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5.11.11

Sobre eleições, democracia e estrelas bailarinas.

Poucas pessoas se darão ao trabalho de parar para ler mais um longo texto nessa já turbulenta campanha. Para aqueles que assim o fizerem, um aviso: cada membro de nossa chapa acredita incondicionalmente no que está aqui escrito. Assim, sem nos alongarmos mais do que o necessário, iremos falar abaixo sobre o que a Contra Corrente representa e quais foram os princípios que a guiaram durante esses três primeiros anos de gestão.


Inicialmente, devemos lembrar que a Contra Corrente é uma chapa democrática no sentido mais amplo da palavra. Esse discurso já deve ter sido ouvido milhares de vezes por todos os alunos que acompanham nossas eleições, mas nem por isso perde sua força. E é democrática porque a regra entre os nossos mais de cinquenta membros sempre foi a pluralidade. Temos formações pessoais e políticas as mais variadas possíveis: moramos em diferentes bairros, frequentamos locais diferentes e votamos em candidatos diferentes nas últimas eleições. Qualquer um que converse com os membros da nossa chapa por alguns minutos poderá comprovar isso facilmente. O que nos manteve unidos durante esses três anos de gestão, mais do que as afinidades pessoais (não que essas não existam, obviamente), foi o amor e a dedicação pelo CAEL e pela nossa faculdade.


Não só isso: nossa chapa é democrática porque está aberta a todos os alunos. Temos integrantes de todos os períodos e de todos os turnos, os quais foram se unindo a nós ao longo dos anos. Alguns começaram frequentando as festas da vila e a casinha e, de ajuda em ajuda, acabaram como membros; outros chegaram a nós com problemas e, de problema em problema, nunca mais saíram daqui. E aqueles que querem levar seus pleitos a nós podem recorrer ao e-mail da Ouvidoria, ao facebook, comparecer à reunião de representantes ou nos procurar nos corredores e no Pilotis. Foi através de vocês que nós fomos informados de problemas como o do wi-fi do 6º andar e do descontentamento com a semana de provas.


Nossa chapa também sempre procurou trazer os debates mais atuais para dentro de nossa faculdade. Foi com esse espírito que esse ano realizamos Trocando em Miúdos sobre a prisão dos que urinam na rua durante o Carnaval e sobre a censura do “A Serbian Movie”; que trouxemos a nova Ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência nos primeiros meses de seu mandato; que realizamos a palestra sobre o novo Código de Processo Civil; que debatemos o tema das UPP´s e dos megaeventos, só para citar alguns exemplos.


E é claro que esse tópico acaba nos levando a outro tema que merece absoluto destaque na gestão Contra Corrente 2011: a realização do Encontro Regional dos Estudantes de Direito no campus de nossa Universidade. Mais do que realizar um evento que atraiu mais de mais de mil alunos e contou com a presença de nomes como Marcelo Freixo, Rodrigo Bethlem e Roberta Pedrinha, o que o CAEL conseguiu, com a ajuda de diversos outros C.A.s de Direito do Estado, foi reinserir o Rio de Janeiro no cenário estudantil nacional, já que fazia anos que não tínhamos um evento desse porte por aqui.


Efeito reflexo de nossa ativa participação no ERED foi a integração e a articulação com os C.A.s de outras universidades cariocas: temos orgulho de dizer que atualmente o CAEL está em constante diálogo com o pessoal da UERJ, UFRJ, UFF, etc. Melhor ainda é poder dizer que o que vemos por lá só nos confirmou que estamos seguindo o caminho certo: quanto mais olhamos as experiências dos outros cursos, mais nos convencemos que nosso modelo apartidário e horizontal de gestão é o mais apto a representar verdadeiramente os alunos e melhor atender as demandas destes.


Por isso, mais do que nunca, reforçamos nosso entendimento de que uma chapa precisa ser completamente livre para poder atuar da forma mais eficiente possível. E é isso que a Contra Corrente tem de tão único: ao incentivarmos as diferenças, a diversidade de opiniões, nos tornamos mais produtivos. É como diz aquela frase do Nietzsche que decora a nossa casinha: “É preciso um grande caos interior para que nasça uma estrela bailarina”. E, sim, acreditamos que o caos é altamente produtivo. Longe de nós essa história de “Ordem e Progresso”.


O texto ficou mesmo longo, mas na esperança de que os preguiçosos tenham pelo menos lido o primeiro parágrafo e pulado logo para cá, deixamos vocês com uma questão: se demorou tanto só para falarmos muito superficialmente sobre o que acreditamos e pinçarmos alguns poucos exemplos de tudo o que realizamos só nesse último ano de gestão, imagina o quanto ia demorar se nós resolvêssemos listar todas as quatrocentas e quarenta e três horas de atividades complementares que a Contra Corrente realizou em seus três anos de gestão, além das inúmeras festas realizadas e de conquistas como o fim da cobrança das horas de atividade complementar, a manutenção das barraquinhas, a redução do retorno do estacionamento, a instalação de réguas de tomadas... É, melhor nem começar.


E por último deixamos um convite aos alunos de Direito PUC-Rio:


Traga sua voz para onde ela será ouvida. Junte-se a nós!

A CONTRA CORRENTE é sua também.