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23.6.08

OH!BAMA

Incluir um discurso de mestiçagem em uma campanha eleitoral americana é muito fácil. O difícil é aplicar essa polítca em um país o qual através de grupos que agiram principalmente na década de 20 como Ku Klux Klan vem provando o caráter racista e xenofóbico que até hoje, impera nos Estados Unidos.
Um país que há 40 anos via o primeiro homem negro falar abertamente sobre a extinção da palavra raça, hoje, se mostra à frente das outras potências na corrida anti-racial.
O país mais preconceituoso da história, desde a época da guerra secessão, há dias atrás via-se no meio de duas campanhas: a disputa entre Obama e Hillary nada mais era senão uma disputa entre o feminismo e o anti-racismo. Um negro ou uma mulher? Qual seria o melhor candidato a quebrar o tabu de um país que por tanto tempo pregou a submissão desses mesmos grupos?
Barack venceu a primeira luta. Agora só resta saber se de fato, os democratas ganharão de McCain, ou se o partido de Abraham Lincoln mais uma vez permanecerá na Casablanca.
Esse ano, o que comanda as eleições norte-americanas não é a economia (mesmo porque não há muita diferença entre as duas propostas: por mais que os republicanos preguem a não-intervenção do Estado, a nuvem do protecionismo alfandegário já se aproxima por aí), mas sim, a política social. Obama diz que tira as tropas americanas do Iraque até o ano que vem. McCain desconversa. Omissão ou Mentira? O tempo dirá.

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