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9.7.08

1968

Primavera de Praga, Guerra fria, bases nucleares em Cuba, a morte do maior combatente pela extinção da palavra raça da linguagem e da vida e o começo e uma árdua luta pelo fim da segregação, movimentos estudantis, revoltas pelo direito supra-constitucional à liberdade, tropicalismo, AI-5, indignação, clamor, luta. Há 40 anos não se tem um ano tão intrísecamente importante na história do Brasil e do mundo. Há até quem diga que esse ano pode ser considerado o início de uma nova Era. Exagero ou não, a verdade é que no ano 2008 nós estamos precisando mesmo de um pouco mais de ação, o que teve de sobra naquele ano, para impedir que crianças de 3 anos sejam metralhadas à 16 tiros por engano. Luto; esse já é o estado normal do país. Onde está a juventude revolucionária de 68? Conformados; a conformação tarda mas chega. E a de 2008? Apática; ao ver que em mais de 500 anos não existiu sequer uma luta vencida que tenha vindo de baixo. Mesmo assim, estamos aqui, sem lenço, sem documento, nada no bolso ou nas mãos, idêntico à 40 anos, com a mesma vontade de mudança, mas dessa vez, com menos coragem, devido à uma pequena singularidade existente: em 2008, quem manda no país não são os militares, mas os bandidos.

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