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23.5.08

"I have a dream"


Há 40 anos, vítima dos tiros de um fanático, morria Martin Luther King. Em Wanshington, diante de uma multidão reunida no Lincoln Memorial, no 28 de agosto de 1963, com apenas 33 anos, King pronunciou seu discurso mais célebre, "I have a dream", que figura como modelo de sua retórica e da concepção que animou o movimento pelos direitos civis. Ninguém conseguiu transitar melhor que ele entre as referências cristãs e políticas, nem conectar tanto o movimento à Revolução Americana de 1776 e à sua Constiuição, em que era garantido a todos os homens (sem exceção à cor) os direitos inalienáveis à vida, liberdade e busca da felicidade. Esse movimento da palavra faz de King um intérprete clássico da aventura histórica dos Estados Unidos.
No sonho 'um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos serão capazes de dar as mãos e de sentar-se juntos na mesa da irmandade' e 'lá no Alabama, pequenos meninos e meninas negras serão capazes de dar as mãos a pequenos meninos e meninas brancas como irmãs e irmãos'. Nesse dia, 'todos os vales serão elevados e todas as colinas e montanhas serão rebaixadas, os lugares ásperos se tronarão lisos e os lugares sinuosos se tornarão retos'. A síntese é por demais conhecida, mas deve ser repetida: "Eu tenho o sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação na qual não serão julgados pela cor da sua pele mas pelo conteúdo de seu caráter'. O homem que morreu há 40 anos sonhava com o dia em que a palavra raça seria apagada da linguagem e da vida.

http://youtube.com/watch?v=PbUtL_0vAJk

Um comentário:

Karla Nazareth disse...

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Beijoss!