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11.10.08

Belém In Touch Magazine

Deplorável a situação do jornalismo paraense. Como se não bastasse a clara tentativa de manipulação eleitoral no primeiro turno dessas eleições, pelos indíces arbitrários de intenção dos votos apresentados no jornal 'O Liberal', agora, a mais nova coluna do carderno 'Top 10' do jornal 'Diário do Pará', é a brincadeira das crianças dessa cidade mais fútil e inútil da internet - In Touch.
Na rede, eu nem reclamo, visto o nível de besteiras que fazem sucesso ser exacerbado há muito tempo. Mas em um dos jornais mais renomados do Estado, a situação fica crítica. O menino que escreve, devo confessar, escreve até bem. O que me remete a questionar porque uma pessoa perde o seu tempo escrevendo sobre fofoca e acontecimentos os quais não interferem na vida de ninguém (que tem mais o que fazer, como estudar), podendo escrever sobre política, arte, história, literatura ou qualquer coisa mais interessante. A busca desesperada pela popularidade é algo tão decadente...
Eu mesma, nunca vi nesses cadernos de domingo, um artigo falando sobre arte clássica, ou arte contemporânea. Falando sobre a próxima exposição da 'Foto Ativa', por exemplo. Dia de semana, se espremermos o jornal, cai sangue. Finais de semana, que poderiam tirar esse jornalismo preguiçoso e falar da real situação polítca ou como a recessão norte-americana vai influenciar em Belém, colocam fofocas adolescentes. Em vez de fazer um artigo "Você precisa saber..." dando dicas aos pré-universitários e falando sobre conhecimentos gerais, fazem uma matéria sobre a mais nova adolescente grávida e sobre o casal mais bonito do mês.
Sem falar nas matérias desses cadernos onde as pessoas aparecem mostrando seus guarda-roupas. Alguém me explica como uma pessoa pode se submeter à isso. Depois fica colocando amuletos para tirar o mal-olhado...
Os diretores desses jornais deveriam ter aulas com os diretores da 'Folha de São Paulo', do 'Globo', com o Demétrio Magnoli, com o José Arbex ou com o Lúcio Flávio Pinto. Pessoas as quais realmente levam o jornalismo à sério e o consideram um mecanismo para tentar transformar o mundo em um lugar melhor, como de fato o é.
Jornais são retratos da realidade nacional e não 'Caras' ou 'Contigo', retratos da realidade de 1% dos brasileiros. O dinheiro nem pode servir como desculpa, pois os dois jornais do sudeste citados têm lucros ínfimamente maiores em realção aos jornais daqui, utilizando jornalistas inteligentes, os quais entendem do assunto e escrevem matérias importantes. Não universitários escrevendo sobre o que não lhe diz respeito. Acho que vai ser preciso eu me formar para reverter essa situação. Hahaha..

3 comentários:

Tainá Nascimento. disse...

Você anda lendo os jornais errados, meu amor. Funciona assim: você chega em alguma banca e pede um jornal real, então eles e mostra estas revistas jornalistivas, entaõ por tras dos montes procure aquele jornais em formato de revista. Dai sim, tu vasi ter noticias reais. Porém não se alegre. Não importa qual, nome, origem, restado, jornalista e bláblablá todos vão tombar para o lado que lhes favorecem.
Quanto as fofocas, sabe-se que a ralé da sociedade monetária (desculpa a expressão) quer ver o luxo; quem tem o luxo quer mostrá-lo. De certo que tem algum coisa na cabeça tem que ser chamado de 'alternativo' pra não atrapalha o ciclo da sociedade hipocrita.
Embora, confesso, adoro fer futilidade nesses locais, e gosto de ler sobre a politica que querem nos mostrar... Para mim, é divesão garantida.

beijinhos.

p.s: Eu vou tentar dar andamento a esta sua vontade de mudança quando me formar, seremos jornalistas revolucionárias.

Tainá Nascimento. disse...

Ah sim, te add na minha lista de lidos
beijos

anamanuela disse...

egua aninha, concordo plenamente com tudo o que tu dissestes. esse jornais so contribuem pra alienção e o aumento da futilidade das pessoas daqui. espero que haja muitas pessoas que concordem contigo,que irao fazer jornalismo pra ver se eles dao uma melhorada na situação mediocre do jornalismo paraense.