da 1ª faixa seria evacuada para a seguinte e assim sucessivamente. Essa orientação seria feita por meio de 8 sirenes, estratégicamente localizadas nas duas primeiras áreas. Quem não tem carro próprio seria conduzido pelo pessoal da Eletronuclear e todos seriam levados para a abrigos em escolas municipais e estaduais nas cidades vizinhas.
A longo prazo, uma faixa de até 50 km poderia ser atingida por gás radioativo, o que alcançaria muitos municípios da região e provocaria sérios danos ao meio ambiente. No curto prazo, o maior problema seria o pânico. A probabilidade de um acidente de grandes proporções acontecer é muito pequena, mas sempre existe. Por muito tempo, as usinas nucleares venderam a imagem de que estão imunes a acidentes, o que não é verdade.

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