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18.12.08

além do bem e do mal

A autocomplacência burguesa, os convencionalismos, o hábito de considerar o bem-estar material como razão suficiente de vida, o hábito de se só apreciar a ciência em função de sua utilidade técnica, o ilimitado desejo de poder, a bonomia dos políticos, o fanatismo das ideologias, a aspiração a um nome literário - tudo isso proclama a antifilosofia. E os homens não o percebem porque não se dão conta do que estão fazendo. E permancem inconscientes de que a antifilosofia é uma Filosofia, embora pervertida, que, se aprofunda, engendraria a própria aniquilação da humanidade.
A oposição se traduz em fórmulas como: a Filosofia é demasiado complexa; não a compreendo; está além do meu alcance; não tenho vocação para ela; e, portanto, não me diz respeito. Ora, isso equivale a dizer: é inútil o interesse pelas questões fundamentais da vida; cabe abster-se de pensar no plano geral para mergulhar, através de um trabalho consciencioso, num capítulo qualquer de atividade prática ou intelectual; em coisas supérfluas; quanto ao resto, bastará ter "opiniões" e contentar-se com elas.
A polêmica torna-se encarniçada. Um instinto vital, ignorado de si mesmo, odeia a Filosofia. Ela é perigosa. Se eu a compreendesse, teria de alterar minha vida. Adiquiriria outro estado de espírito, veria as coisas a uma claridade insólita, teria de rever meus juízos. Melhor é não pensar filosoficamente.
O problema crucial é o seguinte: a Filosofia aspira à verdade total, à verdade nas múltiplas significações do ser-verdadeiro segundo os modos do abragente, que o mundo não quer. A Filosofia é, portanto, pertubadora da paz.

2 comentários:

Roberto Mesquita. disse...

a filosofia é mto interessante,mas pra entender tbm é uma onda muito grandee! sou teu fã! flw

Fanfarrão disse...

A Filosofia é, portanto, pertubadora da paz. [2]

Num mundo onde não há paz.....


Te add no meu também.
Beeijo