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21.1.10

2009: Ele pôde tudo e tudo ele pôde.

Fazendo uma breve restrospectiva da vida parlamentar no Brasil neste ano que passou, o nosso querido presidente do Congresso Nacional José Sarney foi alvo no total de 11 representações por quebra de decoro parlamentar. Nenhuma prosseguiu. A maior crise na história do Senado? Sem nenhuma dúvida.
Nomeações sigilosas de funcionários, 80 diretorias com salários impalpáveis e espaço até para um diretor de garagem. O escândalo tentava ser mascarado. Mas enquanto tentavam minimizar os efeitos dos feitos do nosso querido Senador, as acusações ganhavam desdobramentos. Atos secretos. Facilitação dos negócios do neto. Mentiu sobre a responsabilidade adminstrativa da entidade que leva seu nome e usou seu tão suado cargo em benefício da mesma.
O "Fora Sarney!" não chegou ao âmbito do exequível. Era utópico. Pois é imaginário pensar que uma pessoa na cadeira do poder desde a mais tenebrosa época na história da democracia (?) brasileira - um militar ativista de direita - possa assim, de uma hora pra outra, ser desbancado. O trono balançou. Sorrateiramente a culpa caiu sobre o então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia e Carlos Zoghbi, ex-diretor de direitos humanos. Foi Lula o articulador da operação sigilo e salvamento. Ora, se tudo o que importa nessa merda aqui é o apoio nas eleições presidenciais mesmo, conseguiu o que queria então, hein, Presidente? Agora o PMDB apóia Dilma Roussef. Com isso, o clã Sarney ultrapassa três décadas de poder e se recupera para, quem sabe, a eternidade.
O engraçado? É que ainda existem pessoas que tem coragem de falar em ditadura cubana, monopólio de poder chavenho e liberdade democrática. O pior é a ditadura Sarney, que poucos têm conhecimento e não visa nenhum fortalecimento estatal interno. Antes de abrirmos a boca para criticar qualquer regime, temos que olhar para nós mesmos e perceber, que há 50 anos a grande maioria, ainda é a mesma que está no poder. Democracia?

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