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6.4.08

surrealismo

Tendo sido um movimento que teve início na França, em 1924, procurava unir arte e psicanálise. Duas foram as linhas de atuação do surrealismo no seu início: as experiências criadoras automáticas e o imaginário extraído do sonho. Freud, na psianálise, e Bergson, na filosofia, já haviam destacado a importância do mundo interior do ser humano, as zonas desconhecidas, ou pouco conhecidas da mente humana. Encaravam o incosciente, o subconsciente e a intuição como fontes inesgotáveis e superiores de conhecimento do homem, pondo assim, em segundo plano o pensamento sensível, racional e consciente.
O automatismo artístico consiste em extravasar sem nenhum controle da razão ou do pensamento os impulsos criadores do subconsciente. O artista, ao proceder assim, põe na tela ou no papel seus desejos interiores profundos, sem se importar com coerência, significados, adequação, etc.
A outra linha de atuação surrealista, a onírica, busca a transposição do universo dos sonhos para o plano arístico.
O sonho, na concepção de Freud, é a manifestação das zonas ocultas da mente, o incosciente e o subconsciente. Os surrealistas pretendiam criar uma arte livre da razão, que correspondesse à transferência direta das linguagens artísticas do incosciente para a tela ou para o papel, uma arte produzida num estado de consciência em que o artista estaria "sonhando acordado".
Nessas duas linhas de pesquisa e trabalho são freqüentes o ilogismo, o devaneio, o sonho, a loucura, a hinopse, o humor negro, as imagens surpreendentes, o impacto do inusitado, a livre espressão dos impulsos sexuais etc.
A rejeição do surrealismo ao mundo burguês, racional, mercantil e moralista levaria alguns membros do grupo a ter ligações com o comunismo. Para alcançar o objetivo maior do movimento - amor, liberdade e poesia -, eles acreditavam ser necessária uma transformação radical da sociedade, por meio da qual se pusesse fim ao modo de produção capitalista e à estrutura de classes sociais.
Embora o surrealismo tenha oficialmente desaparecido com a Segunda Guerra, resquícios do movimento ou tentativas de recuperá-lo são vistos até os dias de hoje, em diferentes linguagens artísticas, o que comprova sua força criadora e a contemporaneidade de suas prospostas, pra mim, geniais.

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