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18.12.09

Entre o certo e o errado existem todas as coisas do mundo...

O texto de hoje é uma das mil teorias que elaborei no final de semana, mas precisamente de sábado pra domingo. Tem algumas que ainda não estão absolutamente prontas ao ponto de serem traduzidas em palavras, e menos ainda em escritos. Mas essa, eu vou tentar. É a minha segunda e última tentativa.
Descobri no último dia 13, ou melhor, cheguei à conclusão, de que a gente nunca vai aprender nada nessa vida. É isso mesmo. A frase "a gente aprende com os nossos erros" é pífia, é falsa. Isso porque, como saber se o que é certo em uma situação não é errado em outra? As pessoas adoram se enganar que usaram de determinadas situações para aprender (e geralmente aprendem que não devem arriscar, que a prudência é sua melhor amiga), mas o que elas não vêem, é que uma situação nunca será igual à outra, por mais parecidas que elas possam ser, então, nem adianta colocar na cabeça "eu não devo fazer isso, caso aconteça de novo, ou deva, seja lá o que for" porque serão épocas diferentes, pessoas diferentes, e por mais que sejam as mesmas pessoas, elas não serão mais as mesmas, porque as pessoas mudam com o tilintar dos segundos - eu mesma por exemplo, não sou mais a mesma de cinco minutos atrás. A "alma" não é perene, e oscila como uma frequência ondulatória de um raio gama.
Cada um dá o sentido que quiser à sua vida: seja atrelado a uma fé em um mundo superior, no cumprimento de suas metas (como defenderia Albert Camus!), em um objetivo supremo acima de tudo. Esse objetivo pode ser uma BMW ou a paz mundial. Vai de cada um ver ou não sentido nas coisas, na sua própria existência. Mas uma coisa, é confirmada: durante essa existência não se aprende nada. E se tem algo que não se pode colocar como objetivo de vida é aprender. Conhecimento científico não é sinônimo de sabedoria. Sabedoria pode ser estar mais perto de Deus, ou mais longe. Tudo depende de como você vê. Do que você acredita. Não existe nenhuma verdade universal, porque nunca vai haver um teorema, tratado ou postulado aceito por todos. Por todas as crenças, etnias, religiões, cientistas. Até esses mesmos discordam entre si! Imaginem então...
E se você, não aprende nem da onde veio, como pode então, aprender alguma coisa com o que faz? Se isso de fato acontecesse, ninguém iria à falência, pessoas não seriam mortas por engano, ninguém sairia frustrado de relacionamentos. Erros existem? Não são os erros que existem! É só a incapacidade do ser humano criar fórmulas imutáveis pro certo e errado que existe. E a sua prepotência em não assumir isso. Portanto, desista! O "certo" de uma situação poderá ser o "errado" de outra, e não é porque deu certo uma vez que dará sempre. Você nunca irá aprender com seus relacionamentos, seu estágio, seu trabalho. Nunca irá aprender mais sobre você mesmo. Conhecimento? Autoconhecimento? A maior arma do ser humano para escolher em que acreditar. Mas não o suficiente para se achar em um patamar superior na escada da busca pelo certo e errado. Não o suficiente pra achar que a sua verdade vale mais do que a de um judeu ortodoxo ou a de um muçulmano xiita.
Por falar nisso, quem disse que devemos sempre promover a verdade? Isso é melhor pra quem? Quem foi que falou que a inverdade é um perjúrio? Quem foi que criou essa moral hipócrita que nada arrisca? E quem é que segue essa moral? Quem sabe se realmente é errado praticar a poligamia ou se é certo comer carne vermelha no domingo da páscoa? Ninguém. Porque ninguém sabe o que é o certo. Muito menos o errado.
O que fazer então? Viver. Arriscar. Jogar tudo pro alto de vez em quando. Cumprir nossas metas. Não se incomodar com regras pré-estabelecidas. Não acomodar com o que incomoda. Buscar conhecimento. De preferência, sem tentar aprender nada. É inútil. Se perder - pra se encontrar.

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