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17.2.10

De dentro do luxo, pra boca do lixo.

O problema é trivial: lixo urbano. A questão? Indiferente à maioria das pessoas. Na verdade, ainda nos faltam meios eficazes para tentar solucionar o problema. Reciclagem? Coleta seletiva? Isso tudo é muito pouco pro montalhão de resíduo que nossas casas despejam no mundo diariamente. É caro e dá trabalho. E ainda que fosse prático, com a falta de mobilidade atual, não iria para frente, assim como já não vai. O que fazer então? Políticas públicas? Não adianta culpar somente a atuação governamental, mas cá entre nós, propaganda é a alma do negócio, não é? Pois então, a política anti-fumo da década de 70/80 reduziu consideravelmente o número de fumantes nos centros urbanos, o mesmo ocorreu com as drogas, lícitas até então. A política da prevenção contra AIDIS tornou o que antes era tabu, um problema de interesse social. Alardear o problema do lixo urbano pode ser um caminho para resolvê-lo.
Além disso, se o que a população precisa é tomar doses cada vez mais cavalares de um determinado remédio para poder ficar imune, essa imunidade inquebrável que todo mundo parece ter com relação ao problema do lixo urbano só pode ser rompida por soluções em que atinjam diretamente o que lhes é mais precioso: seu bolso. É isso mesmo. Se andar de carro sem placa no verão leva à uma multa de R$180,00, por que jogar fora lixo em locais não apropriados não? Já deu certo no Sul do país e deu certo em 28 países do mundo. Parar de jogar lixo nas ruas é o primeiro passo para a partir de então, se falar em reciclagem ou coleta seletiva. Programas de caridade também seriam uma boa pedida. Bom senso: impedir que o que é luxo para uns, se torne lixo para outros.

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