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30.3.10

A Rússia de Trótsky.

León Trotsky. Mártire da Revolução bolquevique e participante ativo da Revolução de fevereiro. Criador e organizador do Exército Vermelho, que o levou à vitória na guerra civil russa durante a República de Kerensky. Fundador da 3ª e da 4ª Internacional (a primeira ao lado de Lênin). Peça-chave para por à prova, pela primeira vez na história da humanidade, o ideário marxista. Trótsky tinha um grande plano para a Rússia. Um grande plano para a humanidade. A Rússia de Trótsky, por não ter se efetivado, é muito bela no plano utópico. Mas será que na prática passaria desse plano? Será que seus ideais, tais como o eram, seriam concretizado de fato no âmbito do exequível? Nunca saberemos. Mas tudo nos leva a crer que sim.

Autor da célebre frase "a Revlução foi traída", o ideal trotkista era espalhar o socialismo pelo mundo inteiro, opinião divergente à de Stálin, que queria fortalecer primeiro o socialismo em um só país. Trótsky era sem dúvida, o segundo homem da Revolução. O golpe stalinista responsável pela sua exclusão da banca do poder vem revelar o colapso de um regime que no mínimo serviu para colocar em debate as desventuras do sistema capitalista - sendo responsável por levar a burguesia urbana a ceder benefícios trabalhistas ao proletariado sob o espectro de uma possível revolução. Seu colapso foi inevitável, em partes, pelos próprios líderes que tomaram sua frente.

Em momento algum, fala-se aqui que na Rússia de Trótsky real não haveria opressão e repressão, mas os limites, certamente seriam mais tangíveis a um regime que não tinha o intento de ser caracterizado unicamente pelas "mãos-de-ferro" do ditador. A grande questão é: até que ponto vale à pena se privar de certas liberdades individuais, para ter certos direitos garantidos? Primeiro, todos aqui devem convir, por mais discrepantes orientações políticas que possam ter, que até certo ponto vale à pena. Qualquer pessoa que faça parte de um Estado, e todas as implicações que essa definição trás, há de concordar que nossas liberdades são delineadas pela lei. Niguém aqui é livre para matar e não sofrer nenhuma sanção por isso. Ninguém é livre para invadir a propriedade alheia, ninguém é livre para furtar outrem. A regra de ouro "o meu direito acaba quando o seu começa", serve também para a liberdade dos modernos: "a sua liberdade acaba, quando o meu direito começa". Logo, partindo dessa premissa que até certo ponto vale à pena abdicar de uma certa liberdade para ter determinados direitos garantidos, qualquer discurso que fale sobre falta de liberdade em regimes socialistas, tem que falar sobre a maior abrangência de direitos. É isso, pelo menos, que Trótsky tentava propor.

Trótsky criticava a burocratização do Estado, a extinção da vida democrática no interior dos sovietes e o excesso de poder concentrado em qualquer regime autoritário. O plano de Trótsky para Rússia padecia de vicissitudes, sim, mas continha paixão. No que consistia seu plano político-econômico? Não dá para distanciá-lo da base do ideário marxista-leninista: igualdade perante à lei, estatização proeminente, distribuição de renda, recursos e subsídios igualitários. "Paz, pão e terra!" era um de seus slogans, ao lado de Vladimir Lênin. A principal diferença de León Trótsky com outros líderes comunistas, é a defesa inpalpável de que sem liberdade, não há socialismo. Acaba-se tratando de uma ditadura, sim, mas não a ditadura do proletariado, mas a ditadura de um punhado de políticos, isto é, uma ditadura no sentido estritamente burguês.

Começar um debate sobre sua estratégia política é caminhar por um terreno onde irrisórias concepções anacrônicas não têm espaço. É muito fácil olhar o passado e dizer que obviamente o regime socialista nunca daria certo. Estamos olhando para trás com os olhos do presente. O anacronismo preexistente em cada pensamento que delegue um valor medíocre à atitudes do passado, só nos mostra o quanto somos arrogantes e prepotentes em pensar que não estamos comentendo os mesmos erros com relação ao futuro.

Ana Cecília Sabbá e Nayara Noronha.

28.3.10

Adeus vocês.

Eu hoje vou pro lado de lá, eu tô levando tudo de mim, que é pra não ter razão pra chorar, vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar. Cuida do teu, pra que ninguém te jogue no chão, procure dividir-se em alguém, procure-me em qualquer confusão. Levanta e te sustenta e não pensa que eu fui por não te amar. Quero ver você maior, meu bem. Pra que minha vida siga adiante. Pra que minha vida siga adiante...
Adeus você, não venha mais me negacear, teu choro não me faz desistir, teu riso não me faz reclinar. Acalma essa tormenta e se aguenta que eu vou pro meu lugar. É bom, às vezes se perder, sem tem porquê, sem ter razão. É um dom saber evaidecer, por si saber mudar de tom. Quero não saber de có, também. Pra que minha vida siga adiante. Pra que minha vida siga adiante...