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19.2.10

What do you think about the crazy sixties years?

Se você pudesse escolher uma única década para viver sua juventude... qual seria?
Vamos convir que as últimas onze décadas (as quais temos uma maior riqueza de detalhes pelo pouco tempo histórico) tiveram todas suas singularidades, contudo, para mim, a melhor década para alguém em ascensão e paixão pela vida é sem dúvida 65/75. Se a adolescência já é por natureza, uma fase de rompimento familiar e nos Estados Unidos há uma exacerbação disso pela própria "cultura do desapego" existente se comparado ao Brasil, imagine então, ter sido um adolescente norte-americano da fase mais conturbada e louca da História - o final dos anos 60.
Às vezes eu fico tentando me teletransportar para esse período, tentando imaginar como seria viver com toda a liberalidade dessa década. Estranho pensar em viver sem internet, aparelho celular, câmera digital... Mas quem precisa disso com todas aquelas Revoluções eclodindo no mundo inteiro, seja estudantes em Paris lutando contra regimes totalitaristas, ou com a Primavera de Praga eclodindo por uma abertura socialista na Tchecoslováquia? Protestos pacifistas (ou não) desencadeiam contra a guerra do Vietnã. O BUM da comunicação. O mundo inteiro vendo pela primeira vez a transmissão de uma guerra ao vivo. O homem pisa na Lua. Nasce a utopia da conquista do espaço sideral até os anos 2000. Nessa década, tudo é possível. Até ver o impeachment de um presidente norte-americano. É, é em 1974 que Richard Nixon se torna o primeiro presidente dos Estados Unidos a renunciar à Casabranca, o escândalo de Watergate não deixava outra alternativa.
Ainda assim, é a época do rock'n'roll. Os grandes nomes das bandas de rock mundial surgem nesse momento: The Beatles, Rolling Stones, Black Sabbath, The Doors, The Velvet Underground, Led Zeppeling, Pink Floyd, Deep Purple, The Beach Boys, The Who. Li outro dia uma matéria da Rolling Stone muito pertinente que dizia mais ou menos assim: "Essas bandas secundárias do final da década de 60/70 não são ruins, muito pelo contrário, são melhores do que qualquer banda de rock dos dias atuais, o problema é que surgiram em uma época onde os monstros da música desapontaram. Ser da mesma época dos Beatles - a banda mais bem sucedida da história - é sacanagem, . Tinha que ser muuito bom pra poder gravar alguma coisa naquela época."
John Lennon e toda sua influência para o surgimento do movimento hippie. No Brasil, o movimento assumiu a faceta do Tropicalismo. No mundo inteiro, o movimento trouxe suas implicações: não se via problema em triângulos, quadrados, até quintetos amorosos. Homem, mulher, tanto faz. Love it all. Love and peace. Sex, drugs and rock'n'roll. Falando em drogas, em uma época onde ainda não havia pesquisa suficiente - e as que haviam não tinham lá muita credibilidade - para saber os reais malefícios causados por elas, ácido se conseguia com a mesma facilidade que tabaco hoje em dia. Não é à toa que a maioria das músicas do Pink Floyd fazem apologia ao famoso LSD. Maconha, haxixe ou êxtase... não importa. It's free. Era tudo liberado e todo mundo era livre. Por isso também tão loucos. Mas como diria Erasmo de Roterdã em seu "Elogio à loucura": "Quem consegue viver sem a loucura? Ou melhor, quem sabe o que é a vida sem ela? A infelicidade está nos olhos de quem a vê, já a loucura nos cega para isso e nos acorda para a vida, para não apenas sermos mais um nessa efêmera passagem. Sejamos loucos, aproveitemos a vida e nela consagremos nosso nome e uma definição para nossa existência." E essa consagração, não veio em nenhuma outra década, em nenhum outro período histórico como veio no final da década de 60 - a mehor de todos, todos os tempos. É esse o grande motivo de seu encanto.

17.2.10

De dentro do luxo, pra boca do lixo.

O problema é trivial: lixo urbano. A questão? Indiferente à maioria das pessoas. Na verdade, ainda nos faltam meios eficazes para tentar solucionar o problema. Reciclagem? Coleta seletiva? Isso tudo é muito pouco pro montalhão de resíduo que nossas casas despejam no mundo diariamente. É caro e dá trabalho. E ainda que fosse prático, com a falta de mobilidade atual, não iria para frente, assim como já não vai. O que fazer então? Políticas públicas? Não adianta culpar somente a atuação governamental, mas cá entre nós, propaganda é a alma do negócio, não é? Pois então, a política anti-fumo da década de 70/80 reduziu consideravelmente o número de fumantes nos centros urbanos, o mesmo ocorreu com as drogas, lícitas até então. A política da prevenção contra AIDIS tornou o que antes era tabu, um problema de interesse social. Alardear o problema do lixo urbano pode ser um caminho para resolvê-lo.
Além disso, se o que a população precisa é tomar doses cada vez mais cavalares de um determinado remédio para poder ficar imune, essa imunidade inquebrável que todo mundo parece ter com relação ao problema do lixo urbano só pode ser rompida por soluções em que atinjam diretamente o que lhes é mais precioso: seu bolso. É isso mesmo. Se andar de carro sem placa no verão leva à uma multa de R$180,00, por que jogar fora lixo em locais não apropriados não? Já deu certo no Sul do país e deu certo em 28 países do mundo. Parar de jogar lixo nas ruas é o primeiro passo para a partir de então, se falar em reciclagem ou coleta seletiva. Programas de caridade também seriam uma boa pedida. Bom senso: impedir que o que é luxo para uns, se torne lixo para outros.