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8.10.09

dentro do sono

A história de hoje começa no verão de 2006. É julho e Salinas é o palco principal. É o palco de histórias ímpares, improváveis, subversivas e inacreditáveis, como essa que conto agora. Acabo de chegar da minha viagem de 15 anos pela América do Norte, minha guia (de 17 anos na época), se tornara minha amiga e ia me dar uma carona pra praia. O motorista? seu irmão mais velho, ou o meu namorado, o amor da minha vida, se assim preferirem. Mas isso, na época eu ainda não sabia. E assim sucederam caronas atrás de caronas, todas as tardes, conversas tímidas, encontros casuais, amigos em comum, até o último dia de julho, no qual, por ironia do destino, eu tranquei o seu carro com a chave dentro. Tudo conspirava pra que ele me odiasse, mas assim não foi. Nossos melhores amigos se pegaram e surgiu uma vontade absurda de ambas as partes de formarem um novo casal: nós dois. Mas os desencontros da vida não deixaram que assim o fosse, pelo menos, não naquele ano. E olha que tentaram. Nossos relacionamentos paralelos também atrapalharam um pouco, mas quando chegou o dia, o 27 de abril de 2007, em que eu tive que ir tirar visto em Brasília e ele também, o acaso fez com que fôssemos juntos, na mesma excursão, mesmo vôo, mesma fileira de assentos (tá, isso nao foi o acaso, hahha). E a partir daí, duas metades começaram a se completar, se entender ao mesmo tempo. Em belém, tudo virou confusão. Um quebra-cabeça de cabeça para baixo. Intrigas que só com o tempo se tornaram risadas. Pessoas que no fim das contas só foram capazes de aumentar ainda mais a graça dessa história. Se ficamos juntos? não. Acho que no fundo, nem pretendíamos ainda. Só o tempo veio mostrar o que era certo. Afinal, onde já se viu o loro apaixonado por uma menina? Mas quem já conseguiu dominar o amor? O caso, é que ele foi atrás dessa menina, escreveu cartão, fez serenata, desenhou na neve, pixou o asfalto, mandou flores, pediu ela em casamento, gritou pra lua, e conseguiu. Conseguiu dominar o amor, o amor dela, o meu amor. Que há sete meses, me faz ser a pessoa mais completa que eu poderia ser. Revela em mim tudo o que há de belo e fascinante, como esse amor que enlouquece e entorpece toda vez que sinto um frio na barriga só de pensar em estar do teu lado.

E que assim seja. Sempre: nossas palhaçadas, nossos filmes (e todos os outros que não conseguimos chegar ao fim), nossas comidinhas (as mais deliciosas tortas de banana, os temakis e as tuas pizzas que sempre saem queimadas), nossas músicas, cheiros, conversas, passeios, abraços, dengos, preguiças, teu conforto, nossos apelidos (alguns odiosos ¬¬ hahha), tua voz, teu cheiro, tua respiração forte, tuas implicâncias, nossas loucuras, nossos silêncios e até nossas brigas, sempre resolvidas no mesmo momento. Acho que nunca ficamos mais de 15 minutos sem nos falar. E eu amo isso. Amo nossas discussões sobre os mais variados assuntos. Contigo sei que posso sortear qualquer tema em uma caixinha e começar uma calorosa conversa sobre o mesmo. Amo cada momento, cada encontro, seja para uma cervejinha gelada, ou seja para uma noite capiciosa. Amo nossas situações improváveis, amo cada parte tua que eu fiz questão de decorar. Eu amo os sábados à noite. Eles são vermelhos, laranjas e amarelos. São fortes, são cores, são sensações. Na verdade eu amo a terça, a quarta, a quinta... só não a segunda porque a gente quase nunca se vê.

Tu és a minha melhor companhia, meu desejo de sensações compartilhadas.

Não precisamos de rótulos. Não precisamos de evidências. Só tenho a certeza de que quero dividir contigo todos os episódios da minha vida. Porque 'o sono de Mariana sempre chega antes do fim, na melhor parte da história que sua mãe insiste em lhe contar todas as noites.'

3 comentários:

tai do nascimento disse...

que bonito :')

Laila disse...

me emocionei de verdade

Tuani Ladeira disse...

que história linda, me deu um pedacinho de esperança sabe? já vi vocês por aí.. hehe que continuem felizes assim :}