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29.5.10


É revanchismo condenar quem fez isso?

26.5.10

40 coisas para fazer antes de morrer

- aprender a tocar piano
- pular de pára-quedas
- pular de bungee jump
- fazer um piercing na língua
- ter um cachorro (Rodin ou Aspargos)
- melhorar meu inglês
- aprender a falar espanhol
- aprender a falar francês
- terminar a teoria existencialista
- descobrir o mistério do buraco negro
- entender a teoria da relatividade na íntegra e finalizá-la
- fazer história
- fazer filosofia
- conhecer todos os continentes
- morar um tempo na França
- fazer curso de vinhos
- voltar definitivamente pro ballet
- Ir pra Nova Zelândia
- participar da ONU
- promover a reforma agrária
- me filiar ao greenpeace
- salvar uma baleia
- plantar uma árvore
- descobrir a cura pra AIDS
- conhecer o Johnny Depp
- tocar violão melhor
- fotografar uma guerra
- ganhar o Prêmio Nobel da Paz
- escrever a continuação das Cartas Chilenas
- jogar uma bomba atômica em Washington D.C. (brincadeira, hehe)
- participar de uma revolução
- descobrir quem eu sou
- descobrir pra onde vou
- conseguir provar como o mundo surgiu
- ver Los Hermanos lançarem mais uns 20 álbuns
- Ir nas ruínas de Machu Pichu
- casar com Bruno Fernandez
- ter filhos
- morrer feliz




- sair da internet e ir estudar

22.5.10

ô morena do mar, oi eu, ô morena do mar
ô morena do mar, sou eu, que acabei de chegar
ô morena do mar, eu disse que ia voltar
ai, eu disse que ia chegar
cheguei

Sobre a ampliação dos direitos da personalidade

Bem, já não era sem tempo de mostrar um pouco do meu lado jurista por aqui. O que quero falar nessa madrugada é sobre um assunto trivial: até onde o âmbito do direito da personalidade pode chegar. Banalização dos danos morais, é do que quero falar.
Primeiro, é necessário remontar a um contexto histórico bem próximo, onde até pelo menos fins do século XVIII não existia garantia nenhuma sobre a integridade psíquica ou moral do indivíduo. Duzentos anos depois, com um aumento exponencial da regulamentação jurídica devido possivelmente ao minguamento de instâncias sociais outrora tidas como incontestáveis (como a religião, a família, as corporações etc.), que serviam, sutilmente para mediar os conflitos, fala-se em dano moral até por uma alteração de voz, mínima que seja.
A questão é: até que ponto o Estado pode influir nas relações privadas determinando qual foi o grau de integridade atingido, se é que o foi? E quanto vale a sua integridade?
Afinal, já se tornou banal pensar em uma retaliação por fins monetários. E muitas vezes, as questões nem chegam aos tribunais: "Ah, me dá uma quantia 'x', que fica tudo bem!" Acho tão engraçada essa venda da dignidade da pessoa humana, tão valorizada em nossa Constituição...
É muito complicado pensar que o direito pode determinar se você foi humilhado ou não. Falta de afeto, por exemplo, é cabível no âmbito jurídico? Lógico que não! Mas não falta muito para isso também ser mais um papel do Estado e abarrotar ainda mais os arquivos judiciários. Na verdade alguns tribunais de primeira e segunda instância, inclusive, já estão julgando como se assim o fosse. Não duvidaria nada de daqui há alguns anos estar presente nas Súmulas do STF.
Dentro do direito moderno, seria até amparável defender os acusados do caso Nardoni por toda a exposição que a mídia fez das suas personalidade antes da sentença do conflito, por exemplo. Os acusados do caso João Hélio Fernandez, também. Você os defenderia? Fazendo um parêntese a um outro assunto, ainda que você dissesse não, se eles fossem absolvidos e requeressem o processo, alguém teria que fazer esse papel, e pode ter certeza, alguém o faria. Sem dúvida que também não seria eu, mas é em grande parte porque existem tantas pessoas as quais fazem estardalhaços desnecessários sobre eventos mínimos que poderiam ser resolvidos no diálogo, ou que não cabem ação estatal, que os processos são tão intermináveis no Brasil.

19.5.10

E viva o Irã!!!!!


Se os Estados Unidos, Rússia, China e todos os países membros-permanentes da ONU podem desenvolver sua energia nuclear para fins pacíficos, alguém me explica POR QUÊ o Irã não pode??
Como disse a candidata à presidência Dilma Roussef: "A tentativa de construir um caminho em que haja o abandono de armas nucleares como armas de agressão e passe a ser pura e simplesmente pacífico o uso da energia nuclear é bom para o mundo inteiro."
Eu odeio muito essa idéia ocidental de querer transformar o Oriente Médio povoado por um bando de loucos radicais que querem explodir o mundo a qualquer custo.
Se cada Estado é soberano de si, então todos são iguais no âmbito do direito internacional. Se ninguém pode ter bomba atômica, então, que ninguém, sem exceção, o tenha (e isso inclui os imperialistas que acham ter poder onisciente e onipresente sobre mundo). O Brasil não concorda em transformar o Irã em uma região conflagrada. E tem a coragem de se impor ao imperialismo e sua visão preconceituosa sobre o mundo muçulmano. Faz certo.
Ponto pro Lula e todos os seus derivados na corrida eleitoral.

14.5.10

Poliandria

Aposto como você nunca ouviu falar nisso, não? Pois é, mas na poligamia você já deve ter ouvido falar. No mínimo... curioso.
Tudo começou com um simples estudo na madrugada de ontem sobre as sociedades sem escrita. A chamada pré-história da humanidade. A poligamia era uma de suas características, mas não exclusividade; a poligamia era praticada também nas sociedades cuneiformes, egípcia, islâmica e muitas outras até hoje no nosso mundo contemporâneo. A grande singularidade estava na poliandria.
Eu estava justamente divagando sobre o quanto o poligamismo é injusto - tá certo que o homem só pode ter a quantidade de mulheres que puder sustentar, mas porque os casamentos não-monogâmicos sempre pressupõem o homem poder ter várias mulheres, e nunca o contrário??? -, até que descobri o poliandrismo nessas sociedades, onde também era permitido que a mulher tivesse vários maridos. Achei o máximo! Comecei a pesquisar freneticamente e descobri que ainda hoje existem sociedades no himalaia onde existe essa prática. O estudo das sociedades é uma coisa tão interessante... história na verdade é tãão fascinante....
A parte ruim é que ainda nessas sociedades pré-históricas, a mulher ter vários maridos ainda sim não significava poder ao sexo feminino. Muito pelo contrário. Isso ocorria no caso em que um único homem não conseguia sustentar uma mulher, e vários homens precisavam se reunir para sustentá-la. Logo, significava que a mulher era submissa a mais de um homem, já que tinha mais de um marido. Caprichos da história...

4.5.10

Arquivo militar, fez bem a vida em lembrar.

A OAB-RJ começou em janeiro uma campanha com o intuito de pressionar o governo federal a abrir os arquivos da ditadura militar. Parece que finalmente alguém ouviu uma das minhas maiores campanhas. E já não era sem tempo. Afinal, qual o própósito da lei de anistia em um país que se diz liberal-democrático?

Ainda dá tempo de participar, assine também o abaixo assinado, um país que não conhece a sua História está fadado a repetir os erros. Arquivos da repressão já! As famílias têm esse direito. Será que essa tortura nunca vai acabar?




http://www.oab-rj.org.br/forms/abaixoassinado.jsp

Assista também os vídeos da campanha no site.

3.5.10

inventando o neofeminismo

Há alguns séculos que a mulher já vem buscando seu espaço perante a uma sociedade extremamente machista e preconceituosa. Foram anos incessantes de luta, repressão desde os tempos da guilhotina chegando até às cadeiras elétricas. Sequestros misteriosos, execuções presumíveis. Foram muitas batalhas a serem conquistadas. A luta pelo sufrágio universal, por leis que garantam a integridade feminina (como a lei Maria da Penha), são ínfimas se comparadas às lutas contínuas da mulher - muitas vezes, dentro da própria casa - para abandonar o estigma de que é submissa ao homem, de que seu lugar é na cozinha, de que não entende nada quanto a certos assuntos, de que não é capaz de realizar determinadas tarefas.
Muito se conquistou mas ainda falta muito para se conquistar. O motivo maior desse texto não é falar das conquistas da luta feminina, e sim, das suas falhas. Do porquê ainda faltar tanto para eliminar completamente o machismo da nossa sociedade contemporânea. A resposta não é difícil. É simples ao analisarmos que por detrás de toda essa luta de algumas mulheres, existe um movimento de outras exatamente no sentido contrário: vulgarizar-se perante o sexo oposto.
Uma das frases mais pertinentes nesse assunto, é de ninguém mais, ninguém menos que do Charlie, de 'Two and a half men', que outro dia disse mais ou menos assim: "Estou indo para um lugar onde tenha garrafas cheias e mulheres vazias." Ora, o homem obviamente precisa muito mais de uma mulher na cama do que o contrário, se as mulheres se dessem mais valor, se preocupassem mais em valorizar seu conteúdo do que expor suas partes do copo, o homem é que iria ser submisso à mulher.
Isso me parece uma coisa meio óbvia. Se as mulheres (algumas, lógico), fossem menos fúteis, menos interessadas com a estética, e voltassem sua atenção menos para cirurgias plásticas e para a moda, e mais por seu lugar perante à sociedade, buscando sempre mecanismos de reverter essa situação, o movimento feminista nem teria mais sentido de existir. É preciso extinguir esse "conta-movimento": se ligar mais no que podemos ter por dentro do que por fora, no que podemos conhecer, do que podemos consumir. Valorizar-se enquanto mulher no real significado do termo, se tornando alvo mais difícil no momento da conquista. Essa é a melhor opção para não existirem mais tantos Charlies por aí. A campanha de luta feminista agora é: mulheres, se dêem o respeito.