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18.11.09

Há mais ou menos um ano definia-se em um jogo político o nome do homem que iria ser a peça fundamental do jogo de xadrez planetário. Barack Obama ganhou esse jogo sob a bandeira da mudança. MUDANÇA. Em caps mesmo. Há poucas semanas da Conferência do Clima em Copenhague, o presidente dos Estados Unidos afirma: "Os países em crescimento também têm de pagar a conta". Ora, essa era a política do governo Bush, presidente!
Muito fácil falar que os países em crescimento têm de pagar a conta, já estão acostumados com isso, ? A exploração da América Latina no século XVI movimentou todo um comércio decante de especiarias. As riquezas da Coroa Espanhola se deveram às riquezas das ilhas da América Central. A partilha da África na Conferência de Berlim no final do século XIX foi a responsável pelo desenvolvimento da indústria em todo o continente Europeu. Partilha essa que abrigou tribos rivais em mesmos territórios, que não teve nenhum planejamento prático e que tinha como único objetivo moldar o mundo sob a ideologia capitalista de uma Europa que nunca teve nada para oferecer. E assim foi com os Estados Unidos: invadiram o Irã quando precisaram de petróleo, invadiram o Iraque para fundamentar uma guerra louca contra o terrorismo.
Agora vir falar em créditos de carbono? Muito fácil pedir para países emergentes a estagnação de seu processo desenvolvimentista depois de anos de exploração e sucumbência. No momento do início de seu lento progresso, falar: "Vamos ajudar o meio-ambiente!!". Um absurdo.
A política tem que vir primeiro dos grandes responsáveis por isso tudo. Não mandar-nos pagar uma dívida que não é nossa. Os países em desenvolvimento podem até ajudar, mas a obrigatoriedade é de vocês. Se propor a uma redução concreta de emissão de CO2 é o primeiro passo. O que já deveria ter sido feito há muito tempo. A Conferência de Copenhague vem aí. Será que George W. Bush ainda está no poder?

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