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3.5.10

inventando o neofeminismo

Há alguns séculos que a mulher já vem buscando seu espaço perante a uma sociedade extremamente machista e preconceituosa. Foram anos incessantes de luta, repressão desde os tempos da guilhotina chegando até às cadeiras elétricas. Sequestros misteriosos, execuções presumíveis. Foram muitas batalhas a serem conquistadas. A luta pelo sufrágio universal, por leis que garantam a integridade feminina (como a lei Maria da Penha), são ínfimas se comparadas às lutas contínuas da mulher - muitas vezes, dentro da própria casa - para abandonar o estigma de que é submissa ao homem, de que seu lugar é na cozinha, de que não entende nada quanto a certos assuntos, de que não é capaz de realizar determinadas tarefas.
Muito se conquistou mas ainda falta muito para se conquistar. O motivo maior desse texto não é falar das conquistas da luta feminina, e sim, das suas falhas. Do porquê ainda faltar tanto para eliminar completamente o machismo da nossa sociedade contemporânea. A resposta não é difícil. É simples ao analisarmos que por detrás de toda essa luta de algumas mulheres, existe um movimento de outras exatamente no sentido contrário: vulgarizar-se perante o sexo oposto.
Uma das frases mais pertinentes nesse assunto, é de ninguém mais, ninguém menos que do Charlie, de 'Two and a half men', que outro dia disse mais ou menos assim: "Estou indo para um lugar onde tenha garrafas cheias e mulheres vazias." Ora, o homem obviamente precisa muito mais de uma mulher na cama do que o contrário, se as mulheres se dessem mais valor, se preocupassem mais em valorizar seu conteúdo do que expor suas partes do copo, o homem é que iria ser submisso à mulher.
Isso me parece uma coisa meio óbvia. Se as mulheres (algumas, lógico), fossem menos fúteis, menos interessadas com a estética, e voltassem sua atenção menos para cirurgias plásticas e para a moda, e mais por seu lugar perante à sociedade, buscando sempre mecanismos de reverter essa situação, o movimento feminista nem teria mais sentido de existir. É preciso extinguir esse "conta-movimento": se ligar mais no que podemos ter por dentro do que por fora, no que podemos conhecer, do que podemos consumir. Valorizar-se enquanto mulher no real significado do termo, se tornando alvo mais difícil no momento da conquista. Essa é a melhor opção para não existirem mais tantos Charlies por aí. A campanha de luta feminista agora é: mulheres, se dêem o respeito.

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