<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007</id><updated>2011-11-05T17:37:42.046-03:00</updated><category term='fez-se esse nó'/><category term='pop arte'/><category term='Recomendo: O Mundo de Sofia - nada melhor para despertar interesse filosófico.'/><category term='ANEL - Associação Nacional dos Estudantes Livres'/><category term='mecânica celeste aplicada'/><category term='O Dia do Curinga'/><category term='ana e o mar'/><category term='só por acaso.'/><category term='geopolítica internacional'/><category term='política pura'/><category term='14º concurso nacional de redação'/><category term='literatura brasileira'/><category term='da minha mais nova aquisição literária: Assim falava Zaratrusta - Friedrich Nietzsche'/><title type='text'>realismo convincente</title><subtitle type='html'>Agora, um diário de viagem, diferente de todos os outros, afinal, a realidade é sempre um contato interior e inexplicável.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>160</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-5663579529136299139</id><published>2011-11-05T17:32:00.002-03:00</published><updated>2011-11-05T17:37:42.057-03:00</updated><title type='text'>Sobre eleições, democracia e estrelas bailarinas.</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Poucas pessoas se darão ao trabalho de parar para ler mais um longo texto nessa já turbulenta campanha. Para aqueles que assim o fizerem, um aviso: cada membro de nossa chapa acredita incondicionalmente no que está aqui escrito. Assim, sem nos alongarmos mais do que o necessário,  iremos falar abaixo sobre o que a Contra Corrente representa e quais foram os princípios que a guiaram durante esses três primeiros anos de gestão.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Inicialmente, devemos lembrar que a Contra Corrente é uma chapa democrática no sentido mais amplo da palavra. Esse discurso já deve ter sido ouvido milhares de vezes por todos os alunos que acompanham nossas eleições, mas nem por isso perde sua força. E é democrática porque a regra entre os nossos mais de cinquenta membros sempre foi a pluralidade. Temos formações pessoais e políticas as mais variadas possíveis: moramos em diferentes bairros, frequentamos locais diferentes e votamos em candidatos diferentes nas últimas eleições. Qualquer um que converse com os membros da nossa chapa por alguns minutos poderá comprovar isso facilmente. O que nos manteve unidos durante esses três anos de gestão, mais do que as afinidades pessoais (não que essas não existam, obviamente), foi o amor e a dedicação pelo CAEL e pela nossa faculdade.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Não só isso: nossa chapa é democrática porque está aberta a todos os alunos. Temos integrantes de todos os períodos e de todos os turnos, os quais foram se unindo a nós ao longo dos anos. Alguns começaram frequentando as festas da vila e a casinha e, de ajuda em ajuda, acabaram como membros; outros chegaram a nós com problemas e, de problema em problema, nunca mais saíram daqui. E aqueles que querem levar seus pleitos a nós podem recorrer ao e-mail da Ouvidoria, ao facebook, comparecer à reunião de representantes ou nos procurar nos corredores e no Pilotis. Foi através de vocês que nós fomos informados de problemas como o do wi-fi do 6º andar e do descontentamento com a semana de provas.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Nossa chapa também sempre procurou trazer os debates mais atuais para dentro de nossa faculdade. Foi com esse espírito que esse ano realizamos Trocando em Miúdos sobre a prisão dos que urinam na rua durante o Carnaval e sobre a censura do “A Serbian Movie”; que trouxemos a nova Ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência nos primeiros meses de seu mandato;  que realizamos a palestra sobre o novo Código de Processo Civil; que debatemos o tema das UPP´s e dos megaeventos, só para citar alguns exemplos.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;E é claro que esse tópico acaba nos levando a outro tema que merece absoluto destaque na gestão Contra Corrente 2011: a realização do Encontro Regional dos Estudantes de Direito no campus de nossa Universidade. Mais do que realizar um evento que atraiu mais de mais de mil alunos e contou com a presença de nomes como Marcelo Freixo, Rodrigo Bethlem e Roberta Pedrinha, o que o CAEL conseguiu, com a ajuda de diversos outros C.A.s de Direito do Estado, foi reinserir o Rio de Janeiro no cenário estudantil nacional, já que fazia anos que não tínhamos um evento desse porte por aqui.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Efeito reflexo de nossa ativa participação no ERED foi a integração e a articulação com os C.A.s de outras universidades cariocas: temos orgulho de dizer que atualmente o CAEL está em constante diálogo com o pessoal da UERJ, UFRJ, UFF, etc. Melhor ainda é poder dizer que o que vemos por lá só nos confirmou que estamos seguindo o caminho certo: quanto mais olhamos as experiências dos outros cursos, mais nos convencemos que nosso modelo apartidário e horizontal de gestão é o mais apto a representar verdadeiramente os alunos e melhor atender as demandas destes.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Por isso, mais do que nunca, reforçamos nosso entendimento de que uma chapa precisa ser completamente livre para poder atuar da forma mais eficiente possível. E é isso que a Contra Corrente tem de tão único: ao incentivarmos as diferenças, a diversidade de opiniões, nos tornamos mais produtivos. É como diz aquela frase do Nietzsche que decora a nossa casinha: “É preciso um grande caos interior para que nasça uma estrela bailarina”. E, sim, acreditamos que o caos é altamente produtivo. Longe de nós essa história de “Ordem e Progresso”.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;O texto ficou mesmo longo, mas na esperança de que os preguiçosos tenham pelo menos lido o primeiro parágrafo e pulado logo para cá, deixamos vocês com uma questão: se demorou tanto só para falarmos muito superficialmente sobre o que acreditamos e pinçarmos alguns poucos exemplos de tudo o que realizamos só nesse último ano de gestão, imagina o quanto ia demorar se nós resolvêssemos listar todas as quatrocentas e quarenta e três horas de atividades complementares que a Contra Corrente realizou em seus três anos de gestão, além das inúmeras festas realizadas e de conquistas como o fim da cobrança das horas de atividade complementar, a manutenção das barraquinhas, a redução do retorno do estacionamento, a instalação de réguas de tomadas... É, melhor nem começar.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;E por último deixamos um convite aos alunos de Direito PUC-Rio:&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Traga sua voz para onde ela será ouvida. Junte-se a nós! &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 11px; line-height: 16px; color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;A CONTRA CORRENTE é sua também.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-5663579529136299139?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/5663579529136299139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=5663579529136299139' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5663579529136299139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5663579529136299139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2011/11/sobre-eleicoes-democracia-e-estrelas.html' title='Sobre eleições, democracia e estrelas bailarinas.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2354087093312783600</id><published>2011-10-17T21:39:00.001-03:00</published><updated>2011-10-17T21:40:36.660-03:00</updated><title type='text'>It's easy if you try</title><content type='html'>&lt;iframe width="459" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/Bpv48BOKSUk?fs=1" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2354087093312783600?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2354087093312783600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2354087093312783600' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2354087093312783600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2354087093312783600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2011/10/x-factor-australia-emmanuel-kelly.html' title='It&apos;s easy if you try'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Bpv48BOKSUk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-7028386259808518222</id><published>2011-10-13T22:33:00.004-03:00</published><updated>2011-10-13T22:40:50.100-03:00</updated><title type='text'>As tantas rosas que os poderosos matem...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wuUneVJykVA/TpeSs9Kp-gI/AAAAAAAABEs/aUvSiBi8_cQ/s1600/terra-arida-flor-sozinha-ch%25C3%25A3o-primavera-destrui%25C3%25A7%25C3%25A3o.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-wuUneVJykVA/TpeSs9Kp-gI/AAAAAAAABEs/aUvSiBi8_cQ/s200/terra-arida-flor-sozinha-ch%25C3%25A3o-primavera-destrui%25C3%25A7%25C3%25A3o.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663156357472844290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;nunca conseguirão deter a primavera.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-7028386259808518222?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/7028386259808518222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=7028386259808518222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7028386259808518222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7028386259808518222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2011/10/as-tantas-rosas-que-os-poderosos-matem.html' title='As tantas rosas que os poderosos matem...'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-wuUneVJykVA/TpeSs9Kp-gI/AAAAAAAABEs/aUvSiBi8_cQ/s72-c/terra-arida-flor-sozinha-ch%25C3%25A3o-primavera-destrui%25C3%25A7%25C3%25A3o.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-8878676814712108162</id><published>2011-09-15T23:07:00.002-03:00</published><updated>2011-09-15T23:09:30.848-03:00</updated><title type='text'>Uma aula de Direito Internacional Público.</title><content type='html'>E uma verdadeira lição de Direitos Humanos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.corteidh.or.cr/docs/casos/articulos/seriec_219_por.pdf"&gt;http://www.corteidh.or.cr/docs/casos/articulos/seriec_219_por.pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-8878676814712108162?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/8878676814712108162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=8878676814712108162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8878676814712108162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8878676814712108162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2011/09/uma-aula-de-direito-internacional.html' title='Uma aula de Direito Internacional Público.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-9133276441461171900</id><published>2010-11-09T22:46:00.002-03:00</published><updated>2010-11-09T22:54:00.801-03:00</updated><title type='text'>Gil Vicente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TNn7G7C_rxI/AAAAAAAABC0/-o_nvpYVPQ4/s1600/auto-retrato_matando_bento_xvi%2B%25281%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 242px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TNn7G7C_rxI/AAAAAAAABC0/-o_nvpYVPQ4/s320/auto-retrato_matando_bento_xvi%2B%25281%2529.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537733313176776466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pelo direito à liberdade de expressão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-9133276441461171900?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/9133276441461171900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=9133276441461171900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/9133276441461171900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/9133276441461171900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/11/gil-vicente.html' title='Gil Vicente'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TNn7G7C_rxI/AAAAAAAABC0/-o_nvpYVPQ4/s72-c/auto-retrato_matando_bento_xvi%2B%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-8572350496187381037</id><published>2010-10-31T19:06:00.002-03:00</published><updated>2010-10-31T19:18:45.178-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534337943789336098" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TM3rCaaHdiI/AAAAAAAABCs/o0Zg_1rLYwQ/s320/dilma13.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-8572350496187381037?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/8572350496187381037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=8572350496187381037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8572350496187381037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8572350496187381037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TM3rCaaHdiI/AAAAAAAABCs/o0Zg_1rLYwQ/s72-c/dilma13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-9031777583321719615</id><published>2010-10-27T23:42:00.003-03:00</published><updated>2010-10-28T01:02:14.593-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;&lt;em&gt;Quem não vê bem uma palavra não pode ver bem uma alma.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-9031777583321719615?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/9031777583321719615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=9031777583321719615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/9031777583321719615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/9031777583321719615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/10/quem-nao-ve-bem-uma-palavra-nao-pode.html' title=''/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-3288728060599652753</id><published>2010-10-25T22:46:00.020-03:00</published><updated>2010-10-26T01:18:57.660-03:00</updated><title type='text'>O mito da "necessidade histórica"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O ser humano, dentro dos limites da sua liberdade, variáveis em lugares e contextos, tem certo livre-arbítrio para tomar as decisões que permearão sua vida - ou tem, em tese, racionalidade para tal. Isso coloca as decisões humanas no foco da narrativa histórica, pois, se o ser humano é formado também pelas suas atitudes, pela maneira como se comporta frente à necessidade de agir, e a história é contada com base no homem, ela também pode ser contada com base nas suas escolhas, nas suas decisões em momentos cruciais, como bem afirma a teoria a qual diz que a história na verdade são picos de acontecimentos relevantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a religião anglicana foi fundada na Inglaterra e os puritanos começaram a ser perseguidos, eles podiam ficar e lutar para tentar fazer uma Revolução, podiam se converter ou podiam fugir. Dizer que o povoamento das 13 colônias da América pelos puritanos foi uma &lt;em&gt;necessidade&lt;/em&gt; histórica, é desresponsabilizá-los pela escolha que tomaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse discurso tira a responsabilidade do homem e a coloca no motor invisível da história. Mas, quem faz a história senão o homem? Dizer que os acontecimentos levaram a Santa Inquisição a torturar e matar, considerando a menor manifestação científica, por exemplo, como heresia, é tirar o mérito (ou o desmérito) dos que fizeram esta escolha. Claro, nada pode surgir do nada, as decisões foram sim baseadas nos antecedentes históricos e no que eles pensavam sobre o futuro, mas existem inúmeras maneiras diferentes de reação, justamente pela única peculiaridade do gênero 'Homo sapiens' ser a sua capacidade de se diferenciar, e eles &lt;em&gt;escolheram&lt;/em&gt; agir assim. As pessoas não necessariamente têm de fazer determinadas escolhas, ainda que as circunstâncias as tornem mais atrativas sempre existem outras. &lt;em&gt;Sempre existe mais de dois lados da mesma moeda. &lt;/em&gt;Não é porque a história foi assim que ela &lt;em&gt;necessariamente&lt;/em&gt; teria de ser assim. &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Se estamos onde estamos hoje, é sem nenhuma dúvida também pelas escolhas do passado e, portanto, se algo tivesse sido milimetricamente acontecido de maneira diferente, as consequências também o teriam sido, onde talvez nem pudéssemos reconhecer semelhanças com o nosso mundo tal como é hoje. Mas, e daí? Se as outras escolhas nos levariam à outros caminhos, quem pode garantir que eles não seriam melhores? Sinceramente, dizer que as circunstâncias obrigaram o Stálin ou o Franco a perseguir tão ferronheamente seus opositores, ou, como inclusive o Jarbas Passarinho já afirmou, que os militares no Brasil torturaram por uma "necessidade histórica" é legitimar crimes que não necessariamente tinham que ter acontecido - e legitimar práticas semelhantes no presente, para que possam ser justificadas no futuro. É isso que queremos?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-3288728060599652753?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/3288728060599652753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=3288728060599652753' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3288728060599652753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3288728060599652753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/10/o-mito-da-necessidade-historica.html' title='O mito da &quot;necessidade histórica&quot;'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-1204950924941693683</id><published>2010-10-24T23:40:00.010-03:00</published><updated>2010-10-25T01:15:58.414-03:00</updated><title type='text'>Mikhail Baryshnikov volta aos palcos cariocas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TMUCla6BaoI/AAAAAAAABCM/QGLoAjrOl6o/s1600/barishinikov.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531830559195622018" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TMUCla6BaoI/AAAAAAAABCM/QGLoAjrOl6o/s320/barishinikov.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TMUB2LU543I/AAAAAAAABCE/jAN2rNmX45o/s1600/793811354_98a960fd69_o.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O maior bailarino vivo da dança mundial - ainda que ele relute em assumir essa definição -, aos 62 anos, sobe ao palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro nos dias 29 e 30 de &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;outubro&lt;/span&gt; ao lado da bailarina espanhola Ana Laguna (54), para apresentar seu mais novo &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; de &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;balé&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;contemporâneo&lt;/span&gt; "Três solos e um dueto". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em &lt;em&gt;Três solos e um dueto&lt;/em&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Mikhail&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Baryshnikov&lt;/span&gt; e Ana Laguna brilham em um programa de quatro peças. O primeiro é &lt;em&gt;Valse-Fantasie, &lt;/em&gt;com coreografia do russo &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Alexei&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;Ratmansky&lt;/span&gt;, no qual &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Baryshnikov&lt;/span&gt; dança o tema do compositor &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Mikhail&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Glinka&lt;/span&gt; (1804-1857), considerado o pai da música erudita russa. A seguir Ana Laguna dança uma versão de &lt;em&gt;Solo for &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;Two&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, criada especialmente para ela pelo coreógrafo sueco &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Mats&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;Ek&lt;/span&gt;. O terceiro segmento trás uma nova versão do incensado número &lt;em&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Years&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;Later&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, em que &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;Baryshnikov&lt;/span&gt; dança à frente de imagens de si mesmo jovem, em coreografias do francês Benjamin &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;Millepied&lt;/span&gt;, o principal nome do &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;New&lt;/span&gt; York City Ballet. No encerramento, os dois artistas voltam juntos ao palco em &lt;em&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;Place&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, peça de 22 minutos coreografada por &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;Mats&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;Ek&lt;/span&gt;, na qual &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;Baryshnikov&lt;/span&gt; e Ana Laguna interagem com uma mesa e um tapete, trazendo elementos cenográficos ao centro da narrativa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os ingressos variam de 40 à 260 reais e estão à venda na &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;bilheteria&lt;/span&gt; e no site da &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;Ticketronic&lt;/span&gt;. E oportunidade para ver o primeiro bailarino do &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;Kirov&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;American&lt;/span&gt; Ballet &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;Theatre&lt;/span&gt; e &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;New&lt;/span&gt; York City Ballet, em uma única pessoa, em duas únicas apresentações no Rio, estão em extinção - por isso, até lá.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-1204950924941693683?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/1204950924941693683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=1204950924941693683' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1204950924941693683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1204950924941693683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/10/mikhail-baryshnikov-volta-aos-palcos.html' title='Mikhail Baryshnikov volta aos palcos cariocas'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TMUCla6BaoI/AAAAAAAABCM/QGLoAjrOl6o/s72-c/barishinikov.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-8811732855327193243</id><published>2010-10-21T23:23:00.024-03:00</published><updated>2011-10-13T22:31:40.558-03:00</updated><title type='text'>Aquarela do Brasil</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;&lt;!--?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /--&gt;&lt;o:p&gt; &lt;p style="font-size: 12px; color: rgb(187, 187, 187); text-align: left; line-height: normal; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; " class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left" style="font-size: 12px; color: rgb(187, 187, 187); "&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; line-height: normal; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; " class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; " &gt;Ainda sob o mesmo &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;teto&lt;/span&gt; de &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;outubro&lt;/span&gt; - política -, hoje, corrupção e diplomacia são o foco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; line-height: normal; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; " class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Continuando a linha de raciocínio do texto anterior, sinceramente, não vejo outra forma de melhoria da situação de &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;barganha&lt;/span&gt; que impera dentro de nossos órgãos públicos se essa mudança não começar por nós. Eu não entendo (ou melhor, até entendo, mas não deixo de considerar hipócrita) esse discurso de "abaixo os políticos corruptos", se a própria corrupção está tão enraizada no nosso dia-a-dia. Como eu falei no último texto, os caras que sentam nas cadeiras do poder Legislativo são a nossa &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;representatividade&lt;/span&gt;, e representam nada mais, senão, do que nós mesmos. Se nós - falo nós no sentido &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-corrected"&gt;abrangente&lt;/span&gt; do brasileiro, que se &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;autodetermina&lt;/span&gt; como praticante do famoso "jeitinho" - subornamos nossos policiais, compramos nossas carteiras de motoristas, pagamos para alguém ficar no nosso lugar na fila -ou seja, se nós somos subornadores, corruptos e &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;corruptíveis&lt;/span&gt; no nosso &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;cotidiano&lt;/span&gt; -, como pessoas em que votamos não iriam ser? Aquelas pessoas são retratos fiéis de nossas práticas, de nossas crenças, de nossas aspirações. É por esse "jeitinho brasileiro" estar tão enraizado na cultura que o nosso Senado é tão podre, que figuras como José &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Sarney&lt;/span&gt; permeiam o poder desde o início do período democrático. Mudanças? Comece primeiro por você. É preciso abolir primeiro a corrupção da &lt;b&gt;sua&lt;/b&gt; vida, para querer &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;abolí&lt;/span&gt;-la da vida política.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 12px; text-align: justify; line-height: normal; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; " class="MsoNormal" align="justify"&gt;Acho que é consenso que a corrupção manchou o governo Lula, por melhor que ele possa ter sido. Mas não só a corrupção foi holofote constante do governo como, ainda mais, a política de boa-vizinhança de nosso Presidente. O ponto que quero trazer é que em primeiro lugar, existe uma aspiração à uma tão sonhada cadeira permanente na Organização das Nações Unidas, e em segundo, existe tudo que o Lula em nome dessa cadeira, fez de 2002 pra cá. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 12px; text-align: justify; line-height: normal; margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; " class="MsoNormal" align="justify"&gt;Estatização do gás natural brasileiro pela Bolívia em 2008. O que o Presidente fez? Nada - ele precisava do apoio de toda a América do Sul para conseguir a cadeira da ONU. Os Estados Unidos invadem o Haiti em "missão humanitária" - assim como o era no Iraque. O que o Lula faz? Manda soldados brasileiros espalharem a guerra e tornarem ainda mais escassos os alimentos e os recursos naquele país. Aumentam o caos. Os relatos e as estatísticas são péssimos. Até acusados de abusos sexuais já foram.  Lula comete no Haiti um de seus piores crimes. O Brasil revela o papel de &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;sub&lt;/span&gt;-metrópole que cumpre no continente, de um país explorado que ajuda a explorar a situação de outro ainda pior. Por que as tropas ainda não bateram em retirada? Pelo mesmo motivo que os soldados americanos ainda povoam o Iraque: tudo a serviço do imperialismo ianque. E da tal cadeira redentora da ONU.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify" style="font-size: 12px; "&gt;Nos últimos meses surgiu o &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; que foi as tentativas de pactos com o &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Irã&lt;/span&gt; pelo Presidente. Deixando de lado um discurso de não-desenvolvimento de armas nucleares por determinados países, em detrimento de outros que tudo podem e tudo devem, ninguém deveria concordar em uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-corrected"&gt;sanção&lt;/span&gt; hipócrita ao &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Irã&lt;/span&gt; pelo país que mais produz armas nucleares do mundo. Mas à parte disso, e tentando pensar por um outro lado, indo agora de acordo com a opinião de &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;Plinio&lt;/span&gt; de Arruda (assumidamente o candidato que obteve meu voto no 1º turno dessas eleições), o que foi fazer o nosso Presidente, senão, ir ao &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;Irã&lt;/span&gt; por causa do imperialismo norte-americano tentar selar uma paz e provar para os nossos "amigos" ianques que a nossa diplomacia é forte e que justamente por isso merecemos a cadeira da ONU? O único problema foi o fracasso da missão, que além de ter diminuído a popularidade do Lula no cenário nacional e &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;internacional&lt;/span&gt;, de nada adiantou. &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;Ahmadinejad&lt;/span&gt; sofreu a &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-corrected"&gt;sanção&lt;/span&gt; prevista. E o que ele fez? Continuou a produzir ainda mais energia nuclear. E sabe de uma coisa? Tinha mais é que ter feito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-size: 12px; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-size: 12px; "&gt;Em suma, o que quero deixar no ar ao final de meu texto é: o que ainda falta fazer para nos tornamos membros-permanentes da ONU? E até que ponto vale à pena o fazê-lo? Que interesses países como Estados Unidos, China, Rússia, França e Inglaterra têm em nos tornar? Será que essa cadeira não passa de uma construção imaginária muito cara para um país que já tem tantos problemas internos -&lt;strong&gt;&lt;em&gt; e tanta corrupção&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - como o nosso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-size: 12px; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-size: 12px; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-size: 12px; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-size: 12px; "&gt;Tudo nos leva a crer que sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="font-size: 12px; color: rgb(187, 187, 187); "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-8811732855327193243?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/8811732855327193243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=8811732855327193243' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8811732855327193243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8811732855327193243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/10/continuando-o-teto-de-outubro-mais-um.html' title='Aquarela do Brasil'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4365752415422615096</id><published>2010-10-20T21:21:00.002-03:00</published><updated>2010-10-20T21:22:56.454-03:00</updated><title type='text'>Foucault</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"De fato há duas espécies de utopia: as utopias proletárias socialistas que têm a propriedade de nunca se realizarem, e as utopias capitalistas que têm a má tendência de se realizarem frequentemente."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4365752415422615096?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4365752415422615096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4365752415422615096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4365752415422615096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4365752415422615096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/10/foucault.html' title='Foucault'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-1462230396295641819</id><published>2010-10-19T00:24:00.020-03:00</published><updated>2010-10-25T22:40:38.663-03:00</updated><title type='text'>A ditadura da maioria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho tanta coisa pra falar que não sei nem por onde começo. Todo mundo que lê isso aqui sabe do meu interesse por política, e período de eleição, é prato cheio pros aspirantes à jornalistas políticos de plantão como eu. Vou escolher então, começar meu texto dessa madrugada falando sobre o que mais me incomoda nas nossas eleições ditas democráticas: a influência dos meios de comunicação de massa sobre as mesmas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi um verdadeiro absurdo essa distribuição do tempo da propaganda eleitoral no 1º turno. 8 minutos pra candidata do PV ficar mostrando golfinhos e baleias na televisão, enquanto partidos como PSOL, PSTU e PSDC se comprimiam pra falar de suas propostas em menos de 2 minutos. Que democracia é essa? Como um candidato pode chegar ao poder de fato com essa distribuição, tendo que falar todo o seu projeto de governo em alguns segundos? Desde quando intenção de voto e representação parlamentar devem dar os ditames da democracia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mesmo aconteceu nos debates. Eram 9 candidatos. Alguém aí sabe o nome de mais de 5? Na entrevista do Jornal Nacional, por exemplo, o tempo dos candidatos era de acordo com a intenção de voto. Repito: que democracia é essa? Se o acesso aos meios de comunicação não é igualitário, como a escolha pode ser? É um ciclo vicioso, os candidatos que começam com baixa popularidade parecem nunca poder reverter essa situação. E por causa de quem? Em grande parte, por causa da mídia, que teoricamente, deveria ser imparcial. Agora no 2º turno, o tempo finalmente é igual, também, pudera, já não era sem tempo. Ou melhor, era pra ser assim o tempo, e desde o início.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E se a democracia é o acesso à todos ao poder porque tanta indignação pelo Tiririca ter sido eleito? Ora, esse foi o regime que escolhemos. Cada povo tem o governo que merece, meus amigos. Os caras que ocupam as cadeiras de nossas Câmaras, do nosso Senado, nada mais são do que um retrato de nós mesmos. Ou do que confiamos. Eu, por exemplo, fico muito mais indignada vendo Paulo Maluf e Jader Barbalho (que já tiveram suas chances e se mostraram grandes ladrões) se reelegerem do que figuras como Tiririca. Por que tanto preconceito com um cara que ainda nem assumiu? Pelo menos, ele é o único cujo figurino condisse com o discurso. Ele escolheu tal discurso justamente por isso, e se ele tiver proposta?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí me vem um cara como o imbecil do Felipe Neto me falar dele e de política no youtube. Primeiro, alguém por favor, avisa pro Felipe que o Executivo não governa sozinho? Que existe uma coisa chamada tripartição de poderes e que Presidente nenhum pode fazer alguma coisa sem o apoio maciço do Legislativo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ele vem reproduzir no youtube - um dos maiores meios de comunicação hoje - justamente o senso comum: que o voto do outro é burro. Que o eleitor não sabe o que quer, vota por esmola e não por quem realmente vai melhorar o país. Pra começar, desde quando existe uma fórmula para medir se o voto foi consciente ou não? O que exatamente determinaria isso? É muita hipocrisia você querer achar que só quem vota no seu candidato sabe de alguma coisa. Tem o cara que vota porque o candidato diminuiu a fome no país. Isso é errado? Todo mundo só fala em "educação, educação e educação", mas quem consegue estudar com fome? Ao meu ver isso também é uma forma de melhorar o Brasil. O outro vota porque o candidato criou o genérico. E aí? Esse voto não é consciente? Quando alguém me provar que existe uma única fórmula para melhorar o país eu páro de escrever. A minha proposta para melhorar é diferente da sua, diferente da de alguém que mora no Acre, diferente de alguém que mora do Rio Grande do Sul... e aí? Qual a certa? Só em educação, por exemplo, existem mil fórmulas: estatizar, aplicar 15% do PIB, ou simplesmente capacitar mais os professores. "As pessoas não votam em quem realmente vai melhorar o Brasil." Como você sabe? E se o candidato que a maioria vota tiver um modo específico de melhorar o país que elas acreditam, mas, você não? 'Melhorar o Brasil' é tão abrangente quanto a palavra Deus na infinitas religiões que existem, e enquanto não tiver uma fórmula única e imutável para isso, esse discurso é vazio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É exatamente isso que o discurso do humorista Felipe Neto é: vazio. Qualquer pessoa que tenha mais de 13 anos, que tenha estudado política, ou que saiba alguma coisa sobre Constituição deveria saber disso, e não ficar idolatrando o que parece óbvio. Votação é uma coisa muito subjetiva, justamente por revelar valores subjetivos. O problema é que ninguém parece entender que as verdades não são excludentes, todos querem que as suas convicções sejam aceitas por todos, ninguém percebe que não existe uma convicção melhor que outra: é tudo questão de ponto de vista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é isso aí, vamos continuar falando mal do voto do outro. Vamos continuar achando que o eleitor é burro, que os outros 200 milhões não sabem de nada e que a gente é que sabe. Só aprenda que na democracia ninguém persegue um bem comum utópico que na verdade nem existe, até pelas discrepâncias absurdas entre os seres humanos; muito menos chega-se num consenso, impossível tendo em vista essas mesmas discrepâncias e a diversidade do país. A democracia é simplesmente isso - a ditadura da maioria, pois, sempre será a maioria que irá eleger nossos representantes. E se queremos mudanças, devemos começar primeiro por nós mesmos, afinal, como eu já disse, cada povo tem o governo que merece.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-1462230396295641819?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/1462230396295641819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=1462230396295641819' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1462230396295641819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1462230396295641819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/10/ditadura-da-maioria.html' title='A ditadura da maioria'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-5287188779778691119</id><published>2010-08-10T02:38:00.009-03:00</published><updated>2010-10-19T02:13:18.307-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529620804757781586" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TL0o0yIyfFI/AAAAAAAABBM/9BMW0nCrq2s/s320/john+lennon.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;John Lennon e toda fragilidade perante sua mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E dessa forma, Anne Leibovitz, consegue retratar exatamente o que quer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Genial, como sempre.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-5287188779778691119?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/5287188779778691119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=5287188779778691119' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5287188779778691119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5287188779778691119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/08/john-lennon-e-sua-fragilidade-perante.html' title=''/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TL0o0yIyfFI/AAAAAAAABBM/9BMW0nCrq2s/s72-c/john+lennon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-1406898457262026245</id><published>2010-07-22T00:20:00.002-03:00</published><updated>2010-07-22T00:22:57.822-03:00</updated><title type='text'>Ou pensa, ou vive.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TEe5ggcTUWI/AAAAAAAABAM/oMMcWKCTLSI/s1600/pensar.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 138px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496565838344573282" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TEe5ggcTUWI/AAAAAAAABAM/oMMcWKCTLSI/s200/pensar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Morri! Morri e não me avisaram! Morri e não me enterraram! Que diabos aconteceu comigo? Esse lugar escuro, essa parede sem muro. Eu morri!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu não quero ouvir, pois eles ainda falam comigo a mesma porcaria de sempre. Mas por que razão insistem em falar se já não respiro? E como penso nessas frases se já não existo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Existir é pensar ou pensar é existir?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nem um, nem outro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se você morre, você não pensa. Se você pensa, não vive.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-1406898457262026245?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/1406898457262026245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=1406898457262026245' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1406898457262026245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1406898457262026245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/07/ou-pensa-ou-vive.html' title='Ou pensa, ou vive.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TEe5ggcTUWI/AAAAAAAABAM/oMMcWKCTLSI/s72-c/pensar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-5183003283783455226</id><published>2010-07-20T01:33:00.001-03:00</published><updated>2010-07-20T01:38:06.162-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fez-se esse nó'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Após muitas tentativas frustradas, notei a impotência do ser humano em se tratando de definições. Há muito busco em palavras descrever os mais diversos sentimentos, as mais ousadas sensações. Talvez a vontade de entender tais aspirações, me faz querer transcrever para o papel tudo aquilo que me empolga, o que me dói, o que me excita ou o que me anula.&lt;br /&gt;Sentir-me viva é o que busco ao deslizar por dentre essas linhas. Nem sempre consigo, porém são nessas frustrações que encontro respostas. Respostas para perguntas que já não faço. Soluções para os problemas dos quais eu fujo.&lt;br /&gt;Se a vida é feita de cuidados, não hesito ao me atirar nesse mar de tentativas. "Definir-se é limitar-se”, logo, desisto de fugir diante as rédeas da definição do sentir e apenas sou-me. Sem mais, nem menos. Tentando somente encontrar-me nesse infinito embaraço.&lt;br /&gt;Se me ouço, hesito. Se hesito, não me reconheço. Vivo de contratempos, de entrelinhas, de impulsões. Alimento-me com palavras, com o frio e com anseios. Sinto nostalgia de uma ausência desconhecida – que sempre se faz presente- e também da presença daquilo que jamais vivi. Fruto do que me espera. Do que um dia eu queria ter sido, mas não fui. Fruto de um futuro que foge às regras e não espera o amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-5183003283783455226?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/5183003283783455226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=5183003283783455226' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5183003283783455226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5183003283783455226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/07/apos-muitas-tentativas-frustradas-notei.html' title=''/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-1818243917651039673</id><published>2010-07-13T00:41:00.012-03:00</published><updated>2010-10-19T02:22:17.726-03:00</updated><title type='text'>E onde fica a história do "pra frente Brasil" agora?</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se o assunto é Copa, então vamos falar de Copa. Outro dia, andando pelo &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;MASP&lt;/span&gt;, vi um panfleto mais ou menos com esses dizeres: "Copa do Mundo: Aumento da rivalidade entre os povos, simples meio de expansão do consumismo pela promoção assustadora das marcas, alienação nacional, patriotismo transitório. O Brasil vai ser &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;hexacampeão&lt;/span&gt;, e o que você vai ganhar com isso?" Sabe, na mesma hora me deu vontade de escrever sobre minha opinião a respeito. Em primeiro lugar, o que a Copa do Mundo definitivamente não trás, é o aumento da rivalidade entre os povos. Muito pelo contrário. &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Tráz&lt;/span&gt; integração, promove união, agrega culturas. Imagine só, é o único evento (sem considerar as Olimpíadas que é em escala bem menor) que reúne gente de todos os cantos do globo em um só território, falando a mesma língua (esse ano, a das &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;vuvuzelas&lt;/span&gt;), com um mesmo &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;objetivo&lt;/span&gt;: torcer. E quando sua &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;seleção&lt;/span&gt; perde, a maioria das pessoas acaba torcendo para outras, aumentando ainda mais a integração, o sentimento de afeição entre as nações. Por exemplo, quem não torceu pra Gana depois que o Brasil saiu da Copa? Quem não queria tá lá na África nesse &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;fervilhão&lt;/span&gt; cultural que aconteceu nesses últimos dias??&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em segundo lugar, promoção do consumismo, é óbvio. As &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;multinacionais&lt;/span&gt; não perdem uma e não era logo essa que iam perder. Mas quanto a isso, não vejo também maiores problemas: esse é o nosso mundo capitalista. O duro é ter que concordar com as duas últimas acusações do panfleto. 1. Alienação nacional - fato. Sinceramente, não entendo porque as pessoas dão tanto valor à Copa aqui no Brasil. Só por que somos bons no futebol? E no que não somos? Olha, isso pode até ser positivo por um lado, mas por outro, &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;tráz&lt;/span&gt; alienação a todos os outros problemas do país. Por exemplo, por que será que as eleições &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;presidenciais&lt;/span&gt; são sempre em ano de Copa? &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Coincidência&lt;/span&gt;? Com certeza não. É que as pessoas ficam tão preocupadas com a Copa do Mundo que esquecem que esse ano tem eleição. Ficam tão preocupadas que esquecem de todo o resto que se passa no Brasil. Aliás, as pessoas sempre se esquecem, mas essa época parece que piora. Acho que eu percebo isso em parte por ficar indignada ao ver como o brasileiro consegue ser tão entusiasmado pra uma coisa, sendo tão apático para todas as outras. É aí que a gente entra no último ponto: patriotismo transitório, o tal patriotismo de fachada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;impressionante&lt;/span&gt;. Chega em Copa do Mundo, todo mundo compra roupa verde e amarelo, hasteia bandeira nas suas casas, pinta a rua, sai gritando pra todos os cantos que é brasileiro com muito orgulho e com muito amor. É engraçado ver como um povo completamente apático, que teve todos seus direitos concedidos e não conquistados, que não respeita suas instituições, que usa o tipo de cidadania relacional, e que em 510 anos de história nunca conseguiu nada sem a ajuda da elite, consegue se mobilizar tanto por uma coisa. Consegue respeitar tanto alguma coisa. Pessoas que não querem nem ouvir falar dos problemas do país, que não tem nem consciência da sua história, colocam um verde e amarelo e pronto. Sentem orgulho de ser brasileiro. Sinceramente, acho até bom que o Brasil perca pra que as pessoas vejam que futebol não é tudo. Eu fico muito mais indignada ao ver que o Brasil só perde pra Guatemala e Suazilândia em termos de distribuição de renda, do que ver ele perdendo pra Holanda em umas quartas-de-final. E as pessoas que morrem de fome todos os dias?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sabe, a pequena diferença, a &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;sutil&lt;/span&gt; diferença, é que eu não estou dizendo pra gente não torcer, até porque isso é só um jogo. É uma diversão. Eu estou apenas fazendo uma crítica ao modo como o brasileiro consegue ser tão apático pra algumas coisas e tão mobilizador pra outras, por isso às vezes assumo esse tom sensacionalista. Por que não esse entusiasmo todo também pra tentar ajudar a reverter a situação do país? Recebi várias críticas esse último mês de gente dizendo que parece até que eu não estava torcendo. Não é que não estivesse, é que o meu patriotismo é muito mais que isso. Patriotismo pra mim, não é vestir verde e amarelo dia de jogo do Brasil, você pode até fazer isso, contanto que você &lt;strong&gt;seja&lt;/strong&gt; verde e amarelo, por dentro. É aí que tá a diferença! Patriotismo pra mim é se preocupar com os problemas do país, tentar ajudar a melhorar as condições de vida por aqui. As pessoas vão votar pra presidente sem nem saber as propostas de reforma tributária, por exemplo, dos dois candidatos! Mas do jogo do Brasil, todo mundo sabe. Torcer? Sempre. Mas não só isso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Georgia', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um exemplo bem típico do que acontece: ao final do jogo Brasil x Holanda, vejo várias pessoas falando na rua coisas do tipo "Eu não sou Brasil, eu sou Flamengo mesmo!", ou, "Ainda bem que eu sou Holanda!!". De brincadeira ou não, isso ilustra bem o que Nelson Rodrigues veio a chamar de "Pátria de chuteiras", e com o que quis dizer em grande parte do meu texto. Por fim, se o Brasil tivesse ganhado a Copa, de fato, o que isso mudaria na sua vida? O que mudaria na vida dos 190 milhões de brasileiros? Tirando os jogadores que iam ganhar 600 mil reais cada um, o povo brasileiro continuaria do mesmo jeito: apático e &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;marjoritariamente&lt;/span&gt;, pobre. É aí que eu pergunto: a Copa acabou, mas e o patriotismo, também&lt;/span&gt;?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-1818243917651039673?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/1818243917651039673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=1818243917651039673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1818243917651039673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1818243917651039673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/07/e-onde-fica-historia-do-pra-frente.html' title='E onde fica a história do &quot;pra frente Brasil&quot; agora?'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-422040733849134764</id><published>2010-07-03T21:08:00.008-03:00</published><updated>2010-08-11T01:12:23.965-03:00</updated><title type='text'>redistribuição x reconhecimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A idéia pra esse texto surgiu de um artigo, um dos milhares que li nesses últimos meses, mas que apresentava uma visão muito inovadora e coberta por uma teia de significados muito pertinentes, nunca analisados por mim até então, sobre um tema do cotidiano: a concessão de direitos diferenciados para determinadas classes de pessoas, algumas vezes tentando reverter diferenças históricas, outras, procurando buscar uma igualdade, através de medidas desiguais. São essas políticas, a existência de cotas para negros em universidades, leis como a Maria da Penha, concessões de bem-estar social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A conversa é mais ou menos a seguinte: segundo a autora Nancy Fraser, existem dois tipos de injustiças na era pós-socialista. São elas, as injustiças econômicas e as injustiças culturais. As primeiras, requerem remédios transformativos, as segundas, afirmativos. Explico. O remédio para injustiça econômica é reestruturação político-econômica de algum tipo. Isso poderia envolver redistribuição de renda, reorganização da divisão do trabalho, sujeitar investimentos à tomada de decisão democrática ou transformar outras estruturas econômicas básicas. Já o remédio para injustiça cultural, em contraste, é algum tipo de mudança cultural ou smbólica. Isso poderia envolver reavaliação positiva de identidades desrespeitadas e dos produtos culturais de grupos marginalizados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro tipo de injustiça, requer redistribuição, o segundo, reconhecimento. Até aí tudo muito bem, o problema se torna, quando os grupos são ambivalentes. É o caso de injustiças referentes a gênero e raça. Gênero é um modo ambivalente de coletividade por conter uma face político-econômica que o traz para o âmbito da redistribuição. Mas também contém uma face cultural-valorativa que o traz simultaneamente para o âmbito do reconhecimento. Claro que as duas faces não estão claramente separadas uma da outra. Ao contrário, elas se entrelaçam para se reforçarem mutuamente de forma dialética, já que normas androcêntricas e sexistas são institucionalizadas no Estado e na economia, fazendo com que as mulheres lutem pela transformação dessas normas, reconstruindo-as, redistribuindo de uma maneira em que provem não haver diferença entre sexos. E a desvantagem econômica das mulheres restrige sua voz, impedindo a participação igual na fabricação da cultura, em esferas públicas e na vida cotidiana, o que faz esse mesmo movimento precisar de políticas de reconhecimento para se autoafirmar. A questão é que essas duas políticas vão em direções opostas. Enquanto uma destrói uma diferença, a outra constrói através da autoafirmação. O que fazer então?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É aí que está a chave da questão. Os remédios de reconhecimento afirmativos tendem a promover diferenciações entre os grupos existentes. Já os remédios de reconhecimento transformativos tendem, no longo prazo, a desestabilizar as diferenciações para permitir agrupamentos futuros. Remédios afirmativos para a questão racial têm sido historicamente associados ao Estado de Bem-Estar liberal. No caso tenta-se superar a má-distribuição de recursos feita pelo Estado, enquanto deixa-se intacta a estrutura político-econômica subjacente, com é o caso da política das cotas. Ao deixar intactas as estruturas profundas que geram a desvantagem racial, o Estado deve fazer realocações contínuas. O resultado não é apenas sublinhar a diferenciação de raça, mas também marcar as pessoas de cor como deficientes e insaciáveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que, então, pode-se concluir desta discussão? Tanto para gênero como para "raça" e para todas as categorias igualmente ambivalentes, o cenário que mais escapa do dilema de redistribuição/reconhecimento é o socialismo na economia e a desconstrução na cultura. Mas para ser psicológica e politicamente viável, este cenário requer que todas as pessoas sejam removidas de seus compromissos com as construções culturais correntes de seus interesses e identidades. Aqui, não se fala em multiculturalismo, multietinicidade... se fala em UMA só cultura, onde a individualidade seria respeitada acima de qualquer estereótipo de "gay", "negro, "mulher". Para isso, esses movimentos de afirmação e leis protecionistas que eclodem a toda hora, deveriam primeiro, se extinguir, justamente por representarem questões imediatas, que a longo prazo podem estar acentuando ainda mais essa diferenciação, os tornando como insaciáveis. Para Nancy Fraser, seira preciso desconstuir a diferenciação por gênero, por cor... e não, afirmá-la.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha profunda opinião a respeito, é que tudo isso seria muito bonito se não fosse também, extremamente utópico. Uma coisa, são os judeus, favorecidos economicamente, desconstruírem a idéia de anti-semistismo espalhada pelo mundo na Segunda Guerra. Outra, são os negros, escravizados desde muito tempo, desfavorecidos historicamente falando. Pior ainda, as mulheres, submissas desde as sociedades cuneiformes, que sempre dependeram do homem para viver. Que poder esses grupos têm para resolver essas injustiças, se não através de políticas de reconhecimento, autoafirmação perante à sociedade? E cá entre nós, se a gente pode falar em desconstrução hoje, é porque muito já se vez através de políticas de reconhecimento. Não é o melhor caminho, mas já é algum. Agora, temos de convir: se os movimentos se preocupassem mais em desconstruir do que se autoafirmar, o caminho ao impossível não estaria tão distante assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-422040733849134764?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/422040733849134764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=422040733849134764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/422040733849134764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/422040733849134764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/07/redistribuicao-x-reconhecimento.html' title='redistribuição x reconhecimento'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-1276914746413019463</id><published>2010-06-26T01:51:00.025-03:00</published><updated>2010-07-20T01:15:56.809-03:00</updated><title type='text'>Apesar de você?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Eu estava postergando escrever sobre esse assunto há um mês mais ou menos, justamente pela quantidade de idéias na cabeça e tantos temas para serem abordados sob o mesmo teto. Mas, ao final de 20 horas de palestras sobre o assunto, o texto tinha que ser organizado. É uma das minhas maiores campanhas (não é nada difícil acertar), e hoje, justamente, quero começar um debate sobre a abertura dos arquivos da ditadura militar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Há um pouco mais de 20 anos, a lei de anistia vinha colocar fim ao período mais obscuro da história do Brasil - que já é por si só obscura. O primeiro ponto, é: se ainda hoje, a vigência dessa lei contém em si o princípio do perdão e do esquecimento, como podemos de fato, perdoar algo que nem conhecemos? A campanha reacionária por parte do governo à campanha da OAB-RJ pela abertura, contou com os argumentos mais pífios possíveis. A decisão foi vetada pelo Supremo Tribunal Federal em 28 de abril, por uma votação de sete votos a dois. A decisão final, do presidente do Supremo, César Peluzo, destacou os principais pontos: 1) a anistia foi um acordo bilateral com forte aprovação popular; 2) foi "ampla, geral e irrestrita"; e 3) uma tal revisão não seria cabível ao Judiciário e sim, ao legislativo.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Em primeiro lugar, querido Ministro, essa é uma visão completamente deturpada dos fatos. A população brasileira não tinha nem liberdade de expressão ou de imprensa para manifestar sua opinião. Uma cúpula formada por juízes e advogados não pode ser considerada a vontade da nação. Além disso, como se falar em pacto bilateral, em validade desse “contrato”, se o outro lado, o lado dos militantes, parte tão importante para o pacto ser considerado bilateral, estava sendo torturado, exilado, morto e coagido? Negócio realizado mediante coação é anulável. Mas do que cabível, então, uma revisão na lei. &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Em segundo lugar, a “anistia, ampla geral e irrestrita” só aconteceu imediatamente e totalmente eficaz aos militares, ao passo que muitos esquerdistas ainda ficaram presos e exilados por um bom tempo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;E o terceiro ponto já é bem típico: como sempre no país os poderes atiram seus casos uns para os outros, sem nunca resolver o conflito. O que o caro Ministro precisa entender é que crimes de lesa-humanidade não podem ser incutidos em leis de anistia! Levando em consideração que o Brasil está subjugado à jurisdição internacional, e que existe todo um calabouço jurídico-político afirmando que leis de anistia não podem ferir os direitos humanos, ou seja, crimes de torturas e de desaparecidos, qual a validade dessa lei aos crimes de lesa-humanidade mais de 20 anos depois? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Um dos argumentos também utilizados foi o fato desse acordo ter sido baseado no perdão, um reflexo de conciliação, caminho pelo qual os dois lados optaram. Não haveria, portanto, espaço para revanchismos. Nesse aspecto, é preciso salientar, que além das condições sob as quais o lado dos militantes estava (como já foi explicitado acima), isto não é uma questão de revanchismo. A proposta é apenas tomarmos conhecimento do que de fato aconteceu: instaurar um inquérito da verdade, é uma questão de justiça apenas, e não está incluso na pauta nenhuma forma de punição penal. É revanchismo você querer saber quem matou seu filho?&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Ainda quero esclarecer uma coisa que se ouve muito por aí: a idéia de que se os militares matavam e torturavam, os militantes de esquerda também. Se existia uma ditadura militar, a esquerda apenas queria trocá-la por uma ditadura comunista. A resposta é sucinta. Primeiro, como diria o pensador liberal John Locke, a luta armada é legítima se um governo não consegue garantir direitos fundamentais, amparados pelos princípios da liberdade, dignidade da pessoa humana, igualdade - o que, de fato, não aconteceu durante o período da ditadura militar. É bom observar que o golpe foi em 64, e a luta também começou no mesmo ano, porém, a luta armada começou efetivamente apenas em 69. A luta armada era portanto, de resistência aos usurpadores do poder, e se tornou efetivamente legítima em razão do antecedente. Outro ponto é que ainda que a esquerda o fizesse fora do aparato coercitivo do Estado (muitas vezes para trocar reféns por seus companheiros presos, como foi o caso do embaixador norte-americano), o direito não podia legitimar mortes e torturas através desse aparato, pior ainda, com o dinheiro do contribuinte. Sem falar que os números das mortes divulgadas pelo Estado (aproximadamente 400) não podem ser consideradas dados fiéis, pelo próprio interesse que o mesmo tinha de encobri-las. Por fim, sobre a instauração de uma ditadura comunista, ainda que existisse uma minoria comunista no lado dos militantes, todas as suas propostas fincavam raízes em torno de uma abertura política e retomada democrática através de meios constitucionais, e não há provas que garantam o contrário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Chegando ao final de meu texto, faz-se necessário também esclarecer outro ponto: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;A ditadura no Brasil foi branda? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Bem, se levarmos em consideração que no Chile de Pinoché, o regime matou mais de 100 mil, na Argentina 30 mil e na Espanha 114 mil, em uma visão equivocada poderíamos até achar que sim. Porém, em primeiro lugar, é preciso levar em consideração que &lt;u&gt;não deveria ter morrido uma só pessoa sob a guarda do Estado,&lt;/u&gt; em segundo, que vidas humanas não podem ser comparadas numericamente, todo homem é um fim em si mesmo. Por último, outro dado importantíssimo, pois, das dezesseis ditaduras militares instauradas na América Latina pela operação Condor (apoio norte-americano à guerra suja na América Latina), o Brasil foi o único país que após o seu término, não instaurou um tribunal de conciliação e verdade, ou de verdade e justiça. Houve tribunal até na África do Sul após o regime do apartheid! É o único país onde ainda há controvérsias sobre o que acontecera, onde ainda há espaços para conversas que dizem que a tortura era exceção, não a regra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 12pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;E então, afinal, ainda há esperanças para essa causa? Sim. Já que o Brasil só funciona sob pressão internacional, as famílias dos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia entraram com um pedido à Corte interamericana de direitos humanos de instauração de inquérito, para que saibam efetivamente o que aconteceu com seus parentes e onde estão os seus corpos. Querem justiça aos responsáveis, querem conhecer seus nomes. O primeiro julgamento da corte, realizado dia 20 de maio de 2010, contou com a presença de entes familiares das vítimas e do Estado brasileiro. O discurso que mais chocou foi o do representante do ministro da defesa Nelson Jobim, Paulo Sérgio Pinheiro, que intimidou a corte falando aos juízes para terem o cuidado de tomar uma decisão que o Brasil vá poder cumprir, pois a decisão do STF estava acima de tratados internacionais. Sua audácia impressionou à todos, mas a reação da corte fora imediata: alegaram que o Brasil assinou tratados e que está sob a guarda daquela jurisdição, não cabendo mais retrocesso. Suas relações para com a mesma, não permitem nenhuma forma de descumprimento de qualquer decisão que seja tomada. Durante esse argumento perante à Corte, o representante da Argentina, chegou inclusive a falar que isto era bem típico do “jeitinho brasileiro”, e vamos convir, de maneira alguma, deixando de faltar com a verdade. O resultado do julgamento deve sair em novembro.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;A grande questão é que a gente ainda se choca com aqueles que governam o nosso país. Nelson Jobim afirmou ainda, que mexer na anistia era reabrir feridas velhas sem ganhar nada em troca. Para Aldo Rebelo (PC do B), o Supremo "interpretou a vontade nacional, que é a vontade da conciliação, da construção do futuro". Mas como construir um futuro sem conhecer um passado que se reverbera no presente? É preciso entender que a importância maior de sabermos o que aconteceu é que somos seres históricos, fruto de nossas práticas. Com esse esquecimento, nossa subjetividade mal-formada não permite que aprendamos com nossos erros, para construir de forma justa nossa história, sem repetir os erros do passado. São por casos como os quais aconteceram durante a ditadura, que ficaram impunes, que a tortura ainda está presente no nosso sistema carcerário e na vida de nossos policiais. É uma relação de causa e efeito, onde a certeza de impunidade, a falta de exemplos de justiça, gera cada vez mais injustiças. Estamos repetindo os erros do passado, por não termos tirado essa história à limpo; não termos ainda, resolvido-a. É aquela idéia lógica de que o presente não cessa de passar e o passado não cessa de ser: se a história do suicídio de Wladimir Herzog em uma janela de 1,70m (ao passo que o jornalista possuía 1,90m) é engolida até os dias de hoje, porque o suicídio de um menino na cela penitenciária de Cabo Frio (com marcas “misteriosas” pelo corpo), não o seria?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';" &gt;Enfim, às vezes a impressão que tenho é que a justiça no Brasil caminha para trás, tem uma das Constituições mais bonitas do mundo na teoria, mas na prática não acompanha a evolução dos países ocidentais. A justiça nesse país funciona como um muro de borracha: uma realidade que na tentativa de superação de obstáculos, acaba-se voltando a um patamar ainda mais inferior do qual se estava. A frase de Mário Quintana "A justiça é cega. Isso explica muito coisa." parece até ter sido feita para os ilustríssimos ministros do nosso Supremo, que em 40 anos, nunca conseguiu condenar um só político! E 20 anos depois, onde ficou a história do "você vai se dar mal, etc. e tal"?. Em suma, em um país que só vai às praças para comemorar a Copa do Mundo, nós temos que nos esforçar bastante para acreditar que somos mais que uma pátria de chuteiras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-1276914746413019463?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/1276914746413019463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=1276914746413019463' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1276914746413019463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1276914746413019463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/06/apesar-de-voce_2616.html' title='Apesar de você?'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-1540718876482849839</id><published>2010-05-29T00:09:00.000-03:00</published><updated>2010-05-29T00:10:41.020-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TACFldPd4VI/AAAAAAAAA-s/nC4J0WE9dWw/s1600/revanchismo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 196px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476524025433678162" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TACFldPd4VI/AAAAAAAAA-s/nC4J0WE9dWw/s400/revanchismo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt; É revanchismo condenar quem fez isso?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-1540718876482849839?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/1540718876482849839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=1540718876482849839' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1540718876482849839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1540718876482849839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/05/e-revanchismo-condenar-quem-fez-isso.html' title=''/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/TACFldPd4VI/AAAAAAAAA-s/nC4J0WE9dWw/s72-c/revanchismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-6358877175956828851</id><published>2010-05-26T00:25:00.005-03:00</published><updated>2010-05-31T00:57:13.978-03:00</updated><title type='text'>40 coisas para fazer antes de morrer</title><content type='html'>- aprender a tocar piano&lt;br /&gt;- pular de pára-quedas&lt;br /&gt;- pular de bungee jump&lt;br /&gt;- fazer um piercing na língua&lt;br /&gt;- ter um cachorro (Rodin ou Aspargos)&lt;br /&gt;- melhorar meu inglês&lt;br /&gt;- aprender a falar espanhol&lt;br /&gt;- aprender a falar francês&lt;br /&gt;- terminar a teoria existencialista&lt;br /&gt;- descobrir o mistério do buraco negro&lt;br /&gt;- entender a teoria da relatividade na íntegra e finalizá-la&lt;br /&gt;- fazer história&lt;br /&gt;- fazer filosofia&lt;br /&gt;- conhecer todos os continentes&lt;br /&gt;- morar um tempo na França&lt;br /&gt;- fazer curso de vinhos&lt;br /&gt;- voltar definitivamente pro ballet&lt;br /&gt;- Ir pra Nova Zelândia&lt;br /&gt;- participar da ONU&lt;br /&gt;- promover a reforma agrária&lt;br /&gt;- me filiar ao greenpeace&lt;br /&gt;- salvar uma baleia&lt;br /&gt;- plantar uma árvore&lt;br /&gt;- descobrir a cura pra AIDS&lt;br /&gt;- conhecer o Johnny Depp&lt;br /&gt;- tocar violão melhor&lt;br /&gt;- fotografar uma guerra&lt;br /&gt;- ganhar o Prêmio Nobel da Paz&lt;br /&gt;- escrever a continuação das Cartas Chilenas&lt;br /&gt;- jogar uma bomba atômica em Washington D.C. (brincadeira, hehe)&lt;br /&gt;- participar de uma revolução&lt;br /&gt;- descobrir quem eu sou&lt;br /&gt;- descobrir pra onde vou&lt;br /&gt;- conseguir provar como o mundo surgiu&lt;br /&gt;- ver Los Hermanos lançarem mais uns 20 álbuns&lt;br /&gt;- Ir nas ruínas de Machu Pichu&lt;br /&gt;- casar com Bruno Fernandez&lt;br /&gt;- ter filhos&lt;br /&gt;- morrer feliz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- sair da internet e ir estudar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-6358877175956828851?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/6358877175956828851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=6358877175956828851' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6358877175956828851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6358877175956828851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/05/38-coisas-para-fazer-antes-de-morrer.html' title='40 coisas para fazer antes de morrer'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-7402851721655361667</id><published>2010-05-22T15:59:00.005-03:00</published><updated>2010-05-22T16:07:10.188-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ô morena do mar, oi eu, ô morena do mar&lt;br /&gt;ô morena do mar, sou eu, que acabei de chegar&lt;br /&gt;ô morena do mar, eu disse que ia voltar&lt;br /&gt;ai, eu disse que ia chegar&lt;br /&gt;cheguei&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-7402851721655361667?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/7402851721655361667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=7402851721655361667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7402851721655361667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7402851721655361667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/05/o-morena-do-mar-oi-eu-o-morena-do-mar-o.html' title=''/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-5058522785811306085</id><published>2010-05-22T01:11:00.009-03:00</published><updated>2010-05-22T02:03:38.986-03:00</updated><title type='text'>Sobre a ampliação dos direitos da personalidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bem, já não era sem tempo de mostrar um pouco do meu lado jurista por aqui. O que quero falar nessa madrugada é sobre um assunto trivial: até onde o âmbito do direito da personalidade pode chegar. Banalização dos danos morais, é do que quero falar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro, é necessário remontar a um contexto histórico bem próximo, onde até pelo menos fins do século XVIII não existia garantia nenhuma sobre a integridade psíquica ou moral do indivíduo. Duzentos anos depois, com um aumento exponencial da regulamentação jurídica devido possivelmente ao minguamento de instâncias sociais outrora tidas como incontestáveis (como a religião, a família, as corporações etc.), que serviam, sutilmente para mediar os conflitos, fala-se em dano moral até por uma alteração de voz, mínima que seja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A questão é: até que ponto o Estado pode influir nas relações privadas determinando qual foi o grau de integridade atingido, se é que o foi? &lt;em&gt;E quanto vale a sua integridade?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, já se tornou banal pensar em uma retaliação por fins monetários. E muitas vezes, as questões nem chegam aos tribunais: "Ah, me dá uma quantia 'x', que fica tudo bem!" Acho tão engraçada essa venda da dignidade da pessoa humana, tão valorizada em nossa Constituição...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É muito complicado pensar que o direito pode determinar se você foi humilhado ou não. Falta de afeto, por exemplo, é cabível no âmbito jurídico? Lógico que não! Mas não falta muito para isso também ser mais um papel do Estado e abarrotar ainda mais os arquivos judiciários. Na verdade alguns tribunais de primeira e segunda instância, inclusive, já estão julgando como se assim o fosse. Não duvidaria nada de daqui há alguns anos estar presente nas Súmulas do STF.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dentro do direito moderno, seria até amparável defender os acusados do caso Nardoni por toda a exposição que a mídia fez das suas personalidade antes da sentença do conflito, por exemplo. Os acusados do caso João Hélio Fernandez, também. Você os defenderia? Fazendo um parêntese a um outro assunto, ainda que você dissesse não, se eles fossem absolvidos e requeressem o processo, alguém teria que fazer esse papel, e pode ter certeza, alguém o faria. Sem dúvida que também não seria eu, mas é em grande parte porque existem tantas pessoas as quais fazem estardalhaços desnecessários sobre eventos mínimos que poderiam ser resolvidos no diálogo, ou que não cabem ação estatal, que os processos são tão intermináveis no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-5058522785811306085?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/5058522785811306085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=5058522785811306085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5058522785811306085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5058522785811306085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/05/sobre-ampliacao-dos-direitos-da.html' title='Sobre a ampliação dos direitos da personalidade'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-935881935143473040</id><published>2010-05-19T20:28:00.010-03:00</published><updated>2010-05-22T02:05:27.461-03:00</updated><title type='text'>E viva o Irã!!!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S_dl9hTF0RI/AAAAAAAAA-k/YPSLWu2ZNOM/s1600/presidente-do-ira-mahmoud-ahmadinejad-esq-cumprimenta-o-presidente-luiz-inacio-lula-da-silva-1267743830207_615x300.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 195px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473955979676995858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S_dl9hTF0RI/AAAAAAAAA-k/YPSLWu2ZNOM/s400/presidente-do-ira-mahmoud-ahmadinejad-esq-cumprimenta-o-presidente-luiz-inacio-lula-da-silva-1267743830207_615x300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se os Estados Unidos, Rússia, China e todos os países membros-permanentes da ONU podem desenvolver sua energia nuclear para fins pacíficos, alguém me explica POR QUÊ o &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Irã&lt;/span&gt; não pode??&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como disse a &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;candidata&lt;/span&gt; à presidência &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Dilma&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Roussef&lt;/span&gt;: "A tentativa de construir um caminho em que haja o abandono de armas nucleares como armas de agressão e passe a ser pura e simplesmente pacífico o uso da energia nuclear é bom para o mundo inteiro."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu &lt;strong&gt;odeio&lt;/strong&gt; muito essa &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-corrected"&gt;idéia&lt;/span&gt; ocidental de querer transformar o Oriente Médio povoado por um bando de loucos radicais que querem explodir o mundo a qualquer custo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se cada Estado é soberano de si, então todos são iguais no âmbito do direito &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;internacional&lt;/span&gt;. Se ninguém pode ter bomba &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;atômica&lt;/span&gt;, então, que ninguém, sem &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;exceção&lt;/span&gt;, o tenha (e isso inclui os imperialistas que acham ter poder &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;onisciente&lt;/span&gt; e &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;onipresente&lt;/span&gt; sobre mundo). O Brasil não concorda em transformar o &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Irã&lt;/span&gt; em uma região conflagrada. E tem a coragem de se impor ao imperialismo e sua visão &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;preconceituosa&lt;/span&gt; sobre o mundo muçulmano. Faz certo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ponto pro Lula e todos os seus derivados na corrida eleitoral.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-935881935143473040?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/935881935143473040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=935881935143473040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/935881935143473040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/935881935143473040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/05/e-viva-o-ira.html' title='E viva o Irã!!!!!'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S_dl9hTF0RI/AAAAAAAAA-k/YPSLWu2ZNOM/s72-c/presidente-do-ira-mahmoud-ahmadinejad-esq-cumprimenta-o-presidente-luiz-inacio-lula-da-silva-1267743830207_615x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2038553901883158675</id><published>2010-05-14T19:02:00.010-03:00</published><updated>2010-05-14T19:47:28.420-03:00</updated><title type='text'>Poliandria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aposto como você nunca ouviu falar nisso, não? Pois é, mas na poligamia você já deve ter ouvido falar. No mínimo... curioso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo começou com um simples estudo na madrugada de ontem sobre as sociedades sem escrita. A chamada pré-história da humanidade. A poligamia era uma de suas características, mas não exclusividade; a poligamia era praticada também nas sociedades cuneiformes, egípcia, islâmica e muitas outras até hoje no nosso mundo contemporâneo. A grande singularidade estava na &lt;strong&gt;poliandria&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Eu estava justamente divagando sobre o quanto o poligamismo é injusto - tá certo que o homem só pode ter a quantidade de mulheres que puder sustentar, mas porque os casamentos não-monogâmicos sempre pressupõem o homem poder ter várias mulheres, e nunca o contrário??? -, até que descobri o &lt;strong&gt;poliandrismo&lt;/strong&gt; nessas sociedades, onde também era permitido que a mulher tivesse vários maridos. Achei o máximo! Comecei a pesquisar freneticamente e descobri que ainda hoje existem sociedades no himalaia onde existe essa prática. O estudo das sociedades é uma coisa tão interessante... história na verdade é tãão fascinante....&lt;br /&gt;A parte ruim é que ainda nessas sociedades pré-históricas, a mulher ter vários maridos ainda sim não significava poder ao sexo feminino. Muito pelo contrário. Isso ocorria no caso em que um único homem não conseguia sustentar uma mulher, e vários homens precisavam se reunir para sustentá-la. Logo, significava que a mulher era submissa a mais de um homem, já que tinha mais de um marido. Caprichos da história...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2038553901883158675?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2038553901883158675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2038553901883158675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2038553901883158675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2038553901883158675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/05/poliandria.html' title='Poliandria'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-6391109827581259413</id><published>2010-05-04T21:01:00.009-03:00</published><updated>2010-05-04T21:25:59.081-03:00</updated><title type='text'>Arquivo militar, fez bem a vida em lembrar.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A OAB-RJ começou em janeiro uma campanha com o intuito de pressionar o governo federal a abrir os arquivos da ditadura militar. Parece que finalmente alguém ouviu uma das minhas maiores campanhas. E já não era sem tempo. Afinal, qual o própósito da lei de anistia em um país que se diz liberal-democrático?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda dá tempo de participar, assine também o abaixo assinado, um país que não conhece a sua História está fadado a repetir os erros. Arquivos da repressão já! As famílias têm esse direito. Será que essa tortura nunca vai acabar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467574253563510978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 352px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S-C50K65gMI/AAAAAAAAA98/-5ZZEgEAwhw/s400/Apagando-a-memoria.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.oab-rj.org.br/forms/abaixoassinado.jsp"&gt;http://www.oab-rj.org.br/forms/abaixoassinado.jsp&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assista também os vídeos da campanha no site.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-6391109827581259413?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/6391109827581259413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=6391109827581259413' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6391109827581259413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6391109827581259413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/05/arquivo-militar-fez-bem-vida-em-lembrar.html' title='Arquivo militar, fez bem a vida em lembrar.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S-C50K65gMI/AAAAAAAAA98/-5ZZEgEAwhw/s72-c/Apagando-a-memoria.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4280774473203635503</id><published>2010-05-03T17:56:00.010-03:00</published><updated>2010-05-03T20:06:22.754-03:00</updated><title type='text'>inventando o neofeminismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há alguns séculos que a mulher já vem buscando seu espaço perante a uma sociedade extremamente machista e preconceituosa. Foram anos incessantes de luta, repressão desde os tempos da guilhotina chegando até às cadeiras elétricas. Sequestros misteriosos, execuções presumíveis. Foram muitas batalhas a serem conquistadas. A luta pelo sufrágio universal, por leis que garantam a integridade feminina (como a lei Maria da Penha), são ínfimas se comparadas às lutas contínuas da mulher - muitas vezes, dentro da própria casa - para abandonar o estigma de que é submissa ao homem, de que seu lugar é na cozinha, de que não entende nada quanto a certos assuntos, de que não é capaz de realizar determinadas tarefas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muito se conquistou mas ainda falta muito para se conquistar. O motivo maior desse texto não é falar das conquistas da luta feminina, e sim, das suas falhas. Do porquê ainda faltar tanto para eliminar completamente o machismo da nossa sociedade contemporânea. A resposta não é difícil. É simples ao analisarmos que por detrás de toda essa luta de algumas mulheres, existe um movimento de outras exatamente no sentido contrário: vulgarizar-se perante o sexo oposto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das frases mais pertinentes nesse assunto, é de ninguém mais, ninguém menos que do Charlie, de 'Two and a half men', que outro dia disse mais ou menos assim: "Estou indo para um lugar onde tenha garrafas cheias e mulheres vazias." Ora, o homem obviamente precisa muito mais de uma mulher na cama do que o contrário, se as mulheres se dessem mais valor, se preocupassem mais em valorizar seu conteúdo do que expor suas partes do copo, o homem é que iria ser submisso à mulher.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso me parece uma coisa meio óbvia. Se as mulheres (algumas, lógico), fossem menos fúteis, menos interessadas com a estética, e voltassem sua atenção menos para cirurgias plásticas e para a moda, e mais por seu lugar perante à sociedade, buscando sempre mecanismos de reverter essa situação, o movimento feminista nem teria mais sentido de existir. É preciso extinguir esse "conta-movimento": se ligar mais no que podemos ter por dentro do que por fora, no que podemos conhecer, do que podemos consumir. Valorizar-se enquanto mulher no real significado do termo, se tornando alvo mais difícil no momento da conquista. Essa é a melhor opção para não existirem mais tantos Charlies por aí. A campanha de luta feminista agora é: mulheres, se dêem o respeito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4280774473203635503?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4280774473203635503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4280774473203635503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4280774473203635503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4280774473203635503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/05/ha-alguns-seculos-que-mulher-ja-vem.html' title='inventando o neofeminismo'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4831231001255442057</id><published>2010-04-26T03:26:00.000-03:00</published><updated>2010-04-26T03:27:27.939-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Saudade é um pouco como fome, só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4831231001255442057?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4831231001255442057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4831231001255442057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4831231001255442057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4831231001255442057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/04/saudade-e-um-pouco-como-fome-so-passa.html' title=''/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-7102647163958172970</id><published>2010-04-26T01:36:00.017-03:00</published><updated>2010-04-26T03:44:33.880-03:00</updated><title type='text'>Pequenas igrejas, grandes negócios.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O cristianismo é sem dúvida nenhuma, a religião mais influente no mundo em que vivemos, ou pelo menos, no mundo ocidental. Nosso calendário é cristão, a grande maioria de nossos feriados são devido a dias de santos, todo mundo comemora o Natal, todo mundo respeita a Páscoa. Muitas vezes, por mais que o caráter ideológico ou religioso do significado de cada tradição seja esquecido, ela é respeitada, e feita. Ainda que ninguém vá à missa todos os domingos, são poucos os que comem carne vermelha na sexta-feira santa, e ainda que ninguém mais se confesse, muita gente toma a hóstia pensando em beber o sangue e o corpo de Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os católicos ortodoxos, se levarem ao pé da letra todos os ensinamentos do catolicismo, teriam uma vida cheia de privações. Cá entre nós, não é bem o que acontece. Além disso, eu realmente acho muito improvável que alguém acredite que amanhã pode ser o grande dia do Apocalipse, por exemplo. E é justamente essa falta de crédito ao caráter ideológico que talvez leve cada vez mais pessoas a buscarem outras religiões, outras igrejas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma reciclagem dentro da própria Igreja Católica torna-se fundamental, tendo em vista a quantidade de adeptos que a mesma vem perdendo. Principalmente, para as igrejas pentecostais. Se o que o homem contemporâneo do século XXI gosta é de show, é de circo, as igrejas pentecostais dão de sobra. É só você ir num culto comprovar. Protestantes históricos? É claro que eles existem! Mas eu, pessoalmente, só conheço protestantes que se converteram por não terem no catolicismo apoio emocional suficiente. Por fraqueza ou não, homem e religião se confundem no próprio surgimento. O ser humano precisa de algo para se amparar, de na sua incapacidade de confiar em si mesmo, ter em que confiar. E religião, sempre trouxe esse amparo. Amparo e alienação. Tudo depende do que você acredita. O problema é quando esse amparo/alienação é utilizado para fins picaretescos. Pela má-fé. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, a grande questão é que há muito tempo até a própria religião não fica imune à moneitarização contínua de tudo que nos cerca - na Idade Média, por exemplo, a Igreja já vendia lugares no paraíso -, e atualmente, através da ajuda moneitária à muitas dessas igrejas pentecostais, você pensa estar ajudando indiretamente a Deus; o que acaba levando muitas pessoas a venderem até suas calças para bancar as casas de praia dos pastores em Miami. Talvez isso também possa ser um dos grandes motivos de tanta intolerância religiosa por aí. Vende-se lugar no céu?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-7102647163958172970?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/7102647163958172970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=7102647163958172970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7102647163958172970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7102647163958172970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/04/pequenas-igrejas-grandes-negocios.html' title='Pequenas igrejas, grandes negócios.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2132069665279424122</id><published>2010-04-16T20:17:00.030-03:00</published><updated>2010-10-26T01:29:04.076-03:00</updated><title type='text'>Luis Inácio Vargas da Silva?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois da alucinante aula de história do Brasil de ontem, não tem como não fazer um texto sobre o assunto. A conversa é a seguinte: populismo no Brasil. A analogia existente entre o governo Vargas e o governo Lula.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora, as semelhanças são notáveis. Pela própria maneira como Getúlio Vargas subiu ao poder, um dos maiores desafios de seu governo, seria a conciliação de todos os discrepantes interesses existentes entre as classes que o apoiaram. O de Lula também. E todos sabiam que isso não iria ser fácil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No caso de Vargas, em primeiro lugar, ele teria que atender ao Exército, visto que, foi graças ao apoio dos tenentes e da Coluna Prestes (ainda com a isenção de seu líder), que a sua candidatura ganhou mobilização popular e que ele subiu ao poder. Ainda teria que atender as oligarquias dissidentes, defendida pelos próprios tenentes, sem deixar de lado o café - principal produto econômico do país que impulsionaria sua industrialização. E atendeu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A crise da década de 20 é a crise da formação e reivindicação da classe operária, que ele conseguiu tornar um dos maiores trunfos de seu mandato. É a partir da formação do estado varguista, que o Estado passa a ter um papel conciliador entre o operariado e a burguesia. O Estado concedia benefícios ao primeiro, ao passo que controlava a sindicalização e os movimentos contra o segundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Getúlio herdou esse país em crise. E o que &lt;em&gt;hoje&lt;/em&gt; se chama de crise dos anos 20 é também a crise da tentativa de movimentos liberais na área da saúde e educação que fracassaram. O que os escolanovistas, liderados por Anísio Teixeira nos legaram, foi precisamente a crença de que houve um momento na história política deste país em que projetos liberais reivindicaram seu espaço no conjunto da sociedade. Ao passo que, após a Revolução de 30, esses projetos perderam ainda mais sua força em detrimento do fortalecimento da própria União - que começou, inclusive, com a criação da Liga Pró-Saneamento e com movimentos educacionais reformistas conservadores&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; Ainda assim, é muito complicado se falar em um Brasil com um forte poder centralizador na República Velha. Isso é legado do governo Vargas. Assim como o surgimento do populismo no país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vargas conseguiu atender os interesses trabalhistas, industrializou o país, fez o Estado chegar aos sindicatos, fez importantes acordos comerciais e políticos, criou a Petrobrás, a Eletrobrás, não deixou de subsidiar ao café, deu importantes cargos aos tenentes (maior destaque para Juarez Távora que ocupou ministérios durante todos períodos de seu governo), fortaleceu as Forças Armadas, fortificou sua imagem. Se manteve no poder por 15 anos consecutivos. Trouxe um debate à tona: é possível fazer um regime populista sem se tornar autoritário?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luís Inácio Lula da Silva mostrou que sim. Para quem achava que o tiro final do populismo no Brasil aconteceu em 1 de abril de 1964, dia em que o golpe militar derrubou João Gourlat, o governo Lula, querendo ou não, mostrou que teve jogo de cintura. Tudo bem, Lula teve a sorte de não herdar um país em crise. Teve sorte de herdar um país em que o plano Real já estivesse instituído para driblar a inflação e para que fizesse a economia prosperar. Mas conseguiu continuar o bom trabalho econômico do governo FHC. E como tudo é um processo contínuo, conseguiu fazer sua parte. E dizer que em termos gerais, seu governo não foi bom, é hipocrisia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lula está sendo indicado ao cargo de próximo secretário geral da Organização das Nações Unidas. Isso mesmo. Seu trabalho diplomático é reconhecido mundialmente. Políticas sansionistas ao Irã, pelo mesmo não ter assinado o tratado de não-proliferação de armas nucleares são a melhor opção para países que não têm capacidade de fazer acordos. Ou que querem impor suas vontades à custa de todas as outras - um aspecto muito curioso nesse caso é a seguinte: os Estados Unidos podem firmar acordo com a Rússia para a liberação de 15 toneladas de plutônio para fins pacíficos de proliferação de energia nuclear. Mas o Irã, não. É terrorismo. Os países membros-permanentes da ONU não precisam assinar o tratado. Mas todo o resto do planeta precisa. Será que alguém aqui tenta moldar o mundo de acordo com seus próprios interesses unilaterais?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Curiosidades" à parte, nosso presidente Lula foi contra a proposta. E na minha opinião, fez certo. O ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, deu uma camisa oficial da seleção ao presidente iraniano. Tem melhor maneira de se resolver impasses políticos do que tentando firmar acordos conciliadores? Como diria Hegel, de toda tese e antítese, surge a síntese.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas como todo bônus, tem seu ônus, os pesares do governo também não foram fáceis. E ninguém disse que seria. Engolir a privatização do gás natural pelo governo boliviano (tudo pela política de boa vizinhança) já foi demais. Lula faltou com a reforma agrária, teve seu governo manchado pelo escândalo do mensalão e por corrupção. Por outro lado, Vargas também não estendeu os benefícios do proletariado aos trabalhadores rurais, seu governo foi autoritário e em até certo ponto repressor, o golpe que garantiu a criação do Estado Novo mostrou isso. Ainda assim, foi um dos mais importantes regimes para a história política do país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 2002, a cena começou a se repetir. Lula, com seus programas de bolsa família, fome zero, aumento do salário mínimo, propostas de expansão do plano da previdência social, e até pelo culto à sua imagem, conseguiria facilmente se reeleger de novo. O problema é eleger uma pessoa sem uma trajetória política conhecida, por causa da trajetória de outra. Dilma lá?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2132069665279424122?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2132069665279424122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2132069665279424122' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2132069665279424122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2132069665279424122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/04/depois-da-alucinate-aula-de-historia-do.html' title='Luis Inácio Vargas da Silva?'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-8932585354469417125</id><published>2010-04-07T18:53:00.009-03:00</published><updated>2010-07-13T01:48:44.037-03:00</updated><title type='text'>Modernismo Revisitado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Procurando coisas inúteis na internet, às vezes acabo encontrando coisas bem interessantes...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o caso do texto 'Modernismo Revisitado' de Eduardo Morais, sobre o Modernismo Brasileiro da década de 20. Para quem se interessa sobre o tema, vale à pena conferir. Me fez entender melhor o sentido de aparentes contradições no movimento. Como o fato, por exemplo, do modernismo brasileiro ser o único, que não rompia com a tradição, muito pelo contrário, a valorizava em sua produção artística, a tornando requisito básico para o ideário de nacionalidade, intrínseco à própria concepção do modernismo brasileiro, a partir da luta do Brasil para conquistar destaque no cenário modernista internacional.&lt;br /&gt;Essas e outras questões estão explicitadas no texto, fundamental para uma melhor compreensão dos objetivos de uma determinada parcela da própria burguesia, assim como suas implicações para a realidade nacional do ínicio do século XX.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segue abaixo, o link:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://virtualbib.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/2165/1304"&gt;http://virtualbib.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/2165/1304&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-8932585354469417125?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/8932585354469417125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=8932585354469417125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8932585354469417125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8932585354469417125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/04/ainda-sobre-arte.html' title='Modernismo Revisitado'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-8522214787845787831</id><published>2010-04-06T16:29:00.011-03:00</published><updated>2010-04-07T01:49:34.531-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pop arte'/><title type='text'>Andy Warhol, Mr. America.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S7uQ4HaPGnI/AAAAAAAAA9M/q4OJBpN1jXQ/s1600/wahrol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457114667225651826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S7uQ4HaPGnI/AAAAAAAAA9M/q4OJBpN1jXQ/s320/wahrol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinceramente, não acho que Andy Warhol seja o grande artista do século XX, mas há um tempo eu tava querendo ir em uma exposição de pop arte, e Warhol no domingo, através de seus trabalhos, fotos e frases me fez entender mais o porquê da arte no século XX ter se tornado algo definido também pelo seu valor monetário. Valeu à pena.&lt;br /&gt;Americano até o osso, Andy Warhol é um artista de seu tempo, do tempo da Grande Depressão, do tempo da Guerra Fria, do tempo da ascensão de Hollywood. Uma vez lhe mandaram desenhar o que mais gostava no mundo. O que ele fez? Desenhou dinheiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trabalhando com a serialidade que tanto amava na repetição de suas serigrafias, tentava provar o quanto uma imagem vista repetidas vezes perde sua força. Através disso, mostrava o quanto figuras públicas são impessoais e vazias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo ele, os Estados Unidos eram o primeiro país no mundo a fazer pessoas de diferentes classes sociais usufruirem dos mesmos produtos de consumo. A coca-cola por exemplo, era tomada tanto pelo mendigo, como pelo rico industrial. E era isso que ele via: a coca-cola, a lata de sopa Campbell. E foi extamente isso, com um sentido de mostrar seu poder subversivo à hierarquia de classes, que ele transformou em arte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem tiver oportunidade, a exposição vai ficar até dia 23 de maio na Pinacoteca de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457114968330428370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 317px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S7uRJpHNX9I/AAAAAAAAA9U/ok0dlgMKvf4/s320/marlyn.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A fonte dos problemas das pessoas são suas fantasias. Se você não tivesse fantasias você não terias problemas. Porque você aceitaria qualquer coisa que estivesse na sua frente. Mas aí você não teria romance, porque romance é encontrar sua fantasia em pessoas que não são sua fantasia. " &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Se você quer saber tudo sobre Andy Warhol, é só olhar para a superfície: das minhas pinturas, dos meus filmes e de mim, eu estou lá. Não há nada por trás disso.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-8522214787845787831?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/8522214787845787831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=8522214787845787831' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8522214787845787831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8522214787845787831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/04/andy-wahrol-mr-america.html' title='Andy Warhol, Mr. America.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S7uQ4HaPGnI/AAAAAAAAA9M/q4OJBpN1jXQ/s72-c/wahrol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2824248878464639093</id><published>2010-03-30T21:55:00.009-03:00</published><updated>2010-03-30T23:04:20.924-03:00</updated><title type='text'>A Rússia de Trótsky.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;León Trotsky. Mártire da Revolução bolquevique e participante ativo da Revolução de fevereiro. Criador e organizador do Exército Vermelho, que o levou à vitória na guerra civil russa durante a República de Kerensky. Fundador da 3ª e da 4ª Internacional (a primeira ao lado de Lênin). Peça-chave para por à prova, pela primeira vez na história da humanidade, o ideário marxista. Trótsky tinha um grande plano para a Rússia. Um grande plano para a humanidade. A Rússia de Trótsky, por não ter se efetivado, é muito bela no plano utópico. Mas será que na prática passaria desse plano? Será que seus ideais, tais como o eram, seriam concretizado de fato no âmbito do exequível? Nunca saberemos. Mas tudo nos leva a crer que sim. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Autor da célebre frase "a Revlução foi traída", o ideal trotkista era espalhar o socialismo pelo mundo inteiro, opinião divergente à de Stálin, que queria fortalecer primeiro o socialismo em um só país. Trótsky era sem dúvida, o segundo homem da Revolução. O golpe stalinista responsável pela sua exclusão da banca do poder vem revelar o colapso de um regime que no mínimo serviu para colocar em debate as desventuras do sistema capitalista - sendo responsável por levar a burguesia urbana a ceder benefícios trabalhistas ao proletariado sob o espectro de uma possível revolução. Seu colapso foi inevitável, em partes, pelos próprios líderes que tomaram sua frente. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em momento algum, fala-se aqui que na Rússia de Trótsky real não haveria opressão e repressão, mas os limites, certamente seriam mais tangíveis a um regime que não tinha o intento de ser caracterizado unicamente pelas "mãos-de-ferro" do ditador. A grande questão é: até que ponto vale à pena se privar de certas liberdades individuais, para ter certos direitos garantidos? Primeiro, todos aqui devem convir, por mais discrepantes orientações políticas que possam ter, que até certo ponto vale à pena. Qualquer pessoa que faça parte de um Estado, e todas as implicações que essa definição trás, há de concordar que nossas liberdades são delineadas pela lei. Niguém aqui é livre para matar e não sofrer nenhuma sanção por isso. Ninguém é livre para invadir a propriedade alheia, ninguém é livre para furtar outrem. A regra de ouro "o meu direito acaba quando o seu começa", serve também para a liberdade dos modernos: "a sua liberdade acaba, quando o meu direito começa". Logo, partindo dessa premissa que até certo ponto vale à pena abdicar de uma certa liberdade para ter determinados direitos garantidos, qualquer discurso que fale sobre falta de liberdade em regimes socialistas, tem que falar sobre a maior abrangência de direitos. É isso, pelo menos, que Trótsky tentava propor.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Trótsky criticava a burocratização do Estado, a extinção da vida democrática no interior dos sovietes e o excesso de poder concentrado em qualquer regime autoritário. O plano de Trótsky para Rússia padecia de vicissitudes, sim, mas continha paixão. No que consistia seu plano político-econômico? Não dá para distanciá-lo da base do ideário marxista-leninista: igualdade perante à lei, estatização proeminente, distribuição de renda, recursos e subsídios igualitários. "Paz, pão e terra!" era um de seus slogans, ao lado de Vladimir Lênin. A principal diferença de León Trótsky com outros líderes comunistas, é a defesa inpalpável de que sem liberdade, não há socialismo. Acaba-se tratando de uma ditadura, sim, mas não a ditadura do proletariado, mas a ditadura de um punhado de políticos, isto é, uma ditadura no sentido estritamente burguês.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Começar um debate sobre sua estratégia política é caminhar por um terreno onde irrisórias concepções anacrônicas não têm espaço. É muito fácil olhar o passado e dizer que obviamente o regime socialista nunca daria certo. Estamos olhando para trás com os olhos do presente. O anacronismo preexistente em cada pensamento que delegue um valor medíocre à atitudes do passado, só nos mostra o quanto somos arrogantes e prepotentes em pensar que não estamos comentendo os mesmos erros com relação ao futuro. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ana Cecília Sabbá e Nayara Noronha.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2824248878464639093?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2824248878464639093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2824248878464639093' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2824248878464639093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2824248878464639093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/03/russia-de-trotsky_30.html' title='A Rússia de Trótsky.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4722081522964816818</id><published>2010-03-29T20:19:00.000-03:00</published><updated>2010-03-29T20:20:27.218-03:00</updated><title type='text'>Quero acordar de manhã do teu lado.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S7E1sa5gSeI/AAAAAAAAA9E/nC7SwzEdb_8/s1600/nindos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454199660973410786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S7E1sa5gSeI/AAAAAAAAA9E/nC7SwzEdb_8/s320/nindos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todo dia...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4722081522964816818?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4722081522964816818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4722081522964816818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4722081522964816818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4722081522964816818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/03/quero-acordar-de-manha-do-teu-lado.html' title='Quero acordar de manhã do teu lado.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S7E1sa5gSeI/AAAAAAAAA9E/nC7SwzEdb_8/s72-c/nindos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2164623592047202452</id><published>2010-03-28T20:17:00.001-03:00</published><updated>2010-03-28T20:21:33.231-03:00</updated><title type='text'>Adeus vocês.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu hoje vou pro lado de lá, eu tô levando tudo de mim, que é pra não ter razão pra chorar, vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar. Cuida do teu, pra que ninguém te jogue no chão, procure dividir-se em alguém, procure-me em qualquer confusão. Levanta e te sustenta e não pensa que eu fui por não te amar. Quero ver você maior, meu bem. Pra que minha vida siga adiante. Pra que minha vida siga adiante...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adeus você, não venha mais me negacear, teu choro não me faz desistir, teu riso não me faz reclinar. Acalma essa tormenta e se aguenta que eu vou pro meu lugar. É bom, às vezes se perder, sem tem porquê, sem ter razão. É um dom saber evaidecer, por si saber mudar de tom. Quero não saber de có, também. Pra que minha vida siga adiante. Pra que minha vida siga adiante...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2164623592047202452?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2164623592047202452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2164623592047202452' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2164623592047202452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2164623592047202452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/03/adeus-voces.html' title='Adeus vocês.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2442557861737324170</id><published>2010-02-19T03:21:00.017-03:00</published><updated>2010-02-20T03:51:39.836-03:00</updated><title type='text'>What do you think about the crazy sixties years?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se você pudesse escolher uma única década para viver sua juventude... qual seria?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos convir que as últimas onze décadas (as quais temos uma maior riqueza de detalhes pelo pouco tempo histórico) tiveram todas suas singularidades, contudo, para mim, a melhor década para alguém em ascensão e paixão pela vida é sem dúvida 65/75. Se a adolescência já é por natureza, uma fase de rompimento familiar e nos Estados Unidos há uma exacerbação disso pela própria "cultura do desapego" existente se comparado ao Brasil, imagine então, ter sido um adolescente norte-americano da fase mais conturbada e louca da História - o final dos anos 60.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às vezes eu fico tentando me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;teletransportar&lt;/span&gt; para esse período, tentando imaginar como seria viver com toda a liberalidade dessa década. Estranho pensar em viver sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;internet&lt;/span&gt;, aparelho celular, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;câmera&lt;/span&gt; digital... Mas quem precisa disso com todas aquelas Revoluções eclodindo no mundo inteiro, seja estudantes em Paris lutando contra regimes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;totalitaristas&lt;/span&gt;, ou com a Primavera de Praga eclodindo por uma abertura socialista na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Tchecoslováquia&lt;/span&gt;? Protestos pacifistas (ou não) &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;desencadeiam&lt;/span&gt; contra a guerra do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Vietnã&lt;/span&gt;. O BUM da comunicação. O mundo inteiro vendo pela primeira vez a transmissão de uma guerra ao vivo. O homem pisa na Lua. Nasce a utopia da conquista do espaço sideral até os anos 2000. Nessa década, tudo é possível. Até ver o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;impeachment&lt;/span&gt; de um presidente norte-americano. É, é em 1974 que Richard &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Nixon&lt;/span&gt; se torna o primeiro presidente dos Estados Unidos a renunciar à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Casabranca&lt;/span&gt;, o escândalo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Watergate&lt;/span&gt; não deixava outra alternativa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda assim, é a época do rock'n'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;roll&lt;/span&gt;. Os grandes nomes das bandas de rock mundial surgem nesse momento: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;The&lt;/span&gt; Beatles, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Rolling&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Stones&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Black&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Sabbath&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Doors&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Velvet&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Underground&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Led&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Zeppeling&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Pink&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Floyd&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Deep&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Purple&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Beach&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Boys&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Who&lt;/span&gt;. Li outro dia uma matéria da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Rolling&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Stone&lt;/span&gt; muito pertinente que dizia mais ou menos assim: "Essas bandas secundárias do final da década de 60/70 não são ruins, muito pelo contrário, são melhores do que qualquer banda de rock dos dias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;atuais&lt;/span&gt;, o problema é que surgiram em uma época onde os monstros da música desapontaram. Ser da mesma época dos Beatles - a banda mais bem sucedida da história - é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;sacanagem&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;pô&lt;/span&gt;. Tinha que ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;muuito&lt;/span&gt; bom pra poder gravar alguma coisa naquela época."&lt;br /&gt;John &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Lennon&lt;/span&gt; e toda sua influência para o surgimento do movimento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;hippie&lt;/span&gt;. No Brasil, o movimento assumiu a faceta do Tropicalismo. No mundo inteiro, o movimento trouxe suas implicações: não se via problema em triângulos, quadrados, até quintetos amorosos. Homem, mulher, tanto faz. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Love&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;it&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;all&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Love&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;and&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;peace&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Sex&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;drugs&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;and&lt;/span&gt; rock'n'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;roll&lt;/span&gt;. Falando em drogas, em uma época onde ainda não havia pesquisa suficiente - e as que haviam não tinham lá muita credibilidade - para saber os reais malefícios causados por elas, ácido se conseguia com a mesma facilidade que tabaco hoje em dia. Não é à toa que a maioria das músicas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Pink&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Floyd&lt;/span&gt; fazem apologia ao famoso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;LSD&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;Maconha&lt;/span&gt;, haxixe ou êxtase... não importa. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;It&lt;/span&gt;'s &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;free&lt;/span&gt;. Era tudo liberado e todo mundo era livre. Por isso também tão loucos. Mas como diria Erasmo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Roterdã&lt;/span&gt; em seu "Elogio à loucura": "Quem consegue viver sem a loucura? Ou melhor, quem sabe o que é a vida sem ela? A infelicidade está nos olhos de quem a vê, já a loucura nos cega para isso e nos acorda para a vida, para não apenas sermos mais um nessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;efêmera&lt;/span&gt; passagem. Sejamos loucos, aproveitemos a vida e nela consagremos nosso nome e uma definição para nossa existência." E essa consagração, não veio em nenhuma outra década, em nenhum outro período histórico como veio no final da década de 60 - a mehor de todos, todos os tempos. É esse o grande motivo de seu encanto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2442557861737324170?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2442557861737324170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2442557861737324170' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2442557861737324170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2442557861737324170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/02/what-do-you-think-about-crazy-sixties.html' title='What do you think about the crazy sixties years?'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-1389411582732650917</id><published>2010-02-17T21:03:00.003-03:00</published><updated>2010-02-19T04:27:46.858-03:00</updated><title type='text'>De dentro do luxo, pra boca do lixo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O problema é trivial: lixo urbano. A questão? Indiferente à maioria das pessoas. Na verdade, ainda nos faltam meios eficazes para tentar solucionar o problema. Reciclagem? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Coleta&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;seletiva&lt;/span&gt;? Isso tudo é muito pouco pro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;montalhão&lt;/span&gt; de resíduo que nossas casas despejam no mundo diariamente. É caro e dá trabalho. E ainda que fosse prático, com a falta de mobilidade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;atual&lt;/span&gt;, não iria para frente, assim como já não vai. O que fazer então? Políticas públicas? Não adianta culpar somente a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;atuação&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;governamental&lt;/span&gt;, mas cá entre nós, propaganda é a alma do negócio, não é? Pois então, a política anti-fumo da década de 70/80 reduziu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;consideravelmente&lt;/span&gt; o número de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;fumantes&lt;/span&gt; nos centros urbanos, o mesmo ocorreu com as drogas, lícitas até então. A política da prevenção contra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;AIDIS&lt;/span&gt; tornou o que antes era tabu, um problema de interesse social. Alardear o problema do lixo urbano pode ser um caminho para resolvê-lo.&lt;br /&gt;Além disso, se o que a população precisa é tomar doses cada vez mais cavalares de um determinado remédio para poder ficar imune, essa imunidade inquebrável que todo mundo parece ter com relação ao problema do lixo urbano só pode ser rompida por soluções em que atinjam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;diretamente&lt;/span&gt; o que lhes é mais precioso: seu bolso. É isso mesmo. Se andar de carro sem placa no verão leva à uma multa de R$180,00, por que jogar fora lixo em locais não apropriados não? Já deu certo no Sul do país e deu certo em 28 países do mundo. Parar de jogar lixo nas ruas é o primeiro passo para a partir de então, se falar em reciclagem ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;coleta&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;seletiva&lt;/span&gt;. Programas de caridade também seriam uma boa pedida. Bom senso: impedir que o que é luxo para uns, se torne lixo para outros. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-1389411582732650917?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/1389411582732650917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=1389411582732650917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1389411582732650917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1389411582732650917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/02/de-dentro-do-luxo-pra-boca-do-lixo.html' title='De dentro do luxo, pra boca do lixo.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-205954483021504235</id><published>2010-01-26T03:09:00.011-03:00</published><updated>2010-01-26T04:33:43.586-03:00</updated><title type='text'>Somos os filhos da Revolução!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E já estamos em janeiro de 2010. Quase uma década do "novo" século já se passou. E há umas quatro, se separam a época das grandes idéias políticas, dos grandes ideais revolucionários. Vivemos em uma era caracterizada pelo apatismo e conformidade. Conformidade com o modo de produção, com o sistema, com o abandono dos grandes ideais que moldaram o mundo no século passado. É como se, de crianças (quando ainda estamos descobrindo o mundo e vendo tudo como se fosse a primeira vez) passássemos abruptamente à fase adulta. Acostumados com tudo. Apáticos demais para reclamar de alguma coisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida a viver, nada pra gritar? Não. É a preferência por colocar a realização de seus caprichos como objetivo supremo de vida da maioria das pessoas, que inibe realizações grandiosas. Lacan defenderia que devemos gritar e viver por nossas idéias e ideais, e não julgar nossa vida pelo que obtivemos de desejos e vontades, mas sim, pelos pequenos momentos de integridade, compaixão, e até autosacrificio. Pois afinal, o único modo de julgar nossas vidas, é valorizando a vida dos outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto mais vivo, mais me convenço que estamos aqui unicamente para... viver. Ter um objetivo de vida que não seja medido pela constância de impressões inferiores é o que produz homens superiores. Tudo é efêmero, talvez, até nossa espécie seja, mas saber dar algum sentido para nossa vida caracterizada pela susceptibilidade, é a maior dádiva que pode existir. Tornar a vida das pessoas mais íntegras, por que não? Tornar melhor e maior a passagem de todos por aqui. Nós morremos, mas nossos ideais, não. Saber deixar rastros de nossa passagem por aqui é virtude. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo quê você seria capaz de dar sua vida? Eu quero morrer por um ideal. Por uma luta. Pela tentativa de fruição e transformação em um vida alheia. Ou em várias. O problema, é que no século XXI, falta isso. O que sobra? Pseudos-movimentos estudantis - e sumiço de identidades como a UNE -, perda de sentido das instituições, falta de credibilidade para com as ONG's, o contínuo impressionismo sempre existente com teorias apocalípticas, inversão de orientações políticas como esquerda e direita. Anarquia é motivo de piada. O assunto agora é o aquecimento global. O capitalismo triunfou. E não existem mais Trótskys ou resistências vietnamitas para pôr em debate melhorias no sistema. Somos os filhos das Revoluções. E os nossos filhos? Serão o quê?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-205954483021504235?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/205954483021504235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=205954483021504235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/205954483021504235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/205954483021504235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/01/somos-os-filhos-da-revolucao.html' title='Somos os filhos da Revolução!'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4831330352516305413</id><published>2010-01-21T03:40:00.008-03:00</published><updated>2010-01-21T04:13:19.528-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política pura'/><title type='text'>2009: Ele pôde tudo e tudo ele pôde.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fazendo uma breve &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;restrospectiva&lt;/span&gt; da vida parlamentar no Brasil neste ano que passou, o nosso querido presidente do Congresso Nacional José &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Sarney&lt;/span&gt; foi alvo no total de 11 representações por quebra de decoro parlamentar. Nenhuma prosseguiu. A maior crise na história do Senado? Sem nenhuma dúvida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nomeações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sigilosas&lt;/span&gt; de funcionários, 80 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;diretorias&lt;/span&gt; com salários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;impalpáveis&lt;/span&gt; e espaço até para um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;diretor&lt;/span&gt; de garagem. O escândalo tentava ser mascarado. Mas enquanto tentavam minimizar os efeitos dos feitos do nosso querido Senador, as acusações ganhavam desdobramentos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Atos&lt;/span&gt; secretos. Facilitação dos negócios do neto. Mentiu sobre a responsabilidade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;adminstrativa&lt;/span&gt; da entidade que leva seu nome e usou seu tão suado cargo em benefício da mesma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O "Fora &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Sarney&lt;/span&gt;!" não chegou ao âmbito do exequível. Era utópico. Pois é imaginário pensar que uma pessoa na cadeira do poder desde a mais tenebrosa época na história da democracia (?) brasileira - um militar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ativista&lt;/span&gt; de direita - possa assim, de uma hora pra outra, ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;desbancado&lt;/span&gt;. O trono balançou. Sorrateiramente a culpa caiu sobre o então &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;diretor&lt;/span&gt;-geral do Senado, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Agaciel&lt;/span&gt; Maia e Carlos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Zoghbi&lt;/span&gt;, ex-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;diretor&lt;/span&gt; de direitos humanos. Foi Lula o articulador da operação sigilo e salvamento. Ora, se tudo o que importa nessa merda aqui é o apoio nas eleições &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;presidenciais&lt;/span&gt; mesmo, conseguiu o que queria então, hein, Presidente? Agora o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;PMDB&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;apóia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Dilma&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Roussef&lt;/span&gt;. Com isso, o clã &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Sarney&lt;/span&gt; ultrapassa três décadas de poder e se recupera para, quem sabe, a eternidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O engraçado? É que ainda existem pessoas que tem coragem de falar em ditadura cubana, monopólio de poder &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;chavenho&lt;/span&gt; e liberdade democrática. O pior é a ditadura Sarney, que poucos têm conhecimento e não visa nenhum fortalecimento estatal interno. Antes de abrirmos a boca para criticar qualquer regime, temos que olhar para nós mesmos e perceber, que há 50 anos a grande maioria, ainda é a mesma que está no poder. Democracia?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4831330352516305413?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4831330352516305413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4831330352516305413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4831330352516305413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4831330352516305413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/01/2009-ele-pode-tudo-e-tudo-ele-pode.html' title='2009: Ele pôde tudo e tudo ele pôde.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-6303423656675685678</id><published>2010-01-19T02:32:00.011-03:00</published><updated>2010-01-19T03:54:29.036-03:00</updated><title type='text'>Pra que minha vida siga adiante...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tava&lt;/span&gt; meio afastada daqui, enfim, não por falta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;idéias&lt;/span&gt;, mas por falta de organização para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;pô&lt;/span&gt;-las em ordem. Acontece que nesses últimos dias, eu tenho pensado o quanto algumas coisas acabam mudando nossa vida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;irremediavelmente&lt;/span&gt;. Elas podem ser banais, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;efêmeras&lt;/span&gt;, importantes, intocáveis, detestáveis, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;platônicas&lt;/span&gt;. Não sei na vida de vocês, mas na minha, tiveram acontecimentos cruciais pra todo o desenrolar da minha história, e pessoas, tangíveis ou não, que nem dá pra explicar a magnitude da importância. E a importância específica de uma determinada banda pra construção de todos os meus sonhos e até da minha própria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;personalidade&lt;/span&gt;, é ines... timável. A banda? Todo mundo já sabe qual é. Assim é que se faz, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;né&lt;/span&gt;? Pois é, recesso. 2 anos e meio sem mais nada novo. Mas os 4 &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;álbuns&lt;/span&gt; que eles deixaram ainda me alimentam como da primeira vez que ouvi cada música. Suas músicas e minhas fases. Fico revezando-as junto com os álbuns. Agora eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;tô&lt;/span&gt; numa fase bem 'Bloco do eu sozinho', talvez por muitas das letras relatarem o que eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;tô&lt;/span&gt; sentindo agora. Mas essa vai ser pra sempre a minha banda, sabe? A banda da minha vida. Paixão minha. Poucas pessoas têm a sorte de se identificar tanto com uma banda como eu tive. Cada acorde, sopro, melodia... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;uhhhh&lt;/span&gt;, é tão pra mim. Tão de mim. É tanto eu que até me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;assusta&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Tô&lt;/span&gt; parecendo uma criança de 13 anos empolgada com a sua mais nova descoberta musical, mas pra eles, eu sou bem assim mesmo: aos 13, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;igualzinho&lt;/span&gt; quando vi um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;show&lt;/span&gt; ao vivo pela primeira vez. E sempre bate &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;aqueela&lt;/span&gt; nostalgia, é de lágrima. Hiato eterno? Nem choro mais, só levo a saudade, os 4 á&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;lbuns&lt;/span&gt; e a fé pra onde eu sempre aponto, e remo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-6303423656675685678?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/6303423656675685678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=6303423656675685678' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6303423656675685678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6303423656675685678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/01/tava-meio-afastada-daqui-enfim-nao-por.html' title='Pra que minha vida siga adiante...'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-1341630930383043508</id><published>2010-01-19T02:27:00.000-03:00</published><updated>2010-01-19T02:31:35.939-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S1VDrV46hxI/AAAAAAAAA7g/_-FjUM91DFU/s1600-h/vazio+agudo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428319337754298130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S1VDrV46hxI/AAAAAAAAA7g/_-FjUM91DFU/s320/vazio+agudo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-1341630930383043508?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/1341630930383043508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=1341630930383043508' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1341630930383043508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1341630930383043508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2010/01/blog-post.html' title=''/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/S1VDrV46hxI/AAAAAAAAA7g/_-FjUM91DFU/s72-c/vazio+agudo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-254898562090360832</id><published>2009-12-18T01:34:00.005-03:00</published><updated>2009-12-18T03:29:15.713-03:00</updated><title type='text'>Entre o certo e o errado existem todas as coisas do mundo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O texto de hoje é uma das mil teorias que elaborei no final de semana, mas precisamente de sábado pra domingo. Tem algumas que ainda não estão absolutamente prontas ao ponto de serem traduzidas em palavras, e menos ainda em escritos. Mas essa, eu vou tentar. É a minha segunda e última tentativa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descobri no último dia 13, ou melhor, cheguei à conclusão, de que a gente nunca vai aprender nada nessa vida. É isso mesmo. A frase "a gente aprende com os nossos erros" é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;pífia&lt;/span&gt;, é falsa. Isso porque, como saber se o que é certo em uma situação não é errado em outra? As pessoas adoram se enganar que usaram de determinadas situações para aprender (e geralmente aprendem que não devem arriscar, que a prudência é sua melhor amiga), mas o que elas não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;vêem&lt;/span&gt;, é que uma situação nunca será igual à outra, por mais parecidas que elas possam ser, então, nem adianta colocar na cabeça "eu não devo fazer isso, caso aconteça de novo, ou deva, seja lá o que for" porque serão épocas diferentes, pessoas diferentes, e por mais que sejam as mesmas pessoas, elas não serão mais as mesmas, porque as pessoas mudam com o tilintar dos segundos - eu mesma por exemplo, não sou mais a mesma de cinco minutos atrás. A "alma" não é perene, e oscila como uma frequência ondulatória de um raio gama. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada um dá o sentido que quiser à sua vida: seja atrelado a uma fé em um mundo superior, no cumprimento de suas metas (como defenderia Albert &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Camus&lt;/span&gt;!), em um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;objetivo&lt;/span&gt; supremo acima de tudo. Esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;objetivo&lt;/span&gt; pode ser uma BMW ou a paz mundial. Vai de cada um ver ou não sentido nas coisas, na sua própria existência. Mas uma coisa, é confirmada: durante essa existência não se aprende nada. E se tem algo que não se pode colocar como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;objetivo&lt;/span&gt; de vida é aprender. Conhecimento científico não é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;sinônimo&lt;/span&gt; de sabedoria. Sabedoria pode ser estar mais perto de Deus, ou mais longe. Tudo depende de como você vê. Do que você acredita. Não existe nenhuma verdade universal, porque nunca vai haver um teorema, tratado ou postulado aceito por todos. Por todas as crenças, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;etnias&lt;/span&gt;, religiões, cientistas. Até esses mesmos discordam entre si! Imaginem então...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E se você, não aprende nem da onde veio, como pode então, aprender alguma coisa com o que faz? Se isso de fato acontecesse, ninguém iria à falência, pessoas não seriam mortas por engano, ninguém sairia frustrado de relacionamentos. Erros existem? Não são os erros que existem! É só a incapacidade do ser humano criar fórmulas imutáveis pro certo e errado que existe. E a sua prepotência em não assumir isso. Portanto, desista! O "certo" de uma situação poderá ser o "errado" de outra, e não é porque deu certo uma vez que dará sempre. Você nunca irá aprender com seus relacionamentos, seu estágio, seu trabalho. Nunca irá aprender mais sobre você mesmo. Conhecimento? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Autoconhecimento&lt;/span&gt;? A maior arma do ser humano para escolher em que acreditar. Mas não o suficiente para se achar em um patamar superior na escada da busca pelo certo e errado. Não o suficiente pra achar que a sua verdade vale mais do que a de um judeu ortodoxo ou a de um muçulmano xiita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por falar nisso, quem disse que devemos sempre promover a verdade? Isso é melhor pra quem? Quem foi que falou que a inverdade é um perjúrio? Quem foi que criou essa moral hipócrita que nada arrisca? E quem é que segue essa moral? Quem sabe se realmente é errado praticar a poligamia ou se é certo comer carne vermelha no domingo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;páscoa&lt;/span&gt;? Ninguém. Porque ninguém sabe o que é o certo. Muito menos o errado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que fazer então? Viver. Arriscar. Jogar tudo pro alto de vez em quando. Cumprir nossas metas. Não se incomodar com regras pré-estabelecidas. Não acomodar com o que incomoda. Buscar conhecimento. De preferência, sem tentar aprender nada. É inútil. Se perder - pra se encontrar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-254898562090360832?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/254898562090360832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=254898562090360832' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/254898562090360832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/254898562090360832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/12/entre-o-certo-e-o-errado-existem-todas.html' title='Entre o certo e o errado existem todas as coisas do mundo...'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-434501885347859538</id><published>2009-12-13T10:47:00.003-03:00</published><updated>2009-12-13T10:54:48.587-03:00</updated><title type='text'>consciência x realidade exterior</title><content type='html'>esse dualismo existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(10:54 - domingo, algum dia de algum mes de algum ano)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-434501885347859538?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/434501885347859538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=434501885347859538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/434501885347859538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/434501885347859538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/12/13-de-dezembro-de-2009.html' title='consciência x realidade exterior'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-5270440166824413985</id><published>2009-12-07T18:45:00.001-03:00</published><updated>2009-12-07T18:45:52.517-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou te querendo muito bem neste minuto. Tinha vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância, algumas. Fique feliz, fique bem feliz, fique bem claro, queira ser feliz. Mesmo que a gente tenha se perdido, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-5270440166824413985?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/5270440166824413985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=5270440166824413985' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5270440166824413985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5270440166824413985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/12/estou-te-querendo-muito-bem-neste.html' title=''/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4561714156892945940</id><published>2009-11-30T01:12:00.015-03:00</published><updated>2009-12-07T19:06:48.270-03:00</updated><title type='text'>Mais um sobre Andy Warhol.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Continuando a linha de raciocínio do post anterior, nada melhor do que um texto sobre Andy Warhol e toda a sua contribuição para a difusão e reinvento da pop art, assim como sua contribuição para a criação de ícones e mitos na segunda metade do século 20. Como exemplo, podemos citar o fato de que Warhol talvez tenha contribuído mais para o mito de Marilyn Monroe do que Hollywood e as revistas populares juntos. Ao retratar ídolos da música popular e do cinema, como Elvis Presley, Liz Taylor, Marlon Brando e, sua favorita, Marylin Monroe, Warhol mostrava o quanto personalidades públicas são figuras impessoais e vazias; mostrava isso associando a técnica com que reproduzia estes retratos, numa produção mecânica ao invés do trabalho manual. O problema, é que pessoas que deveriam ser imortalizadas por seus feitos e idéias, como Che Guevara, também acabaram sendo imortalizadas por essa simples série de produção em massa. Um diálogo bem pertinente de 'Edukators' (recomendo mil vezes esse filme por sinal, à todas diferentes vertentes políticas!!), dizia mais ou menos que o que antes significava protesto e subversão, agora pode ser comprado em toda loja barata. O que antes era anarquia, hoje é moda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas a grande questão que quero trazer pra cá, é questionar até que ponto, elementos da cultura pop, podem ou não ser transformados em arte. O grande propósito da pop art: o épico passou a ser substituído pelo cotidiano, o que se produzia em massa recebeu a mesma importância do que era único e irreproduzível. Uma mudança vertiginosa no conceito de arte: "não só a cultura popular se torna um tema de arte, mas também a arte passa a ser integrante da cultura popular." E eu sinceramente, não sei até que ponto isso é bom, porque num mundo em que tudo vira arte, a arte clássica acaba perdendo seu valor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Muitos defenderam que o motivo por uma arte publicitária não poder ser tomada como arte é por causa dos fins para que esta arte é feita, é uma arte que já nasce na concepção que precisa vender e ser vendida. Nisso, eu já discordo, pois, desde a extinção do mecenato, os artistas passaram a depender de capital monetário para obterem seus ganhos de vida, e até que ponto estes artistas eruditos, por exemplo, estão distantes de conceberem suas obras para serem vendidas? A diferença é que nem todos podem esperar pela sorte de terem suas obras aceitas em museus de renomes e tornarem suas obras bem rentáveis. &lt;em&gt;Ou nem todos têm esse talento.&lt;/em&gt; Com o novo sistema social e econômico onde tudo vira capital, por quê não comercializar a arte? Já perdeu seu propósito há tanto tempo mesmo! A arte que antes, era uma coisa para poucos, passa a ser para todos. O único problema disso, é a banalização da arte como um mero produto de consumo, torná-la impreterivelmente, algo sem valor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Apesar de ter formação erudita, Warhol veio mostrar que todo ídolo pode virar um artigo de consumo e que uma simples propaganda publicitária pode se tornar arte. O que também trouxe benefícios, pois, é a partir daí que surge exposições de filmes e fotografias. Provou uma nova concepção de arte através de um contato com a cultura comercial. Isto, é claro, dependendo do que significa arte para você. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4561714156892945940?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4561714156892945940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4561714156892945940' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4561714156892945940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4561714156892945940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/11/mais-um-sobre-andy-wahrol.html' title='Mais um sobre Andy Warhol.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-3944833658231432424</id><published>2009-11-27T02:11:00.004-03:00</published><updated>2009-11-27T21:36:07.281-03:00</updated><title type='text'>Fala, Che!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Sw9fo964hjI/AAAAAAAAA5k/WV1CsP5UzY8/s1600/che-guevara-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408646834916197938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Sw9fo964hjI/AAAAAAAAA5k/WV1CsP5UzY8/s320/che-guevara-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tombou no seu posto de combate pela libertação econômica, política e social da América Latina. Mas quem foi Che Guevara? Qual sua contribuição à causa socialista?&lt;br /&gt;Nas décadas que se seguiram à sua trágica morte nas selvas bolivianas, Che foi perdendo sua substância e se transformando num ícone; na verdade, um dos maiores ícones da segunda metade do século 20. Seu rosto de guerrilheiro altivo foi estampado em camisetas, cartazes e pichações por todo o mundo. Se existe um lado positivo neste fenômeno, pois mantém viva a imagem de um dos maiores heróis latino-americanos; de outro, ele acaba acobertando as idéias e o projeto político pelo qual Guevara viveu e morreu: a libertação da América Latina do julgo imperialista, a conquista do socialismo e a construção do homem e da mulher novos.&lt;br /&gt;O sistema capitalista tem uma incrível capacidade de incorporar alguns elementos da cultura alternativa, até mesmo revolucionária, e transformá-los em objetos de mercado, formas sem conteúdo, neutras, inofensivas. É aquele negócio: "quem tem medo assimila toda forma de expressão como protesto". No entanto, a personalidade forte de Che não pode ser presa, capturada, na camisa de força do ícone, da marca, do mito.&lt;br /&gt;Por isso, para compreender o verdadeiro Che, é preciso ir para além do ícone, além da marca, além do mito. Estes não têm sangue correndo nas veias, não são de carne e osso, não sentem fome ou frio. Eles não têm dúvidas ou medos, são fantasmas que não convivem com as malditas contradições cotidianas.&lt;br /&gt;Ao contrário dos ícones, os homens e mulheres de verdade, inclusive os mais revolucionários deles, padecem de todas essas vicissitudes humanas e Che foi, acima de tudo, um homem. Um homem do seu tempo. "Um grande homem? Não. Consigo ver apenas o autor de seu próprio ideal."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-3944833658231432424?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/3944833658231432424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=3944833658231432424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3944833658231432424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3944833658231432424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/11/fala-che.html' title='Fala, Che!'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Sw9fo964hjI/AAAAAAAAA5k/WV1CsP5UzY8/s72-c/che-guevara-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-6583563064749096414</id><published>2009-11-25T00:30:00.015-03:00</published><updated>2009-11-25T01:21:08.017-03:00</updated><title type='text'>A minha tv tá louca. - Parte II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A música de ontem retrata bem a minha opinião sobre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;atual&lt;/span&gt; (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;atual&lt;/span&gt;?) estado da televisão brasileira. Talvez o problema na verdade, esteja em toda a televisão de canal aberto. É, a partir do momento em que o editor chefe do jornal mais assistido pela população brasileira - em suma 50 milhões assistem diariamente ao Jornal Nacional - afirma produzir suas pautas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;direcionadas&lt;/span&gt; ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Hommer&lt;/span&gt; Simpson - como William &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Bonner&lt;/span&gt; considera o homem brasileiro do século XXI -, imagine então o que pode-se esperar dos programas de domingo à tarde. De fato, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Hommer&lt;/span&gt; Simpson é bem equiparável ao cidadão brasileiro no que diz respeito à instrução e conhecimento; visão de mundo. E não é à toa que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Márcia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Goldschmidt&lt;/span&gt; renova contrato todo ano. "Ora, quem fica em casa segunda à tarde assistindo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;tv&lt;/span&gt;?" O pior, é que nem se alguém quisesse. Os programas vespertinos são absolutamente intragáveis - não que os matutinos o sejam, enfim.&lt;br /&gt;Para que público a televisão brasileira é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;direcionada&lt;/span&gt;? Crianças? Idosos? Classe baixa? Na verdade, até isso é um tanto paradoxal, um grande ciclo vicioso: esse público mais atrelado à tal meio de comunicação assiste aos programas ofertados pela falta de opção e tais programas continuam no ar pela sua audiência. De certo modo, querendo ou não, esses programas mostram o que "o povo gosta"; o que vende: polícia, casos familiares mais mal-resolvidos que os seus, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;realitys&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;shows&lt;/span&gt; com pessoas mais burras do que nós próprios. Abrindo um parêntese, vou relatar uma lembrança lastimável: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Cida&lt;/span&gt;, de algum dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;BBB&lt;/span&gt;'s explicando à alguém sobre a Proclamação da República no 7 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;setembro&lt;/span&gt; (isso mesmo que vocês leram), dizendo que a Princesa Isabel era a mulher do D. Pedro I, por isso assinou a Lei Áurea; aí outro vem e completa: logo após o Dia do Fico. (???????????????????????????????????)  O pior é que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Big&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Brother&lt;/span&gt;, por exemplo, já faz parte da cultura popular do povo brasileiro, e eu conheço até gente que nem sai de casa em dia de paredão. Mas fica a pergunta: programas dessa espécie vão ao ar porque o povo gosta ou o povo gosta por que é a única coisa que passa?&lt;br /&gt;Ana Maria Braga de manhã ensina à fazer comidinhas. Metendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Bronca&lt;/span&gt; ao meio-dia ensina a fazer barraco. Aí vem o programa da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Sônia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Abraão&lt;/span&gt; falando sobre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Big&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Brother&lt;/span&gt; (?), ou o da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Márcia&lt;/span&gt; ensinando a falar mentira. A novela das 8 é um parágrafo à parte. Nasceu com o propósito do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;entretenimento&lt;/span&gt;. Mas sinceramente, tem como se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;entreter&lt;/span&gt; vendo sempre o José &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Mayer&lt;/span&gt; como galã e a Helena sempre com o final feliz? A cena repete. A cena não se inverte. Sempre a mesma história: só muda os personagens. Por isso continuo com a minha teoria de que a novela das 8 nasceu na verdade com outros propósitos específicos: além de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;alavancar&lt;/span&gt; sempre renovando o mercado da moda, fazer o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Hommer&lt;/span&gt; Simpson (ou no caso, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Marge&lt;/span&gt;) dormir feliz após um longo dia de jornada dupla. E dá certo. A Rede Globo? Manipula o Brasil. E ainda que fosse só ela... dá certo. Afinal, o canal aberto em suma, está enraizado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;intrínsecamente&lt;/span&gt; ao seu um único propósito: alienar o país. E o pior? Dar certo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-6583563064749096414?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/6583563064749096414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=6583563064749096414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6583563064749096414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6583563064749096414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/11/musica-de-ontem-retrata-bem-minha.html' title='A minha tv tá louca. - Parte II'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2457228777128733950</id><published>2009-11-24T01:15:00.007-03:00</published><updated>2009-11-24T23:57:17.717-03:00</updated><title type='text'>A minha tv tá louca. - Parte I</title><content type='html'>A minha tv não se conteve&lt;br /&gt;Atrevida passou a ter vida&lt;br /&gt;Olhando pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistindo a todos os meus segredos,&lt;br /&gt;minhas parcerias, dúvidas, medos.&lt;br /&gt;Minha tv não obedece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quer mais passar novela, sonha um dia em ser janela e não quer mais ficar no ar. Não quer papo com a antena nem saber se vale a pena ver de novo tudo que já vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha TV não se esquece nem do preço nem da prece que faço pra mesma funcionar. Me disse que se rende a internet em suma não se submete a nada pra me informar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quis mais saber de festa não pensou em ser honesta funcionando quando precisei. A notícia que esperava consegui na madrugada num site, flickr, blog, fotolog que acessei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha TV tá louca, me mandou calar a boca e não tirar a bunda do sofá. Mas eu sou facinho de marré-de-sí, se a maré subir eu vou me levantar. Não quero saber se é a cabo nem se minha assinatura vai mudar tudo que aprendi, triste o fim do seriado, um bocado magoado sem saber o que será de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não SAP quem eu sou, ela não fala a minha língua...&lt;br /&gt;(She doesn't speak my tongue)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;"Pô tô cansado de toda essa merda que eles mostram na televisão todo dia mano, não aguento mais, é foda!"&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto pessoas perguntam por que, outras pessoas perguntam por que não? Até porque não acredito no que é dito, no que é visto. Acesso é poder e o poder é a informação. Qualquer palavra satisfaz. A garota, o rapaz e a paz quem traz, tanto faz. O valor é temporário, o amor imaginário e a festa é um perjúrio. Um minuto de silêncio é um minuto reservado de murmúrio, de anestesia. O sistema é nervoso e te acalma com a programação do dia, com a narrativa. A vida ingrata de quem acha que é notícia, de quem acha que é momento, na tua tela querem ensinar a fazer comida uma nação que não tem ovo na panela, que não tem gesto, &lt;strong&gt;quem tem medo assimila toda forma de expressão como protesto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num passado remoto perdi meu controle...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num passado remoto perdi meu controle...&lt;br /&gt;Num passado remoto...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era vida em preto e branco, quase nunca colorida reprisando coisas que não fiz, finalmente se acabando feito longa, feito curta que termina com final feliz..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela não SAP quem eu sou, ela não fala a minha língua.&lt;br /&gt;Ela não SAP quem eu sou (sabe nada...), ela não fala a minha língua...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se pay-per-view ou se quem viu tudo fui eu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A minha tv tá louca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[Xanéu nº 5 - Composição: Fernando Anitelli]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2457228777128733950?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2457228777128733950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2457228777128733950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2457228777128733950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2457228777128733950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/11/minha-tv-ta-louca-parte-i.html' title='A minha tv tá louca. - Parte I'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-6938072976563640153</id><published>2009-11-23T02:41:00.006-03:00</published><updated>2009-11-23T03:17:11.187-03:00</updated><title type='text'>Eu sou igual à você, e daí?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todo mundo acha que é diferente - bem, de fato, todo mundo é, eu mesma, nunca vi nenhum clone meu andando por aí. O único problema, é que essa busca decadente pela singularidade acaba levando todo mundo ao abismo da igualdade, da normalidade. É &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;cool&lt;/span&gt; gostar de coisas que ninguém gosta, conhecer coisas que ninguém conhece. Se a sua banda preferida há anos for descoberta pela massa? A banda perde seu encanto. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Puff&lt;/span&gt;. Por quê? A banda deixou de tocar música boa? Não, simplesmente "os novos fãs não sabem o que cantam". E como VOCÊ sabe disso? E isso não é só com música. Vejo acontecer frequentemente com filmes, livros, lugares... Dei ênfase em música porque é mais comum você ver alguém gritando "essa é MINHA música!!" - e de fato, nada impede que o seja, porém, nada também impede que o seja de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;outrem&lt;/span&gt;. Achar que é diferente só torna você igual à todos os outros. Diferente é ser normal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-6938072976563640153?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/6938072976563640153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=6938072976563640153' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6938072976563640153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6938072976563640153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/11/eu-sou-igual-voce-e-dai_23.html' title='Eu sou igual à você, e daí?'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4628276641476304065</id><published>2009-11-18T22:33:00.008-03:00</published><updated>2009-11-19T19:49:02.946-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há mais ou menos um ano definia-se em um jogo político o nome do homem que iria ser a peça fundamental do jogo de xadrez planetário. Barack Obama ganhou esse jogo sob a bandeira da mudança. MUDANÇA. Em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;caps&lt;/span&gt; mesmo. Há poucas semanas da Conferência do Clima em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Copenhague&lt;/span&gt;, o presidente dos Estados Unidos afirma: "Os países em crescimento também têm de pagar a conta". Ora, essa era a política do governo Bush, presidente!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muito fácil falar que os países em crescimento têm de pagar a conta, já estão acostumados com isso, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;né&lt;/span&gt;? A exploração da América Latina no século XVI movimentou todo um comércio decante de especiarias. As riquezas da Coroa Espanhola se deveram às riquezas das ilhas da América Central. A partilha da África na Conferência de Berlim no final do século XIX foi a responsável pelo desenvolvimento da indústria em todo o continente Europeu. Partilha essa que abrigou tribos rivais em mesmos territórios, que não teve nenhum &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;planejamento&lt;/span&gt; prático e que tinha como único &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;objetivo&lt;/span&gt; moldar o mundo sob a ideologia capitalista de uma Europa que nunca teve nada para oferecer. E assim foi com os Estados Unidos: invadiram o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Irã&lt;/span&gt; quando precisaram de petróleo, invadiram o Iraque para fundamentar uma guerra louca contra o terrorismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora vir falar em créditos de carbono? Muito fácil pedir para países emergentes a estagnação de seu processo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;desenvolvimentista&lt;/span&gt; depois de anos de exploração e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;sucumbência&lt;/span&gt;. No momento do início de seu lento progresso, falar: "Vamos ajudar o meio-ambiente!!". Um absurdo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A política tem que vir primeiro dos grandes responsáveis por isso tudo. Não mandar-nos pagar uma dívida que não é nossa. Os países em desenvolvimento podem até ajudar, mas a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;obrigatoriedade&lt;/span&gt; é de vocês. Se propor a uma redução concreta de emissão de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;CO&lt;/span&gt;2 é o primeiro passo. O que já deveria ter sido feito há muito tempo. A Conferência de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Copenhague&lt;/span&gt; vem aí. Será que George W. Bush ainda está no poder?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4628276641476304065?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4628276641476304065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4628276641476304065' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4628276641476304065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4628276641476304065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/11/ha-mais-ou-menos-um-ano-definia-se-em.html' title=''/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2953288419645684195</id><published>2009-11-18T21:02:00.015-03:00</published><updated>2009-11-19T15:59:18.891-03:00</updated><title type='text'>só o amor é luz</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SwSWd4CuqpI/AAAAAAAAA5c/5sFyPFZKQkE/s1600/7+meses+002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405610892755643026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SwSWd4CuqpI/AAAAAAAAA5c/5sFyPFZKQkE/s320/7+meses+002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"E sentiu em relação à ela uma identidade tão grande, que logo do primeiro encontro, declarou: 'a partir de agora, eu tomo conta de você'."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2953288419645684195?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2953288419645684195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2953288419645684195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2953288419645684195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2953288419645684195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/11/e-sentiu-em-relacao-ela-uma-identidade.html' title='só o amor é luz'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SwSWd4CuqpI/AAAAAAAAA5c/5sFyPFZKQkE/s72-c/7+meses+002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-8716076954343833753</id><published>2009-11-09T23:51:00.003-03:00</published><updated>2009-11-10T00:20:04.538-03:00</updated><title type='text'>Arquivos da repressão já!!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estamos em 15 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;abril&lt;/span&gt; de 1964 e um golpe de Estado do Exército brasileiro acaba de derrubar João &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Gourlat&lt;/span&gt;. O país é agora, governado pelos militares, e assim permaneceria por longos 21 anos. Já não se sabe mais em quem confiar. Os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;espiões&lt;/span&gt; do governo estão infiltrados nas salas de aula, nas reuniões dos sindicatos, em todos os negócios. Qualquer organização é duvidosa. Qualquer dúvida, uma tortura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;24 anos depois? Os arquivos da repressão ainda não foram revelados. Ora, a Central Globo de Produção é o 4º poder do país, revelá-los, seria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;escrachar&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cumplicidade&lt;/span&gt; da família Marinho em esconder e promover as atrocidades cometidas. A Globo beneficiava-se dessa ditadura, como se beneficia até hoje de qualquer governo no poder. Porque são raríssimos os casos de conseguir vencer uma eleição sem o seu apoio, e ainda tá para existir na história desse país um candidato que chegue à presidência sem o apoio da burguesia brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luís Inácio Lula da Silva tinha tudo para ser diferente, mas se vendeu. E como chegou onde está com o apoio de uma elite, não pode virar de costas para a mesma nesse momento. E assim, a história vai se repetir até o fim dos tempos. Revelar os arquivos da repressão seria revelar as mãos sujas de sangue da maior parte dos que têm imunidade parlamentar há algum tempo. Seria &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;mexer&lt;/span&gt; com a alta classe burguesa, por revelar seus trâmites e culpabilidade na maior vergonha da nação. Eu disse maior vergonha? Menti. A maior vergonha é em 2009, os arquivos ainda não terem sido revelados - se é que um dia o serão. É os militares andarem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;anistiados&lt;/span&gt; e livres por aí, enquanto temos que engolir histórias de suicídios e desaparecimentos misteriosos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Precisamos de mobilização. De guerrilhas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Araguaia&lt;/span&gt;. De memória. É disso o que o brasileiro mais precisa. Abrace esta campanha. É uma das minhas mais urgentes. &lt;em&gt;Arquivos da repressão, mostrem-se à nação.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A ditadura permanece, enquanto a verdade não aparece."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-8716076954343833753?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/8716076954343833753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=8716076954343833753' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8716076954343833753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8716076954343833753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/11/arquivos-da-repressao-ja.html' title='Arquivos da repressão já!!!!'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-177746079691234304</id><published>2009-11-08T20:49:00.012-03:00</published><updated>2009-11-09T02:56:57.275-03:00</updated><title type='text'>protestantismo liberal x catolicismo conservador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Primeiramente, gostaria de dedicar esse texto ao meu namorado, que me encheu a porra do saco para escrevê-lo. Te amo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;námo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois bem, é 1929 e a bolsa de valores de Nova York quebra. Não só pela concessão de capitais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;especulativos&lt;/span&gt; desenfreados à uma classe média enriquecida pela guerra que assolou o Velho Mundo 12 anos antes; na verdade, os primeiros sinais de crise surgiram em meados dos anos 1920, quando a Europa, já recuperada da Primeira Guerra Mundial, diminuiu as importações de produtos agrícolas dos Estados Unidos. Isso levou muitos agricultores norte-americanos à falência. A indústria também foi atingida pela diminuição das importações, configurava-se assim, uma crise de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;superprodução&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante a guerra, a indústria bélica levantou o país, movimentou uma economia responsável por levar os Estados Unidos ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;status&lt;/span&gt; de potência mundial. O &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;american&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;way&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;life&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; era encarado por muitos como o que havia de mais moderno no mundo. Acontece que a economia norte-americana era apoiada sobre alicerces instáveis. E o mundo, ainda não estava pronto para as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;nuances&lt;/span&gt; de um capital &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;especulativo&lt;/span&gt; global. Da especulação para a realidade, a utopia do liberalismo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;econômico&lt;/span&gt; finalmente quebrou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os protestantes, por sua vez, tiveram que fazer o Estado intervir fundo nessa economia. E essa intervenção veio, e o &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;New&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Deal&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; de Franklin Roosevelt deu bons resultados. Após a Grande Depressão, passaram-se anos até cair por completo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;idéia&lt;/span&gt; do &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;welfare&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;state&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;(estado de bem-estar social). Foi na década de 70, a partir da Revolução Técnico-Científica que se voltou a falar no liberalismo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;econômico&lt;/span&gt;. Sob a faceta do neoliberalismo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que os norte-americanos têm fama de serem liberais em tudo, estarem à frente do seu tempo, lutarem contra as guerras (como a do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Vietnã&lt;/span&gt; e a do Iraque). Mas isso não passa de doce ilusão. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;estadunidense&lt;/span&gt; adora uma guerra e só luta pelo seu fim, quando está perdendo, quando há grande mobilização &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;midiática&lt;/span&gt;. E sinceramente, tem como ser diferente? Ora, a potência norte-americana se constituiu sobre o espectro de duas guerras mundiais; a ideologia democrático-capitalista se expandiu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;através&lt;/span&gt; da guerra fria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O liberalismo é outra fachada. Liberais até a página dois. Quando isso não fere seus interesses. Cortar fundo os subsídios do etanol brasileiro parece &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;ótimo&lt;/span&gt;. Ir de encontro aos acordos bilaterais do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Mercosul&lt;/span&gt; também. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Apóia&lt;/span&gt; de corpo e alma organizações como a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;OMC&lt;/span&gt;, mas na hora de suas reuniões levantar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;dedinho&lt;/span&gt; e abaixar suas tarifas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;alfandegárias&lt;/span&gt;... onde fica o liberalismo dos protestantes?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Brasil é um país conservador. Fato. Tem tradição católica e sonha com o dia de conquistar sua cadeira permanente na ONU. Não faz caso com a Bolívia na estatização de empresas brasileiras de gás natural só pra ter o apoio total da América do Sul na disputa. Os Estados Unidos, se dizem liberais. Liberais onde? Podem ter tido uma independência precoce, estar na frente do Brasil na abolição da escravatura, ter escolhido tornar-se um Estado democrático de Direito previamente. Têm um sistema eleitoral muito mais avançado que o nosso, e o PIB, nem se fala. Porém, desde quando desenvolvimento quer dizer liberalidade? Onde está toda essa liberalidade no que diz respeito à economia? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Cadê&lt;/span&gt; o protestantismo liberal no respeito ao mundo islâmico?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Podemos ter inveja da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;historiografia&lt;/span&gt; norte-americana, sim. Ter inveja do que eles fizeram do que fizeram deles. Mas a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;cultuar&lt;/span&gt; um liberalismo que só existe na teoria e querer para si a responsabilidade de tornar o resto do mundo mero agente regulador de seus interesses, prefiro ainda, ficar com meu catolicismo conservador. Os Estados Unidos querem pré-definir o mundo por um padrão criado em Washington - não vejo nada de liberal nisso. Pelo menos, o conservadorismo brasileiro é mais honesto consigo mesmo: prega um culto a um país que ficará conservado no seu estado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;atual&lt;/span&gt; e permanente de "país emergente". E não, à Terra do Nunca.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-177746079691234304?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/177746079691234304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=177746079691234304' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/177746079691234304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/177746079691234304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/11/protestantismo-liberal-x-catolicismo.html' title='protestantismo liberal x catolicismo conservador'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-6252916800300545812</id><published>2009-11-05T22:32:00.001-03:00</published><updated>2009-11-05T22:39:45.315-03:00</updated><title type='text'>Bem guardado nos diários de Andy Warhol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa das minhas intermináveis conversas sobre a vida, os amores, as dores, as alegrias e tudo mais com a Nayara, nós duas falamos sobre o "Respeite a natureza". Contextualizando tudo, passamos a adaptar isso à vida. O "Respeite a Natureza" é, sem duvida, o respeito ao ser humano, aos próprios sentimentos, dores, faltas, "tempos", esperas, acontecimentos. É um dos meus defeitos (será muito defeito?) ser imediatista. Querer que tudo aconteça. Mas não assim normalmente. "Eu quero tudo e quero agora". Às vezes isso angustia, mas te faz correr atrás das coisas. Quando essa angústia chega, o primeiro pensamento que tende a vir precisa ser o respeite a natureza. Das coisas, do tempo, do sofrimento, do corpo. Saber que não adianta pular etapas e nem se afogar dentro do mais obscuro que existe em ti. Respeitar o que é o ser humano enquanto dor e felicidade. Vida pra continuar e, às vezes, um nó na garganta pra carregar. Às vezes as pessoas deixam que os mesmos problemas as tornem infelizes por anos à fio, quando deveriam dizer apenas e daí? Essa é uma das minhas expressões favoritas; e daí? minha mãe não gostava de mim. E daí? Meu marido não faz amor comigo. E daí? Não sei como consegui sobreviver aqueles anos todos, antes de aprender esse truque. Custei muito a aprendê-lo - mas uma vez que a gente aprende, nunca mais esquece. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-6252916800300545812?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/6252916800300545812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=6252916800300545812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6252916800300545812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6252916800300545812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/11/bem-guardado-nos-diarios-de-andy-warhol.html' title='Bem guardado nos diários de Andy Warhol'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-3071728253007596418</id><published>2009-11-02T05:21:00.010-03:00</published><updated>2009-11-03T20:37:44.851-03:00</updated><title type='text'>Perturbação dos sentidos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;05:21. Acabei de terminar de ler o livro que me atormenta há duas semanas. História do olho. Sonhei com imagens do Pierre Molinier e André Kertész – de fato, Bataille está para além do Breton e da obviedade, como referência, de Cronenberg e Lynch; Bataille trouxe ligações imagéticas inesperadas e perturbadoras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Creio na poesia, no amor e na morte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escrevo um verso, escrevo o mundo; existo, existe o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da ponta do meu dedo mínimo corre um rio. O céu é sete vezes azul.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta pureza é de novo a primeira verdade, a minha última vontade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Risos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-3071728253007596418?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/3071728253007596418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=3071728253007596418' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3071728253007596418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3071728253007596418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/11/perturbacao-dos-sentidos.html' title='Perturbação dos sentidos'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-198792475028275856</id><published>2009-10-26T22:31:00.029-03:00</published><updated>2009-11-05T13:04:31.546-03:00</updated><title type='text'>Com amor, para Ronaldo Guerra.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;post&lt;/span&gt; de hoje começa sendo na verdade uma das mil pesquisas que fiz nesses últimos meses para o meu professor de história da fotografia. Só que a dessa semana, resolvi transformar em texto. Descobri nesse intervalo de tempo fotógrafos incríveis, dos quais nunca nem tinha ouvido falar, mas que seus trabalhos inspiraram gerações inteiras à retratar de forma demasiada artística nada mais do que a banalidade. Seja com qualquer uma das influências vanguardistas: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;dadaístas&lt;/span&gt;, cubistas, surrealistas etc., os fotógrafos da semana mereciam no mínimo uma análise aprofundada de seus trabalhos e todas as implicações para a fotografia analógica tal qual conhecemos hoje, porém, tendo em vista o pouco conhecimento de quem aqui escreve, minha análise supérflua será o início de uma longa jornada rumo à esses artistas no mínimo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;interessantíssimos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou começar por &lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Man&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Ray&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Fundador do grupo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;dadaísta&lt;/span&gt; de Nova York após sofrer influência &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;direta&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Duchamps&lt;/span&gt;, é o maior nome da fotografia da década de 20! É a fusão do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;dadaísmo&lt;/span&gt; com o surrealismo na pintura e na fotografia. "Pinto o que não pode ser fotografado, algo surgido da imaginação, ou um sonho, ou um impulso do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;subconsciente&lt;/span&gt;. Fotografo as coisas que não quero pintar, coisas que já existem." Sentou em cafés parisienses ao lado de Picasso, Dali, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Miró&lt;/span&gt; e desvendou novas facetas para o movimento cubista. Fundou uma das maiores academias de arte de Nova York, a qual abrigou artistas como &lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Berenice&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Abbott&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, fotógrafa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;renomada&lt;/span&gt; por seu acervo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;fotográfico&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;documentário&lt;/span&gt; sobre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;NY&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399374327773370258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 252px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Su5uWBBLl5I/AAAAAAAAA2s/TAMMIgGx4Fk/s320/man+ray.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399405605433372706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Su6KynYb8CI/AAAAAAAAA4M/94JZB8SJtck/s320/man+ray2.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Man&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Ray&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399386155907232674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 262px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Su55GgQDM6I/AAAAAAAAA3c/5PgU3BYw224/s320/Abraham_De_Peyster-Berenice_Abbott.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Berenice&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Abbott&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;É impossível ter vivido até meados do século XX sem ter sofrido nenhum tipo de influência das vanguardas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;européias&lt;/span&gt;. A mais forte delas no que diz respeito à fotografia, é a surrealista. Também, pudera, com as três linhas de frente lideradas por Freud na psicologia, Bergson na filosofia, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Breton&lt;/span&gt; nas artes plásticas, era quase impossível ficar imune. E é por isso que o fotógrafo ponto alto da pesquisa - &lt;strong&gt;Manuel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Alvarez&lt;/span&gt; Bravo&lt;/strong&gt;, tem tantos traços surrealistas, por mais que não se considerasse um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;ativista&lt;/span&gt; de nenhum movimento artístico ou literário, isso fora inevitável: era exposto a muitos de seus fundadores.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Além disso, a realidade exterior de um artista influencia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;irremediavelmente&lt;/span&gt; suas obras. Por mais que os expressionistas tentem dizer o contrário, meu argumento é simples: o que está fora revela o que está dentro, logo, de um jeito ou de outro, a arte também é de maneira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;subjetiva&lt;/span&gt;, um retrato da realidade. Caso ela seja interna, está amparada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;intrínsecamente&lt;/span&gt; pela externa. É por isso que Manuel Bravo é revolução. E essa vem da América Latina. O movimento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;zapatista&lt;/span&gt;, a revolução Mexicana e o assassinato de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Trótsky&lt;/span&gt; no mesmo período, estão relatados em sua fotografia como não o foram de nenhum outro modo, por nenhum outro ser vivo. É também (por que não?) um trabalho político. Mas ainda assim, por mais que estivesse envolvido com muitos artistas e escritores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;revolucionários&lt;/span&gt;, não deixou que a política oprimisse os aspectos pessoais do seu trabalho e continuou a criar belas fotografias de sonho (olha a influência surrealista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;bretoniana&lt;/span&gt; aí!) e da vida no México até o fim de seus episódios contínuos. Porque os capturados por uma máquina? Esses não morrem nunca! Um ícone da arte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;contemporânea&lt;/span&gt; e da fotografia latina discutido em todas as academias de arte do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399378991896135666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Su5ylgOtB_I/AAAAAAAAA28/eURf2nJhlaY/s320/manuel+alvarez.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400640708047647554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 243px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SvLuHDKxs0I/AAAAAAAAA5U/grUAcozzsyc/s320/mauel.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399379858653797458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Su5zX9J1XFI/AAAAAAAAA3M/BaXHM6tDEvg/s320/manuel_alvarez_bravo_urinating-boy.jpg" border="0" /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Manuel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Alvarez&lt;/span&gt; Bravo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Agora é a vez de &lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;August&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Sander&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Fotógrafo alemão nem tanto conhecido pelo próprio contexto histórico no qual viveu. Como todo fotógrafo que se preze, buscava relatar a realidade nua e crua, a vida como ela é e não como ela deveria ser. O problema é que a realidade era o regime nazista da década de 30. Eram as câmaras de gás de Hitler, a censura, a opressão, o extermínio, a ideologia imposta sobre uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;ótica&lt;/span&gt; anti-semita. Logo, o seu trabalho e vida pessoal eram muito limitadas. Seu primeiro livro fotográfico foi apreendido em 1936 e as placas fotográficas destruídas. Seu estúdio foi destruído em um bombardeio de 1944. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Seu trabalho inclui paisagem, natureza, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;arquitetura&lt;/span&gt; e fotografia de rua, mas ele é mais conhecido por seus retratos, como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;exemplificado&lt;/span&gt; por sua série de "Pessoas do Século 20". Nesta série, ele pretende mostrar um corte transversal da sociedade durante a República de Weimar. A série é dividida em sete seções: o agricultor, o comerciante hábil, a mulher, classes e profissões, os artistas, a cidade, e as últimas pessoas (pessoas sem abrigo, veteranos, etc.). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O legado de imagens que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Sander&lt;/span&gt; deixou ainda assim, não foi pouco. Porém, em um acervo de 40.000 imagens, os ensaios fotográficos são apenas uma amostra, do que o mundo deixou de ver pelo regime nazista.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399384409112462354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 182px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Su53g07uRBI/AAAAAAAAA3U/fs_BtH0220c/s320/sander2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Pessoas do século 20 - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;August&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Sander&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;E como sempre: o melhor por último. É de &lt;strong&gt;André&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Kertész&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que falo. Sua fotografia foi sem dúvida, a que mais me impressionou. É o mais complexo dos fotógrafos e sua vida (logo, sua arte) é dividida em vários períodos. Conhecido por seus esforços em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;desevolver&lt;/span&gt; o que hoje chamamos de ensaio fotográfico, foi completamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;autodidata&lt;/span&gt; com relação à fotografia, pela própria falta de apoio de sua família. Pioneiro e peça-chave da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;fotojornalismo&lt;/span&gt;, sua carreira - muito pouco conhecida em vida - é dividida em três fases. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A primeira, é durante seu período húngaro. Acompanhando o exército &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;austro&lt;/span&gt;-húngaro durante a Segunda Guerra Mundial, a fotografia das trincheiras trás o leitor ao combate. É esse o papel do jornalista, e porque não dizer... do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;fotojornalista&lt;/span&gt;. Crucial para o desenvolvimento dessa profissão, seus relatos - através das fotos - sobre a guerra são uns dos mais bonitos que já vi. (Lembra professor: "quero fotografar uma guerra"? Esse desejo partiu de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Kertész&lt;/span&gt;!). É dessa época também o seu trabalho "Distorções". Uma de suas maiores obras-primas, que surgiu a partir da fotografia de um nadador cuja imagem está distorcida pela água.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Após ter sido ferido na guerra, em Paris, vem sua fase mais brilhante. É o resultado de encontros com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;personalidades&lt;/span&gt; como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Brassai&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Man&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Ray&lt;/span&gt;. É o resultado de seu impressionismo com relação ao cubismo e ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;dadaísmo&lt;/span&gt;, movimentos artísticos presentes em inúmeras de suas obras. Foi onde durante toda sua carreira, obteve a maior &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;projeção&lt;/span&gt;. Porém, ínfima perto do que merecia (e do que teria após sua morte). &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Kertész&lt;/span&gt;, sabia muito bem disso.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Chegou em Nova York com a inspiração de finalmente, encontrar sua fama na América. Porém, os trabalhos nunca lhe agradavam. Um pouco de prepotência talvez achar que suas obras estavam além dos trabalhos ofertados. Mas a verdade é que para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Kertész&lt;/span&gt; não havia porquê fazer algo que fosse de encontro à sua vontade e à sua maneira de ver a vida, de fotografá-la. Para completar, uma revista que finalmente publicou uma série de fotografias do artista, creditou-as a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Ernie&lt;/span&gt; Prince, ex-chefe de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Kertész&lt;/span&gt;. Enfurecido, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;Kertész&lt;/span&gt; resolveu não trabalhar com revistas ilustradas nunca mais. Publicando ainda assim alguns trabalhos, o apogeu de sua fase surrealista - proveniente do fervilhão cultural europeu - como todos os outros, não teve o destaque que merecia. A sorte não permitiu a André Kertész que o mundo conhecesse em vida todo o legado que ele deixaria para a arte e para a fotografia, ainda que sua gama de assuntos fosse limitada. Da fotojornalismo ao movimento surrealista retratado por ele como por nenhum outro, o acaso mais uma vez, torna-se peça fundamental. Como Kertész - sem dúvida, meu preferido. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399399887322304354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 257px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Su6FlxwhT2I/AAAAAAAAA3k/HVcd7IVdoxM/s320/104cover.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399400513548288034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Su6GKOobgCI/AAAAAAAAA3s/THDhlRb0HmA/s320/Andre-Kertesz,-Underwater-S.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400639976440701826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SvLtcduFo4I/AAAAAAAAA5M/jNz1yQRYf6Q/s320/surrealismo+puro.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;André &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Kertész&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Da paixão para a expressão. É assim na fotografia, e assim que escrevo sobre minhas mais novas descobertas que meu amado curso me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;proporcionou&lt;/span&gt;: tais fotógrafos e tantos outros. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;Brassai&lt;/span&gt;, Molinier,&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt; Bresson... quem sabe ainda escrevo sobre esses também. - Claro, se eu ganhar algum ponto extra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-198792475028275856?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/198792475028275856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=198792475028275856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/198792475028275856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/198792475028275856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/10/com-amor-para-ronaldo-guerra.html' title='Com amor, para Ronaldo Guerra.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Su5uWBBLl5I/AAAAAAAAA2s/TAMMIgGx4Fk/s72-c/man+ray.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-3003278524498202707</id><published>2009-10-19T01:15:00.009-03:00</published><updated>2009-10-19T02:36:37.655-03:00</updated><title type='text'>le tourbillon de la vie</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Stv3e7w9x0I/AAAAAAAAA2c/EEpKgPOFuac/s1600-h/julet+et+jim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394177089517504322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Stv3e7w9x0I/AAAAAAAAA2c/EEpKgPOFuac/s320/julet+et+jim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em algumas situações, meu lado crítico de cinema clama por vir à tona. Observando de forma contínua minha evolução escrita, fica claro minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;pugna&lt;/span&gt; por determinados estereótipos de filmes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;hollywoodianos&lt;/span&gt; (em suma maioria) e minha clara devoção por alguns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;diretores&lt;/span&gt; - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Truffaut&lt;/span&gt; é um deles. Tentando despertar esse meu lado crítico após um final de semana repleto de filmes europeus, não podia deixar de comentar sobre uma de suas maiores obras-primas: &lt;strong&gt;Jules &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;et&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Jim&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que Henri-Pierre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Roché&lt;/span&gt;, algum dia pensou em obter tamanha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;projeção&lt;/span&gt; de sua imagem ao escrever esse livro? E será que de fato o teria, se casualmente, em um passeio por um dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;sebos&lt;/span&gt; de Paris, ninguém menos que o cineasta François &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Truffaut&lt;/span&gt;, encontrasse sua obra e decidisse a partir de então levá-la às telas? É muito provável que não. Ele era apenas mais um escritor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;anônimo&lt;/span&gt; em um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;fervilhão&lt;/span&gt; cultural que há muito havia se tornado a capital francesa. Mas o acaso fez com que assim não o fosse. E da literatura para o cinema, o "hino à vida" de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Truffaut&lt;/span&gt;, com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;extraordinária&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;atuação&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Jeanne&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Moreau&lt;/span&gt;, vem de forma única cantar o amor e a amizade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É 1962 e o libertário triângulo amoroso de Jules, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Jim&lt;/span&gt; e Catherine, vem com um desfecho surpreendente, diálogos eloquentes, incitações pertinentes. Reflexões &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;paradigmáticas&lt;/span&gt;. Aborto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;idéias&lt;/span&gt;. Relatos que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;sutilmente&lt;/span&gt;... incomodam. Por clamarem um pouco de nossas dúvidas e verdades. Contestar conceitos da sociedade. Como pode o cinema trazer tudo isso à tona em apenas 105 minutos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Pretenção&lt;/span&gt;. Pois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Truffaut&lt;/span&gt; vem provar que pode. E com classe!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lindo. Como o turbilhão da vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tudo isso, sem falar na trilha sonora...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1JH3O4HSs7g&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=1JH3O4HSs7g&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;feature&lt;/span&gt;=&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;player&lt;/span&gt;_&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;embedded&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-3003278524498202707?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/3003278524498202707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=3003278524498202707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3003278524498202707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3003278524498202707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/10/le-tourbillon-de-la-vie.html' title='le tourbillon de la vie'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Stv3e7w9x0I/AAAAAAAAA2c/EEpKgPOFuac/s72-c/julet+et+jim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4290715882199783110</id><published>2009-10-14T20:31:00.003-03:00</published><updated>2009-10-14T20:35:44.150-03:00</updated><title type='text'>Eu também sou desmedida.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;'Porque há desejo em mim, é tudo cintilância. '&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Hilda Hilst)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;'O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade...sei lá de quê!'&lt;br /&gt;(Florbela Espanca)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A moderação sempre me intrigou, não consigo compreendê-la direito e tenho um certo medo dessas pessoas deliberadas e pausadas, que pensam no que lentamente falam e fazem sempre o que devem fazer, nos limites que querem observar. Só consigo ser desabrida e só me dou efetivamente bem com os desabridos, seja como pessoas, seja como artistas ou seja como pensadores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4290715882199783110?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4290715882199783110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4290715882199783110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4290715882199783110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4290715882199783110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/10/eu-tambem-sou-desmedida.html' title='Eu também sou desmedida.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-7028187029803474297</id><published>2009-10-12T20:08:00.008-03:00</published><updated>2009-10-12T22:15:02.519-03:00</updated><title type='text'>Holanda: é pra lá que eu vou!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/StPOxq0op9I/AAAAAAAAA2U/Gt-SDKWJ91A/s1600-h/holanda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391880531596584914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/StPOxq0op9I/AAAAAAAAA2U/Gt-SDKWJ91A/s320/holanda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A nação holandesa surgiu como resultado da união de sete províncias que se rebelaram contra o domínio espanhol em 1579 e passaram a funcionar como uma federação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;independente&lt;/span&gt; a partir de 1588. Uma delas chamava-se Holanda, nome que depois passou a designar o conjunto das &lt;em&gt;Províncias Unidas dos Países Baixos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao contrário de outras regiões da Europa, onde ainda vigorava o sistema feudal, ou que haviam se constituído em monarquias absolutistas, as sete províncias dos Países Baixos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;adotaram&lt;/span&gt; a República como forma de governo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na República holandesa, cada província tinha autonomia para decidir suas questões internas. Além disso, em uma época em que a intolerância religiosa entre católicos e protestantes provocava sangrentos conflitos na Europa, a Holanda se tornou um símbolo da liberdade de crença.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A liberdade religiosa e a garantia de direitos políticos para a população civil fizeram com que muitas pessoas que sofriam perseguições em seu país de origem procurassem abrigo na Holanda. Ali, puderam publicar livremente jornais, panfletos e livros que logo se espalharam pela Europa. Em tais textos, os autores criticavam a Igreja católica e os regimes absolutistas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;circunstâncias&lt;/span&gt;, o século XVII foi de grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;efervescência&lt;/span&gt; cultural na Holanda. Poetas, intelectuais, músicos e filósofos formavam associações para melhor difundir suas obras e defender seus interesses. Alguns dos melhores pintores do norte da Europa, como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Frans&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Halls&lt;/span&gt;, Rembrandt &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;van&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Rijn&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Jan&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Vermeer&lt;/span&gt;, viviam e trabalhavam em território holandês. Ao mesmo tempo, dois dos filósofos precursores do Iluminismo - o inglês John &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Locke&lt;/span&gt; e o francês &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;René&lt;/span&gt; Descartes - residiram na Holanda, onde participaram dos debates intelectuais que, no século XVII, fizeram desse país um lugar de produção de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;idéias&lt;/span&gt; originais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez, faz-se necessário remontar à história, para entender porquê ainda hoje, a Holanda é um país à frente do seu tempo. Ela nasceu desafiando as tradições pragmáticas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;européias&lt;/span&gt;, e no século XXI, desafia os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;dógmas&lt;/span&gt; de uma civilização ainda influenciada pela cultura cristã. É o caso da legalização do aborto nesse país, e da existências de ONG's holandesas que viajam pelo mundo inteiro fazendo valer esse direito inerente ao sexo feminino. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais exemplos não faltam: a busca pelo aumento da taxa de natalidade permitindo relações sexuais em praça pública a partir das 11 da noite e o fato de ser o primeiro país no mundo a legalizar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;maconha&lt;/span&gt;, coloca de novo a Holanda no topo da liderança pela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;modernidade&lt;/span&gt; e pela adequação do ordenamento jurídico à realidade, o que falta ao extremo nos países &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;retrógrados&lt;/span&gt; e conservadores do mundo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;contemporâneo&lt;/span&gt;; como o nosso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Igreja era a culpada pelo atraso durante a Idade Média. E agora, a culpa é de quem?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-7028187029803474297?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/7028187029803474297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=7028187029803474297' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7028187029803474297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7028187029803474297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/10/holanda-e-pra-la-que-eu-vou.html' title='Holanda: é pra lá que eu vou!'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/StPOxq0op9I/AAAAAAAAA2U/Gt-SDKWJ91A/s72-c/holanda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-3651361882872124189</id><published>2009-10-08T21:08:00.009-03:00</published><updated>2009-10-08T21:53:23.101-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ana e o mar'/><title type='text'>dentro do sono</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Ss6CNFVXi4I/AAAAAAAAA2M/y7adzhqfbio/s1600-h/niver+em+moca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390388965290773378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Ss6CNFVXi4I/AAAAAAAAA2M/y7adzhqfbio/s320/niver+em+moca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A história de hoje começa no verão de 2006. É julho e Salinas é o palco principal. É o palco de histórias ímpares, improváveis, subversivas e inacreditáveis, como essa que conto agora. Acabo de chegar da minha viagem de 15 anos pela América do Norte, minha guia (de 17 anos na época), se tornara minha amiga e ia me dar uma carona pra praia. O motorista? seu irmão mais velho, ou o meu namorado, o amor da minha vida, se assim preferirem. Mas isso, na época eu ainda não sabia. E assim sucederam caronas atrás de caronas, todas as tardes, conversas tímidas, encontros casuais, amigos em comum, até o último dia de julho, no qual, por ironia do destino, eu tranquei o seu carro com a chave dentro. Tudo conspirava pra que ele me odiasse, mas assim não foi. Nossos melhores amigos se pegaram e surgiu uma vontade absurda de ambas as partes de formarem um novo casal: nós dois. Mas os desencontros da vida não deixaram que assim o fosse, pelo menos, não naquele ano. E olha que tentaram. Nossos relacionamentos paralelos também atrapalharam um pouco, mas quando chegou o dia, o 27 de abril de 2007, em que eu tive que ir tirar visto em Brasília e ele também, o acaso fez com que fôssemos juntos, na mesma excursão, mesmo vôo, mesma fileira de assentos (tá, isso nao foi o acaso, hahha). E a partir daí, duas metades começaram a se completar, se entender ao mesmo tempo. Em belém, tudo virou confusão. Um quebra-cabeça de cabeça para baixo. Intrigas que só com o tempo se tornaram risadas. Pessoas que no fim das contas só foram capazes de aumentar ainda mais a graça dessa história. Se ficamos juntos? não. Acho que no fundo, nem pretendíamos ainda. Só o tempo veio mostrar o que era certo. Afinal, onde já se viu o loro apaixonado por uma menina? Mas quem já conseguiu dominar o amor? O caso, é que ele foi atrás dessa menina, escreveu cartão, fez serenata, desenhou na neve, pixou o asfalto, mandou flores, pediu ela em casamento, gritou pra lua, e conseguiu. Conseguiu dominar o amor, o amor dela, o meu amor. Que há sete meses, me faz ser a pessoa mais completa que eu poderia ser. Revela em mim tudo o que há de belo e fascinante, como esse amor que enlouquece e entorpece toda vez que sinto um frio na barriga só de pensar em estar do teu lado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E que assim seja. Sempre: nossas palhaçadas, nossos filmes (e todos os outros que não conseguimos chegar ao fim), nossas comidinhas (as mais deliciosas tortas de banana, os temakis e as tuas pizzas que sempre saem queimadas), nossas músicas, cheiros, conversas, passeios, abraços, dengos, preguiças, teu conforto, nossos apelidos (alguns odiosos ¬¬ hahha), tua voz, teu cheiro, tua respiração forte, tuas implicâncias, nossas loucuras, nossos silêncios e até nossas brigas, sempre resolvidas no mesmo momento. Acho que nunca ficamos mais de 15 minutos sem nos falar. E eu amo isso. Amo nossas discussões sobre os mais variados assuntos. Contigo sei que posso sortear qualquer tema em uma caixinha e começar uma calorosa conversa sobre o mesmo. Amo cada momento, cada encontro, seja para uma cervejinha gelada, ou seja para uma noite capiciosa. Amo nossas situações improváveis, amo cada parte tua que eu fiz questão de decorar. Eu amo os sábados à noite. Eles são vermelhos, laranjas e amarelos. São fortes, são cores, são sensações. Na verdade eu amo a terça, a quarta, a quinta... só não a segunda porque a gente quase nunca se vê. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tu és a minha melhor companhia, meu desejo de sensações compartilhadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não precisamos de rótulos. Não precisamos de evidências. Só tenho a certeza de que quero dividir contigo todos os episódios da minha vida. Porque 'o sono de Mariana sempre chega antes do fim, na melhor parte da história que sua mãe insiste em lhe contar todas as noites.'&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-3651361882872124189?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/3651361882872124189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=3651361882872124189' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3651361882872124189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3651361882872124189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/10/dentro-do-sono.html' title='dentro do sono'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Ss6CNFVXi4I/AAAAAAAAA2M/y7adzhqfbio/s72-c/niver+em+moca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-9207403770027862800</id><published>2009-10-05T22:45:00.006-03:00</published><updated>2009-10-06T00:07:52.890-03:00</updated><title type='text'>Brasil x EUA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não há nas Américas dois países tão parecidos como Brasil e Estados Unidos, ambos terra de índios dizimados e gigantes continentais que apostaram na agricultura e na escravidão. Mas, por trás das semelhanças, existem diferenças cruciais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Brasil, os portugueses, depois de séculos sob a mística da poligamia moura, eram mais disponíveis aos impulsos dionisíacos diante da beleza das índias e das negras. Nos Estados Unidos, os ingleses brancos, caucasianos, não. Para os portugueses, a mulher era alvo e presa, e até padre católico se esgueirava nas sombras por um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;chamego&lt;/span&gt; de negra. Para os ingleses, a mulher era uma companheira e braço para o trabalho. Os portugueses chegaram sozinhos, sem mulher nem filhos, movidos pelo desejo de enriquecer e voltar à pátria-mãe, vitoriosos. Os ingleses, não. Vieram com família, dispostos a criar uma vida nova na nova terra. Nas pinturas que retratam as primeiras horas do Brasil e dos Estados Unidos, só no norte aparecem mães embalando berços. Os ingleses queriam fundar sua pátria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;calvinista&lt;/span&gt;. Os portugueses estavam em busca do Eldorado. Os ingleses eram colonizadores. Os portugueses, conquistadores. Longe da família, já com a cobiça pela riqueza tomando o lugar antes ocupado pela reverência católica à pobreza, o português, nos trópicos, fez-se outro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;caldeirão&lt;/span&gt; de diferenças e semelhanças nascem ordens políticas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;econômicas&lt;/span&gt; tão diferentes entre o norte e o sul. Mas por quê? As instituições decorrem das condições materiais de cada lugar ou são moldadas pelo interesse do colonizador?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que na verdade, isto é uma relação recíproca. Sejam as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;instituições&lt;/span&gt; produtos do meio ou do homem, ou um pouco de cada coisa, é certo que o atraso do Brasil resulta de sua riqueza inicial. É o paradoxo da abundância. A fartura de recursos naturais no raiar da colonização explica as instituições deformadas: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;exclusivistas&lt;/span&gt;, autoritárias, conservadoras. A relativa pobreza do norte da América Inglesa, onde a agricultura não convidava à escravidão e a propriedade privada da terra foi multiplicada, é a razão de suas instituições mais funcionais: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;homogêneas&lt;/span&gt;, igualitárias, democráticas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há como tentar buscar respostas para essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;discrepância&lt;/span&gt; absurda que separa o Brasil dos Estados Unidos no que diz respeito à educação e desenvolvimento, se não remontarmos à história. Os puritanos, que fugiam da perseguição anglicana na Inglaterra, vieram para as Américas com o propósito claro de fixar raízes rumo ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;progresso&lt;/span&gt; na nova terra, aquela, seria sua nova pátria. Ao passo que os portugueses tinham um único propósito: explorar nossas riquezas. Somos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;colônia&lt;/span&gt; de exploração, não de povoamento. Esse é um fardo que teremos que carregar para sempre. Grande parte do motivo de nosso atraso em relação ao norte. Somos 46 anos atrasados só na declaração de independência, por sinal, esta feita pelo próprio descendente na família Real de Bragança. Nos tornamos república de forma apática, sem nem tomar conhecimento. São 23 anos de atraso na abolição da escravatura. 112 na redução do analfabetismo. Algumas singelas amostras do porquê de uns 200 no quesito desenvolvimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O brasileiro se acha esperto, acha que dá um "jeitinho" para tudo. Jeitinho? Então por que nunca demos um 'jeitinho brasileiro' na reforma agrária e urbana? Por que todas as vezes que tentaram fazer isso acabaram sendo torturados por agentes secretos da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;CIA&lt;/span&gt;? Ou morreram misteriosamente no Uruguai, como foi o caso de João &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Gourlat&lt;/span&gt;. Queria ver ao menos uma vez na minha vida darem um jeitinho para o Brasil deixar de ser "o país do futuro" e se tornar o país do presente. Alguém conseguir chegar ao topo sem a ajuda da elite, ou o que seria mais difícil, sem o apoio norte-americano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É, a principal diferença está justamente aí: enquanto os americanos protestantes sempre trabalharam rumo ao progresso e ao desenvolvimento, os que mais tarde formariam o povo católico ocioso brasileiro - índios, negros e portugueses - já enraizavam o jeitinho brasileiro rumo à estagnação e à promessas de um futuro que não passa de ilusão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-9207403770027862800?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/9207403770027862800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=9207403770027862800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/9207403770027862800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/9207403770027862800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/10/brasil-x-eua.html' title='Brasil x EUA'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-3666401620213403073</id><published>2009-10-01T00:56:00.005-03:00</published><updated>2009-10-01T01:26:29.386-03:00</updated><title type='text'>Sobre a brevidade da vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vou tentar, nessa primeira madrugada de outubro, abordar mais uma vez - de maneira mais convincente (e por que não realista?) - esse tema. Isso porque meu primeiro texto sobre esse assunto não ficou do jeito que eu queria. Então é isso, pro lixo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas vamos lá, o filme "Cazuza - O tempo não pára" sempre me deixa com uma espécie de felicidade pensativa. Tento explicar por quê. Cazuza mordeu a vida com todos os dentes. Não só ele, mas muitos outros, que nos fazem ver a veracidade de melodias que cantem que os bons morrem jovens. A doença e a morte parecem ter-se vingado de sua paixão exagerada de viver. A partir daí, é impossível não perguntar-se mais uma vez: o que vale mais, a preservação de nossas forças, que garantiria uma vida mais longa, ou a livre procura da máxima intensidade e variedade de experiências? Digo que a pergunta apresenta-se "mais uma vez" porque a questão é hoje trivial e, ao mesmo tempo, persecutória. Obedecemos a uma proliferação de regras que são ditadas pelos progressos da prevenção. Ninguém imagina que comer banha, fumar, tomar pinga, usar entorpecentes químicos, transar sem camisinha e tomar, sei lá, nitratos com Viagra seja uma boa idéia. À primeira vista, parece lógico que concordemos sem hesitação sobre o seguinte: não há ou não deveria haver prazeres que valham risco de vida ou, simplesmente, que valham o risco de encurtar a vida. De que adiantaria um prazer que, por assim dizer, cortaria o galho sobre o qual estou sentado? Nós jovens, temos uma boa razão para desconfiar de uma moral prudente e um pouco avara que sugere que escolhamos sempre os tempos suplementares. É que a morte nos parece distante, uma coisa com a qual nos preocuparemos só mais tarde, muito mais tarde. Mas nossa vontade de caminhar sobre a corda bamba e sem rede não é apenas a inconsciência de quem pode esquecer que o "tempo não pára". É também (e talvez sobretudo) um questionamento que nos desafia: para disciplinar a experiência, será que temos outras razões que não sejam só a decisão de durar um pouco mais?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E é lógico que não temos. Mas até onde vale à pena durar 80 anos olhando pra trás sem ter vivido nenhum?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes 20 do que nada, porque a vida, meus amigos, é &lt;strong&gt;agora.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-3666401620213403073?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/3666401620213403073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=3666401620213403073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3666401620213403073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3666401620213403073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/10/sobre-brevidade-da-vida.html' title='Sobre a brevidade da vida'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4374769875691745128</id><published>2009-09-30T02:30:00.002-03:00</published><updated>2009-10-16T17:25:05.107-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mecânica celeste aplicada'/><title type='text'>yoñlu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O sol vê tudo, mas não conhece o amor de uma garota que tem o dom de deslocar, assim, a lua de netuno no ar. E quando a noite vem, e tráz consigo a dor, o sol se apaga e só um sonho a faz lembrar que a noite sempre vai ter fim. E eu aposto que ele nem sabe onde fica Erechim e não sabe o que é sofrer de amor. Mas, se é assim, ele está condenado a vagar por lugares sem luar. Se essa cidade te faz querer voltar, e se é saudade o que te leva para lá, é só sonhar que está em seu lugar. A pior coisa que Platão já inventou foi o amor que só tráz solidão. Mas ela vai reencontrar o chimarrão e a amizade num solstício de verão; de verão...&lt;br /&gt;;~&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4374769875691745128?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4374769875691745128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4374769875691745128' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4374769875691745128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4374769875691745128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/09/yonlu.html' title='yoñlu'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-7472129619561999254</id><published>2009-09-29T00:48:00.005-03:00</published><updated>2009-09-29T00:56:11.653-03:00</updated><title type='text'>acrópole</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SsGEMZkB4DI/AAAAAAAAA18/5ghW-3CXKIs/s1600-h/acropole.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386731977867124786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 360px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SsGEMZkB4DI/AAAAAAAAA18/5ghW-3CXKIs/s400/acropole.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O epicentro, o lugar de origem de todo o pensamento - e conhecimento - ocidental. Talvez a Acrópole seja para mim o que o muro das lamentações seja para um judeu, o que o Vaticano ou o Santo Sepulcro seja para um cristão, o que a Meca seja para um muçulmano. A única diferença, é que a &lt;em&gt;minha&lt;/em&gt; Meca, está em ruínas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-7472129619561999254?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/7472129619561999254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=7472129619561999254' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7472129619561999254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7472129619561999254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/09/acropole.html' title='acrópole'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SsGEMZkB4DI/AAAAAAAAA18/5ghW-3CXKIs/s72-c/acropole.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4079345229627362598</id><published>2009-09-23T02:01:00.002-03:00</published><updated>2009-09-23T02:05:42.977-03:00</updated><title type='text'>Todo dia de manhã...</title><content type='html'>é nostalgia das besteiras que fizemos ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ontem em diante serei o que sou no instante agora&lt;br /&gt;Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa&lt;br /&gt;Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada ]&lt;br /&gt;[ são coisas distintas&lt;br /&gt;Separadas pelo canto de um galo velho&lt;br /&gt;Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho&lt;br /&gt;Do versículo e da profecia&lt;br /&gt;Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?&lt;br /&gt;Minha vida inteira é meu dia inteiro&lt;br /&gt;Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!&lt;br /&gt;Minha mochila de lanches?&lt;br /&gt;É minha marmita requentada em banho Maria!&lt;br /&gt;Minha mamadeira de leite em pó&lt;br /&gt;É cerveja gelada na padaria&lt;br /&gt;Meu banho no tanque?&lt;br /&gt;É lavar carro com mangueira&lt;br /&gt;E se antes um pedaço de maçã&lt;br /&gt;Hoje quero a fruta inteira&lt;br /&gt;E da fruta tiro a polpa&lt;br /&gt;Da puta tiro a roupa&lt;br /&gt;Da luta não me retiro&lt;br /&gt;Me atiro do alto e que me atirem no peito&lt;br /&gt;Da luta não me retiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4079345229627362598?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4079345229627362598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4079345229627362598' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4079345229627362598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4079345229627362598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/09/todo-dia-de-manha.html' title='Todo dia de manhã...'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-9172501654425435185</id><published>2009-09-22T01:24:00.004-03:00</published><updated>2009-09-22T01:31:27.611-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='da minha mais nova aquisição literária: Assim falava Zaratrusta - Friedrich Nietzsche'/><title type='text'>"Compaixão para com todos!"</title><content type='html'>- isto seria dureza e tirania com &lt;em&gt;você&lt;/em&gt;, caro próximo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-9172501654425435185?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/9172501654425435185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=9172501654425435185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/9172501654425435185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/9172501654425435185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/09/compaixao-para-com-todos.html' title='&quot;Compaixão para com todos!&quot;'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-8358095627439930796</id><published>2009-09-14T21:32:00.005-03:00</published><updated>2009-09-14T22:54:20.223-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='14º concurso nacional de redação'/><title type='text'>A semiótica do imaginário utópico.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todo entendimento é histórico. E como defende o jurista e filósofo François Ost, é somente com o caminhar historiográfico que os costumes são reciclados, as instituições evoluem e o conhecimento humano é aprimorado. Tendo em vista essa concepção, toda revolução é um meio que nunca poderá alcançar seu fim. Isso porque, toda revolução prega uma drástica ruptura histórica, ruptura de costumes, de identidade e de valores, a qual a massa, nunca irá permitir-se fazer, por mais forte e penetrante que seja a propaganda ideológica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É por isso que todo golpe de Estado acaba tornando-se tirânico. Foi assim com a Revolução Francesa, onde os jacobinos incumbiram-se de levar à guilhotina até seus próprios filhos. Consolidada repressoramente por Napoleão Bonaparte, a opressão continuou a mesma, só mudou o sujeito da oração. Oliver Cromwell na Revolução Inglesa, carregou para si a missão de pôr fim ao absolutismo tornando-se um ditador militar. E assim sucedeu na URSS de Stálin, em Cuba de Fidel Castro, na China de Mao Tsé-Tung, na Alemanha nazista de Hitler. Todos os regimes totalitários os quais se têm notícia surgiram de revoluções ou golpes de Estado. Em parte também, porque uma elite uma vez destronada, nunca aceitará sair passivamente do poder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para que serve então a revolução? Que valor tem os ideais utópicos? É preciso lhes fazer justiça. Pois é através das idéias revolucionárias que o homem tem se permitido viver de forma mais digna. Os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade pregados na Revolução Francesa influenciaram países do mundo inteiro a lutar por uma vida mais justa. É o caso da Declaração de Independência dos Estados Unidos, que nasceu desafiando a tradição monárquica européia prometendo a igualdade entre os seus habitantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Declaração Universal dos Direitos Humanos em 10 de dezembro de 1948, nunca teria tornado-se possível caso não fosse a árdua defesa de Voltaire do que seria os chamados Direitos Fundamentais em 1789. A carga horária máxima de trabalho, as férias remuneradas e a proibição do trabalho infantil, não estariam presentes na vida do trabalhador do século XXI se não fosse as incontáveis lutas e greves do operariado no século XX, inspiradas pelos ideais marxistas. Por isso, "proletários de todo o mundo, uni-vos!", porque o que permite o evolucionismo ao caminhar histórico não é propriamente a subversão à ordem vigente, mas sim, as minhas, as suas, as nossas idéias - revolucionárias, utópicas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;(Ana Cecília Sabbá)&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;(Eduardo Galeano)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-8358095627439930796?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/8358095627439930796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=8358095627439930796' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8358095627439930796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8358095627439930796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/09/semiotica-do-imaginario-utopico.html' title='A semiótica do imaginário utópico.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2635411971306930845</id><published>2009-09-10T02:21:00.007-03:00</published><updated>2009-09-12T19:18:06.018-03:00</updated><title type='text'>Noel Rosa x Wilson Batista</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SqiShIDSS9I/AAAAAAAAA1o/6LBrJt97yn8/s1600-h/noel-batista.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379710852688661458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SqiShIDSS9I/AAAAAAAAA1o/6LBrJt97yn8/s400/noel-batista.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A polêmica briga musical de Noel Rosa (1910-1937) com Wilson Batista (1913-1968) durou menos de três anos, mas rendeu músicas interessantes e virou parte do folclore musical brasileiro. Quando o entrevero começou, na década de 1930, o boêmio da Vila já era um respeitado compositor, freqüentador da Lapa, amigo de famosos e com o nome feito no meio radiofônico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já o garoto Wilson ainda era um aprendiz, candidato a malandro e disposto a qualquer coisa para se tornar conhecido. Justamente por isso muitos até hoje não entendem por que Noel começou a rixa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Wilson Batista, que entraria para a história como um grande sambista da década de 1940, estava apenas começando a carreira quando compôs Lenço no Pescoço. A música foi a sua terceira gravação e, em versos simples, fazia apologia à malandragem:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;LENÇO NO PESCOÇO - 1933&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Wilson Batista)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu chapéu do lado&lt;br /&gt;Tamanco arrastando&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lenço no pescoço&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Navalha no bolso&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu passo gingando&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Provoco e tenho orgulho&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em ser tão vadio&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu chapéu do lado...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que eles falam&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deste meu proceder&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu vejo quem trabalha&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Andar no miserê&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sou vadio&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque tive inclinação&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu me lembro, era criança&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tirava samba-canção&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comigo não&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu quero ver quem tem razão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu chapéu do lado...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ele toca&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E você canta&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu não dou&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ai, meu chapéu do lado...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por que Noel Rosa teria se importado tanto com a música a ponto de dar a ela uma resposta? Há quem diga que seria por influência de um amigo, chamado Orestes Barbosa. Ele teria escrito: "num momento em que se faz a higiene poética do samba, a nova produção de Sílvio Caldas, pregando o crime por música, não tem perdão". Mais tarde, a música seria censurada pela Confederação Brasileira de Radiofusão, em nome da moralidade e do respeito às autoridades constituídas - no primeiro governo de Vargas, onde a cultura midiática tentava dar vazão à imagem do homem trabalhador, e sucumbir a figura do malandro em algo nocivo, criminoso e repudiante à sociedade, como assim pregava a política (e a polícia) varguista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas e Noel? O que ele teria contra a figura do malandro? Na verdade, Noel tinha simpatia por ela, que estava presente em muitas de suas músicas. Apenas a influência de Orestes Barbosa talvez não justificasse sua resposta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí é que entra uma versão mais apimentada da história. Wilson Batista havia se engraçado com uma morena, freqüentadora da Lapa e que também teria atraído a atenção de Noel Rosa. Só que os argumentos de Wilson foram mais fortes, e ele ficou com a moça, deixando Noel desapontado e ansioso para revidar na primeira oportunidade. A letra de Lenço no Pescoço era a desculpa que Noel precisava para dar uma lição no moleque atrevido. E com a arma que o poeta melhor sabia manejar: o samba. Assim, Noel compôs Rapaz Folgado, com endereço certo ao seu rival:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAPAZ FOLGADO - 1933&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Noel Rosa)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixa de arrastar o teu tamanco...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois tamanco nunca foi sandália&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tira do pescoço o lenço branco,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Compra sapato e gravata,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Joga fora essa navalha&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que te atrapalha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com chapéu do lado deste rata...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da polícia quero que escapes&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fazendo samba-canção&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Eu) Já te dei papel e lápis&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arranja um amor e um violão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Malandro é palavra derrotista...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que só serve pra &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo o valor do sambista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Proponho ao povo civilizado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não te chamar de malandro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E sim de rapaz folgado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rapaz Folgado só seria gravada em 1938, por Aracy de Almeida, mas já circulava de boca em boca nos meios freqüentados pelos compositores. Todos sabiam que a alfinetada era para Wilson, que não engolia provocações. "Brigar" com Noel era uma excelente chance para ficar famoso. Batendo na caixinha de fósforos e escrevendo a letra em papel de maço de cigarro, Wilson compôs a tréplica logo em seguida, intitulada Mocinho da Vila:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;MOCINHO DA VILA - 1934&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Wilson Batista)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você, que é mocinho da Vila,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fala muito em violão,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barracão e outras coisas mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se não quiser perder o nome,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cuide do seu microfone,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E deixe quem é malandro em paz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Injusto é seu comentário,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fala de malandro quem é otário,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas falando não se faz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, de lenço no pescoço,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desacato&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E também tenho o meu cartaz &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Considerada fraca na letra e na melodia, a criação de Wilson foi ignorada por Noel, que continuou a escrever sambas sem nenhuma relação com o debate musical. Um desses sambas foi o belíssimo Feitiço da Vila, cuja versão original fora interpretada por João Petra de Barros em 1934:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;FEITIÇO DA VILA - 1934&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Noel Rosa - Oswaldo Gogliano [Vadico])&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem nasce lá na Vila&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem sequer vacila&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao abraçar o samba&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que faz dançar os galhos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do arvoredo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E faz a lua nascer mais cedo!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá em Vila Isabel&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem é bacharel&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tem medo de bamba&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São Paulo dá café,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minas dá leite&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a Vila Isabel dá samba!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Vila tem um feitiço sem farofa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem vela e sem vintém&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que nos faz bem...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tendo nome de Princesa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Transformou o samba&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num feitiço decente&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que prende a gente...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O sol da Vila é triste&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Samba não assiste&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque a gente implora:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sol, pelo amor de Deus,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não venha agora&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que as morenas vão logo embora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei por onde passo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei tudo que faço&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paixão não me aniquila...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas tenho que dizer:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Modéstia à parte,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meus senhores, eu sou da Vila! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta exaltação ao bairro de Vila Isabel, podemos sentir claramente a boemia, tão presente na vida de Noel Rosa e responsável pelo agravamento de sua doença (tuberculose). Na canção, Noel implorava para que o sol não nascesse, pois a roda de samba terminaria e as mulheres iriam para casa. Vale destacar também a beleza da imagem de galhos balançando ao som do samba.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outra referência interessante é feita à política do café com leite de São Paulo e Minas Gerais. Apesar de a política ter se encerrado em 1930, ela ainda estava bastante presente na memória das pessoas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No programa Case, da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, Noel criou novos versos para o já sucesso Feitiço da Vila. Esses versos são fundamentais para se compreender a provocação seguinte de Wilson Batista:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Versos adicionais de Feitiço da Vila&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem nasce pra sambar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chora pra mamar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em ritmo de samba.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu já saí de casa olhando a lua&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E até hoje estou na rua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A zona mais tranqüila&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a nossa Vila&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O berço dos folgados;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há um cadeado no portão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque na Vila não há ladrão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos novos versos, Noel fez uma volta à infância, não só na referência ao choro pra mamar em ritmo de samba, mas, sobretudo, aos tempos em que a Vila Isabel gozava a má fama de atrair ladrões. Segundo Noel, esse tempo já teria passado, e o bairro podia se orgulhar de dormir sem cadeado nos portões. Nesse momento, Wilson Batista viu uma oportunidade de entrar novamente em ação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde que sua canção Mocinho da Vila fora ignorada por Noel, Wilson Batista estava fora de cena. Ainda fiel ao sonho de ser famoso e sabedor de que nenhum compositor popular brasileiro estava tão em evidência quanto Noel, Wilson não perdeu tempo e escreveu Conversa Fiada:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;CONVERSA FIADA - 1935&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Wilson Batista)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É conversa fiada&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizerem que o samba&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Vila tem feitiço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu fui ver pra crer&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E não vi nada disso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Vila é tranqüila,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém é preciso cuidado:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de irem dormir,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dêem duas voltas no cadeado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu fui lá na Vila ver o arvoredo se mexer&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E conhecer o berço dos folgados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A lua nessa noite demorou tanto,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assassinaram-me um samba.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Veio daí o meu pranto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Noel não podia ignorar a nova canção. O ajustamento de ritmo e a bela melodia já continham elementos que permitiam antever o grande sambista que Wilson Batista seria. A música era indiscutivelmente bem-feita, e o bairro de Vila Isabel tinha sido debochadamente atacado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O contra-ataque tinha que ser definitivo, mortal e em grande estilo. Veio na forma de um samba intitulado Palpite Infeliz - um dos mais populares e bem elaborados de toda a obra de Noel.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PALPITE INFELIZ - 1935&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Noel Rosa)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem é você que não sabe o que diz?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu Deus do céu, que palpite infeliz!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Salve Estácio, Salgueiro, Mangueira, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oswaldo Cruz e Matriz&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que sempre souberam muito bem&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que a Vila não quer abafar ninguém,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só quer mostrar que faz samba também.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fazer poema lá na Vila é um brinquedo,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao som do samba dança até o arvoredo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu já chamei você pra ver,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você não viu porque não quis&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem é você que não sabe o que diz?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem é você que não sabe o que diz?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu Deus do céu, que palpite infeliz!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Salve Estácio, Salgueiro, Mangueira,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oswaldo Cruz e Matriz&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que sempre souberam muito bem&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que a Vila não quer abafar ninguém,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só quer mostrar que faz samba também.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Vila é uma cidade independente&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que tira samba mas não quer tirar patente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra que ligar a quem não sabe&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aonde tem o seu nariz?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem é você que não sabe o que diz?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obra-prima da música brasileira, o samba ficaria para sempre na memória do povo e de Wilson Batista. Logo no primeiro verso, Noel chama atenção para o fato de o rival ainda não ser tão conhecido: "Quem é você que não sabe o que diz?". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais do que provocativa, Palpite Infeliz também é uma obra integradora, que promove a confraternização do mundo do samba. A canção defende a Vila Isabel com elegância, sem colocá-la acima de Estácio de Sá, Salgueiro ou Mangueira. Para Noel, a disputa estava encerrada. Já Wilson pensava diferente, e a nova resposta veio com um golpe baixo intitulado Frankenstein da Vila. O samba era uma pilhéria com Noel, satirizando a sua feiúra provocada pelo defeito que tinha no queixo, causado por um acidente na hora do parto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FRANKENSTEIN DA VILA - 1936&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Wilson Batista)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Boa impressão nunca se tem&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando se encontra um certo alguém,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que até parece o "Frankenstein".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, como diz o rifão,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por uma cara feia,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perde-se um bom coração.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre os feios estás na primeira fila,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu te batizo "Fantasma da Vila".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa indireta é contigo,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E depois não vás dizer&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que eu não sei o que digo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Sou teu amigo)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algumas testemunhas afirmam que Noel não deu importância ao samba, achando até graça do deboche. Outros garantem que a história não foi bem assim. Cícero Nunes, companheiro de muitas cervejadas, jura ter visto Noel chorar ao tocar no assunto. Ainda no mesmo ano, Wilson escreveu Terra de Cego, e cantou o samba para Noel no Café Leitão:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;TERRA DE CEGO - 1936&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Wilson Batista)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perde a mania de bamba&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos sabem qual é&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O teu diploma no samba.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;És o abafa da Vila, eu bem sei,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas na terra de cego&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem tem um olho é rei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra não terminar a discussão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não deves apelar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para um barulho na mão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em versos podes bem desabafar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois não fica bonito&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um bacharel brigar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Noel gostou da melodia, mas pediu para trocar a letra no próprio botequim. Como Wilson também havia andado de namoro com Ceci - uma antiga paixão de Noel Rosa -, a nova letra foi dedicada a ela. Com a música pronta, Noel viveu um "amor de parceria": a mulher era Ceci; o parceiro, Wilson Batista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;DEIXA DE SER CONVENCIDA - 1936&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Noel Rosa - Wilson Batista)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixa de ser convencida&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos sabem qual é&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teu velho modo de vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;És uma perfeita artista, eu bem sei,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também fui do trapézio,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até salto mortal&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No arame eu já dei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Muita medalha eu ganhei!)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E no picadeiro desta vida&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Serei o domador,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Serás a fera abatida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conheço muito bem acrobacia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso não faço fé&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em amor, em amor de parceria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era o fim de uma briga musical da qual pouca gente tomou conhecimento na época (com exceção do meio artístico). É difícil saber até que ponto Noel guardou alguma mágoa ou ressentimento, principalmente com relação ao samba Frankenstein da Vila. Quanto a Wilson, façamos justiça: não foi por causa da rixa que ele se tornou alguém na vida. Seu tempo chegou pelo próprio talento - ainda que, em minha opinião, Noel Rosa fosse superior musicalmente falando. Noel faleceu em maio de 1937. E a Wilson restou saudade, respeito e grande admiração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2635411971306930845?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2635411971306930845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2635411971306930845' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2635411971306930845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2635411971306930845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/09/noel-rosa-x-wilson-batista.html' title='Noel Rosa x Wilson Batista'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SqiShIDSS9I/AAAAAAAAA1o/6LBrJt97yn8/s72-c/noel-batista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4873196082781152488</id><published>2009-09-09T02:13:00.003-03:00</published><updated>2009-09-09T02:22:41.476-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura brasileira'/><title type='text'>.:. Ismália</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Quando Ismália enlouqueceu,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Pôs-se na torre a sonhar...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Viu uma lua no céu,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Viu outra lua no mar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;No sonho em que se perdeu,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Banhou-se toda em luar...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Queria subir ao céu,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Queria descer ao mar...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E, no desvario seu,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Na torre pôs-se a cantar...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Estava perto do céu,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Estava longe do mar...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E como um anjo pendeu&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;As asas para voar...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Queria a lua do céu,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Queria a lua do mar...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;As asas que Deus lhe deu&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ruflaram de par em par...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Sua alma subiu ao céu,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Seu corpo desceu ao mar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alphonsus de Guimarães - 2ª geração romântica; Um dos meus poemas preferidos de todos os tempos. Mesmo com as três escolas literárias necessárias para destronar o romantismo - parnasianismo, naturalismo e realismo - ainda sim, o romântico do século XIX é tão atemporal e onipresente, que sempre vai estar intrínseco à contemporaneidade da nossa literatura. E diga-se de passagem, que literatura.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4873196082781152488?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4873196082781152488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4873196082781152488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4873196082781152488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4873196082781152488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/09/ismalia.html' title='.:. Ismália'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-234793800638848146</id><published>2009-09-08T01:32:00.005-03:00</published><updated>2009-09-08T01:56:34.171-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='geopolítica internacional'/><title type='text'>O Irã dos aiatolás</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há 30 anos, a revolução iraniana derrubou a ditadura sangrenta do xá Rheza Pahlevi, aliado incondicional dos Estados Unidos, e conduziu ao poder o aiatolá Khomeini, líder xiita que convocava os islâmicos de todo o mundo a combater as superpotências da época - Estados Unidos e União Soviética (que, no final de 1979, invadiria o vizinho Afeganistão). Inaugurava-se então, uma nova etapa no cenário político internacional, que colocava o mundo islâmico - e o Irã - no centro do jogo de xadrez planetário. Ao contrário, porém, de uma imagem construída pela mídia que procura mostrar o Irã como um país governado por loucos radicais, preocupados em explodir o mundo com bombas atômicas e avesso à reflexão política, o regime iraniano é resultado de uma história bastante complexa e ainda em desdobramento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo esse jogo de forças contraditórias, por vezes antagônicas, reflete uma sociedade dinâmica e em transformação. Um dos reflexos mais óbvios disso é o poder de sedução do cinema iraniano, considerado um dos mais inovadores do mundo contemporâneo. A revolução de 1979, para além de todas as simplificações e caricaturas feitas pela mídia, escapou à lógica das superpotências, ao desafiar ambas. A revolução aparentemente oferecia ao mundo uma alternativa que escapava à lógica dos grandes blocos, e conferia ousadia, dignidade e autoconfiança a toda uma região do Terceiro Mundo que, durante todo o século XX, foi superexplorada, marginalizada e humilhada pelas potências. Pagou um elevado preço por isso: para desestabilizar a revolução, e com a cumplicidade de Sadam Hussein, Washington e Moscou fomentaram guerra contra o Iraque, que, nos anos 80, ceifou pelo menos 1,5 milhão de vidas dos dois lados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É por essa razão que, xiita ou sunita, fundamentalista ou não, árabe ou não-árabe, ninguém poderia ficar indiferente à revolução de 1979. Bem ou mal, ela foi a única revolução que suportou, praticamente sem fissuras, os dramáticos feitos da queda do Muro de Berlim (em 9 de novembro de 1989), e que mantém uma certa coerência política interna face à nova ordem pós-Guerra Fria, apesar de todas as divergências internas. A revolução de Khomeini se alimenta do mito do Estado igualitarista muçulmano, assim como alimenta esse mito. Este é um dos segredos do seu fascínio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-234793800638848146?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/234793800638848146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=234793800638848146' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/234793800638848146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/234793800638848146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/09/o-isla-dos-aiatolas.html' title='O Irã dos aiatolás'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-1447377378176662116</id><published>2009-09-05T20:19:00.006-03:00</published><updated>2009-09-05T20:40:21.301-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ANEL - Associação Nacional dos Estudantes Livres'/><title type='text'>É piada de calão...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SqL0nLpiQiI/AAAAAAAAA1Y/I-ODwAefkjg/s1600-h/IMG_0440.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378129859012870690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SqL0nLpiQiI/AAAAAAAAA1Y/I-ODwAefkjg/s320/IMG_0440.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SqL0D4YtcbI/AAAAAAAAA1Q/AxXbfqS1mO0/s1600-h/IMG_0436.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378129252546605490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SqL0D4YtcbI/AAAAAAAAA1Q/AxXbfqS1mO0/s320/IMG_0436.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SqLzB0x8IqI/AAAAAAAAA1I/-nz75ROzAKc/s1600-h/IMG_0440.jpg"&gt;&lt;/a&gt;tem dinheiro pro Sarney, mas não tem pra educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-1447377378176662116?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/1447377378176662116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=1447377378176662116' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1447377378176662116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1447377378176662116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/09/e-piada-de-calao.html' title='É piada de calão...'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SqL0nLpiQiI/AAAAAAAAA1Y/I-ODwAefkjg/s72-c/IMG_0440.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-6651595037629755579</id><published>2009-09-02T20:49:00.009-03:00</published><updated>2009-09-03T02:39:06.246-03:00</updated><title type='text'>corrupção é a lei</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Sp9UxI3V5wI/AAAAAAAAA04/F9VXorqpYDE/s1600-h/sarney.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377109683273590530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Sp9UxI3V5wI/AAAAAAAAA04/F9VXorqpYDE/s320/sarney.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem assistiu ao discurso de José Sarney no senado pôde perceber muito bem que a pressão exercida sobre o senador já o está afetando gravemente. Não que ele vá ceder e render-se à vontade popular, afinal de contas ele não é da estirpe de políticos que se preocupa com a opinião que o povo tem. Vive numa redoma criada por seu ego e pela ilusão alimentada por aduladores e por pessoas que o fazem “um grande homem” apenas para usufruírem das benesses que uma figura como ele pode produzir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A situação o está afetando principalmente porque está acabando com a sua capacidade de inventar desculpas para todos os crimes que lhe são imputados. Chamar a matéria publicada no jornal &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090818/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O Estado de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de nazista e colocar-se como um indefeso cidadão, diante de uma corporação gigante e perversa, é faltar com a verdade. Essa postura é muito mais grave do que mentir sobre supostos desvios de verbas, nepotismo e sobre a autoria de toda sorte de irregularidade das quais o acusam. É querer enganar o povo com mais uma mentira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois, mesmo não havendo a “Lei de Imprensa” e o “Direito de Resposta”, assegurado numa lei criada por uma ditadura (que, aliás, ele apoiou de corpo e alma), Sarney poderia defender-se com uma arma infalível e que desmoralizaria o jornal nazista de uma vez por todas: a verdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se as acusações que lhe são feitas, quase a cada dia, são mentiras orquestradas por uma imprensa má e a serviço da oposição golpista; porque o nobre senador não apresenta a verdade? Um processo judicial, no mais estrito caráter democrático, com a apresentação de documentos que comprovem a lisura de suas ações; a não participação dele em qualquer falcatrua; a origem de sua fortuna e de seu patrimônio gigantesco construído com o suor de seu rosto; a inexistência de qualquer facilidade por parte de empreiteiras e outras empresas ganhadoras de contratos governamentais em sua fortuna pessoal e a de seus filhos. Tudo isso iria desmascarar a atitude nazista e suja de um jornal pago para denegrí-lo e afrontá-lo. Isso era o que eu faria se não devesse nada a ninguém. E nem tentaria usar um desembargador, amigo da família, para censurar ninguém (diga-se de passagem com total silêncio do CNJ e das autoridades jurídicas da nação).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, o nobre senador, adora ocupar a tribuna e negar que conhece um apadrinhado contratado por um ato secreto para, logo depois, ser desmascarado pela mídia nazista com uma foto dele sendo padrinho de casamento do tal “desconhecido”. Quantos de vocês foram convidados para serem padrinhos de casamento de desconhecidos? Eu nunca conheci ninguém; e vocês?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nobre senador também adora dizer que desconhece fatos relacionados com os atos secretos. Mas, em seguida, é desmascarado pela mídia golpista e nazista com uma gravação onde, de própria voz, diz que “vai dar um jeitinho” de contratar alguém que está listado nos mesmos atos secretos que ele dizia desconhecer e com os quais nega relação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao defender-se tão veementemente na tribuna, Sarney esqueceu de refutar as denúncias sobre um dos apartamentos (lhe foram impostas a propriedade de três apartamentos dados pela empreiteira e ele falou apenas de dois). Talvez, pela idade avançada ele tenha “se esquecido-se” do outro imóvel. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por que, ao invés de colocar tudo às claras e desmascarar de uma vez por todas a mídia golpista, nazista e descarada; Sarney prefere se fechar e impedir o acesso ao senado criando uma bolha de obscuridade ao redor de si?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sarney se diz vítima de um processo Kafkiano, em que não sabe quem o acusa e nem do que é acusado. Ora senador, kafikiana é a sua defesa. Ao invés de apelar para a defesa de sempre (de que não é um homem comum) e recitar até cansar a ladainha do injustiçado e o jargão “um homem como eu”; coloque-se diante da realidade republicana a qual todos os brasileiros deveriam exigir: todos são iguais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há mais espaços para “homens como eu”; para “pessoas acima de qualquer suspeita”; para “biografias” e, muito menos, para coronéis. No século XXI a política deve ser regida por um único parâmetro: a probidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a pena para os que se distanciam desse parâmetro pode até não ser a cadeia (e aqui realmente não será tão cedo). Mas, numa sociedade séria e preocupada com a lisura de suas instituições, deveria ser o ostracismo político. Assistimos a isso nos recentes escândalos na Inglaterra e nos EUA. Os mesmos que seus defensores citam frequentemente para defendê-lo e defenderem-se. Afinal de contas, se todo mundo faz; podemos fazer também.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A diferença, nobre senador, é que lá fora se compreende que a corrupção é um mal inerente ao ser humano. Mas também se entende que alguém que caia em tentação uma vez; cairá sempre. Assim, se esses “nobres senhores” não são presos; perdem para sempre a possibilidade de elegerem-se. Nessas sociedades, o político “cara-de-pau” não é tolerado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não se preocupe, no dia em o Brasil deixar de ser exemplo de país corruptível e de possuir uma polícia corrupta - da qual todos os cidadãos se beneficiam e, ao meu ver, assim querem que seja -, todos verão como são frágeis e irrisórios os argumentos que o senhor usa hoje. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pense nisso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-6651595037629755579?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/6651595037629755579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=6651595037629755579' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6651595037629755579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6651595037629755579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/09/corrupcao-e-lei.html' title='corrupção é a lei'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Sp9UxI3V5wI/AAAAAAAAA04/F9VXorqpYDE/s72-c/sarney.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-7597861176966727285</id><published>2009-08-31T23:15:00.011-03:00</published><updated>2009-09-01T02:29:50.538-03:00</updated><title type='text'>Freud explica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E explica tão bem a psique humana que fica difícil não acreditar na relação &lt;em&gt;consciente x &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;subconsciente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; traçada pela psicologia profunda, ou pela psicanálise. Filho ilegítimo de sua época, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;revolucionou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; todo os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;dógmas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e pragmatismos existentes, com uma teoria - que mesmo seguindo a corrente naturalista de explicação empírica - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;virtuava&lt;/span&gt; por um rumo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;radicalmente&lt;/span&gt; diferente de todos os outros traçados pelos filósofos e cientistas do final do século XIX, e até mesmo, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;milênios&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; anteriores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após um longo período de experiência com pacientes, Freud chegou à conclusão de que a consciência humana era apenas uma parte da psique. A consciência seria mais ou menos como a ponta de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;iceberg&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que se eleva para além da superfície da água. Sob a superfície, ou sob o limiar da consciência está o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;subconsciente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, ou o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;inconsciente&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não podemos ter presente em nossa consciência, o tempo todo, todas as experiências que vivemos. Mas tudo o que pensamos ou vivemos e tudo de que nos lembramos quando pomos a cabeça para funcionar Freud chama de "pré-consciente". A expressão "inconsciente" significa, para Freud, tudo o que reprimimos. Quer dizer, tudo que nós queremos nos esquecer a qualquer preço por considerarmos desagradável, indecoroso ou repulsivo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este mecanismo funciona em todas as pessoas sadias. Para algumas pessoas, porém, o ato de banir tais pensamentos desagradáveis ou proibidos é algo tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;estressante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que elas ficam doentes. É que aquilo que foi reprimido desta forma, continua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;tentando&lt;/span&gt; emergir para o nível da consciência, de sorte que cada vez mais energia é despendida para se manter tais impulsos longes da crítica do consciente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivemos sob a constante &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;pressão&lt;/span&gt; de pensamentos reprimidos, que tentam se libertar do inconsciente. Por isso é que muitas vezes dizemos e fazemos coisas que na verdade 'não tínhamos a intenção de fazer' - principalmente quando estamos bêbados ou entorpecidos. Dessa forma, o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;inconsciente&lt;/span&gt; também pode guiar nossos sentimentos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ações&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Freud dizia que nossa vida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;cotidiana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; está repleta de tais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ações&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; inconscientes. Muitas vezes nos esquecemos do nome de certa pessoa ou tropeçamos em nossas próprias palavras e acabamos trocando letras e nomes. Ele achava que tais &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;atos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;falhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; podiam nos revelar nossos segredos mais íntimos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não podemos escapar de nossos impulsos inconscientes. O segredo está em não se desgastar demais ao se empurrar as coisas desagradáveis para o inconsciente. Um neurótico é justamente alguém que despende energia demais na tentativa de banir de seu consciente tudo aquilo que o incomoda. São as chamadas "experiências traumáticas", muitas vezes, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;advindas&lt;/span&gt; desde a infância - trazidas à tona como assunto para texto por ninguém menos que o mestre do suspense &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Alfred&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; H&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;itchcock&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, em "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Marnie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, confissões de uma ladra" nesta última sexta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os caminhos utilizados por Freud para chegar a tais traumas, e a partir da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;liberação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; dos mesmos do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;inconsciente&lt;/span&gt;, curar seu paciente, podia ser tanto pelo método da &lt;em&gt;livre associação&lt;/em&gt; ou através da &lt;em&gt;interpretação de sonhos - &lt;/em&gt;para ele, por meio dos quais nossos pensamentos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;inconscientes&lt;/span&gt; tentam se comunicar com nosso consciente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Freud influenciou a arte, a literatura, as vanguardas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;européias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, o movimento surrealista do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;iní&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;cio&lt;/span&gt; do século XX - que tentava a todo custo libertar o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;inconsciente&lt;/span&gt;, o devaneio, seja através do automatismo artístico ou da transposição onírica. Os surrealistas tentavam se aproveitar disso e buscavam um estado em que tudo parecia brotar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;espontâneamente&lt;/span&gt;. Eles sentavam-se à frente de uma folha de papel em branco e começavam a escrever, sem pensar no que estavam escrevendo. Era &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;isso&lt;/span&gt; o que chamavam de &lt;em&gt;escrita automática. &lt;/em&gt;Na verdade, a expressão vem do espiritismo, em que um "médium" acredita que o espírito de alguém que já morreu está dirigindo sua mão ao escrever, quando na verdade, ele é um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;médium&lt;/span&gt; do seu próprio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;subconsciente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além disso, Freud deu uma prova &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;impressionante&lt;/span&gt; de como é fantástica a mente humana. Seu trabalho com pacientes convenceu-o de que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;guardamos&lt;/span&gt; no fundo de nossa mente tudo que vimos e vivemos. E todas essas impressões podem ser trazidas à tona novamente. Por exemplo, quando pensamos em alguém e momentos depois essa pessoa nos liga, muitas vezes não há nada de extraordinário nisso, é só, o simples fato de termos ouvido uma música no rádio, ou algo na tv que tenha haver com nossa história de alguma forma, que nosso consciente não apreenda, mas que nosso inconsciente tenha sido capaz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha humilde abordagem sobre Freud, torna-se simplista e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;superficial &lt;/span&gt;tendo em vista a magnitude de sua obra e realização tanto para a ciência, quanto para a vida do homem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;contemporâneo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;strong&gt;Todos somos muito mais do que aparentamos ser, só que sofremos limitações e imposições as quais nos ofuscam. Teorias como essa são chaves para os cadeados impostos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-7597861176966727285?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/7597861176966727285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=7597861176966727285' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7597861176966727285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7597861176966727285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/08/freud-explica.html' title='Freud explica'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-7188974997389224745</id><published>2009-08-31T01:22:00.006-03:00</published><updated>2009-08-31T01:36:53.293-03:00</updated><title type='text'>Um paraíso perdido.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SptQKmRC7PI/AAAAAAAAA0Y/jnbM9u5T4vM/s1600-h/salinas+(L).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375978723197775090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SptQKmRC7PI/AAAAAAAAA0Y/jnbM9u5T4vM/s320/salinas+(L).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Óleo&lt;/span&gt; sobre tela? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não. É só a lua iluminando a praia mais ímpar do mundo: &lt;strong&gt;Salinas&lt;/strong&gt;. Existe algum lugar apto à comparação? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque eu desconheço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-7188974997389224745?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/7188974997389224745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=7188974997389224745' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7188974997389224745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7188974997389224745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/08/um-paraiso-perdido.html' title='Um paraíso perdido.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SptQKmRC7PI/AAAAAAAAA0Y/jnbM9u5T4vM/s72-c/salinas+(L).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2397750321665868384</id><published>2009-08-28T20:19:00.017-03:00</published><updated>2009-09-30T02:40:55.532-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Dia do Curinga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='só por acaso.'/><title type='text'>Eu acredito no acaso.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E ao meu ver, é inimaginável acreditar que não passamos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;marionetes&lt;/span&gt; nas mãos de uma coisa intitulada destino. Que não somos mais do que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;atores&lt;/span&gt; de uma peça escrita sabe-se lá por quem. É tão evidente o fato de possuirmos livre-arbítrio para tudo, que nos esconder atrás de uma suposta história pré-determinada só nos mostra nossa fraqueza frente à responsabilidade de assumirmos nossos próprios &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;atos&lt;/span&gt;. Nossas atitudes de hoje determinam o que seremos amanhã. E quem determina tais atitudes somos nós mesmos, e um pouco de todos ao nosso redor. Isto é para mim, tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;inquestionável&lt;/span&gt; quanto o fato de sermos responsáveis pelos movimentos do nosso próprio corpo.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Coincidências&lt;/span&gt;? É claro que elas existem! Elas são fruto do acaso, que querendo ou não, ajuda também a determinar nossa existência, nossa essência. O fato das pessoas não atentarem para a ocorrência de acasos, explica-se devido ao enorme interesse a tudo o que é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;sobrenatural&lt;/span&gt; ou inatingível. Vamos tomar um exemplo bem simples: digamos que eu esteja pensando em um amigo e que no momento seguinte ele me telefone ou então apareça na minha casa. Muitos consideram uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;coincidência&lt;/span&gt; como essa algo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;sobrenatural&lt;/span&gt;. Acontece, porém, que penso com frequência nesse meu amigo e nem por isso ele toca a campainha da minha casa toda vez que penso nele. E acontece também, de ele me telefonar muitas vezes, sem que eu esteja pensando nele. O problema maior é que as pessoas sempre pensam naquelas ocasiões em que as duas coisas acontecem ao mesmo tempo. E é este o ponto. Se achamos na rua uma nota de dez reais quando estamos precisando com urgência de dinheiro, a primeira coisa que nos vem à cabeça é que há algo de "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;sobrenatural&lt;/span&gt;" naquela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;coincidência&lt;/span&gt;. Ainda que a gente viva duro trezentos e sessenta e cinco dias por ano! E é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;exatamente&lt;/span&gt; assim que vão se acumulando as histórias sobre toda a sorte de "experiências &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;sobrenaturais&lt;/span&gt;" que nos são contadas por nossos avós e tios. As pessoas se interessam tanto por histórias assim que estas se multiplicam cada vez mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fato de nós nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;atermos&lt;/span&gt; com tanta voracidade ao "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;sobrenatural&lt;/span&gt;" pode ser explicado por um tipo raro de cegueira, que não nos permite enxergar o maior dos mistérios: o fato de que existe um mundo. Muitos se interessam mais por marcianos e discos voadores do que por todo o enigma da criação que se desenrola bem debaixo dos nossos narizes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse ponto, não acredito que o mundo seja um acaso. Acredito em um motivo. Acho que o universo é fruto de uma vontade. Um dia você percebe que por detrás de todas essas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;miríades&lt;/span&gt; de estrelas e galáxias oculta-se uma intenção. Por exemplo, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;probabilidade&lt;/span&gt; de nenhum dos nossos antepassados ter morrido ainda criança era uma para muitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;bilhões&lt;/span&gt;. Todos, todos os nossos antepassados cresceram e tiveram filhos em épocas que foram palco das mais terríveis catástrofes naturais e que, além do mais, possuíam índices assustadores de mortalidade infantil. Sim, no fundo, todos travamos uma guerra contra nós mesmos e contra nossas possibilidades de nascer séculos e séculos mais tardes. Ainda sim, estamos aqui, vivos. Logo, realmente talvez tivesse sido um mero acaso eu ter estado tantas vezes na hora e no lugar certo. Também podia ter sido um acaso o fato de me ter chegado às mãos tantas oportunidades &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;únicas&lt;/span&gt;. Mas com certeza, há alguma intenção por detrás do fato de &lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt; estar viva.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2397750321665868384?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2397750321665868384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2397750321665868384' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2397750321665868384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2397750321665868384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/08/eu-acredito-no-acaso.html' title='Eu acredito no acaso.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2113867802900929807</id><published>2009-08-25T20:47:00.004-03:00</published><updated>2009-08-25T20:51:06.968-03:00</updated><title type='text'>Penso, logo existo.</title><content type='html'>- diria Descartes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mas da onde retiras o conceito de pensar? Por que acreditas em causa e efeito? O que te dá o direito de falar de um Eu, e até mesmo de um Eu como causa, e por fim, de um Eu como causa de pensamentos? - lhe responderia Nietzsche.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nem tudo é tão óbvio quanto parece.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2113867802900929807?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2113867802900929807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2113867802900929807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2113867802900929807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2113867802900929807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/08/penso-logo-eu-existo.html' title='Penso, logo existo.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-7442017915537387734</id><published>2009-08-24T02:42:00.018-03:00</published><updated>2009-08-24T23:44:36.128-03:00</updated><title type='text'>Um curinga em Atenas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SpI-FoNbNEI/AAAAAAAAAz8/oSK5Tdbv_Yg/s1600-h/curinga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373425571820418114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SpI-FoNbNEI/AAAAAAAAAz8/oSK5Tdbv_Yg/s320/curinga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Provavelmente se lhe &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;perguntassem&lt;/span&gt; qual o maior nome da História da humanidade, você responderia: Jesus Cristo. Essa é pelo menos, a resposta de qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;contemporâneo&lt;/span&gt; leigo da Era Cristã.&lt;br /&gt;Pois eu vos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;retruco&lt;/span&gt;: Sócrates. Responsável - junto com alguns de seus antepassados, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;contemporâneos&lt;/span&gt; e seguidores - até mesmo por podermos publicar nossos textos na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;internet&lt;/span&gt; através de um aparelho altamente tecnológico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse homem, há aproximadamente 450 a.C., vivia em Atenas e rompeu com a tradição dos chamados filósofos da natureza de tentar descobrir apenas o que deu origem à todas as criaturas do planeta e voltou sua reflexão para o homem. Incomodou toda a elite ateniense ao fazê-los &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;constatar&lt;/span&gt; que seus conhecimentos sobre si próprios eram tão sólidos quanto o ar que respiravam, e foi condenado a tomar cicuta. Aparentemente, é inexpressiva a importância dele para nossas vidas hoje, mas a famosa constatação de Sócrates que pode ser exprimida pela sua frase 'Só sei que nada sei', levou-o a tentar buscar respostas para todos as suas infindáveis perguntas. Curiosamente (em tom &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;caracteristicamente&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;irônico&lt;/span&gt;), foi a partir daí que surgiu a Astronomia, a Matemática, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Arquitetura&lt;/span&gt;, as Escolas e as Academias fundadas por seus seguidores, que deram origem à todo o conhecimento ocidental. Ancestrais das ciências humanas, da engenharia, da tecnologia. Incrível pensar como tudo pode ter surgido da filosofia, e a contribuição para isso de um determinado homem - Sócrates -, que inspira o pensamento ocidental há quase 2.500 anos, por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;refletir&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ceticamente&lt;/span&gt; quem somos e da onde viemos, e instigar tais reflexões nas pessoas. Pois é na busca de respostas para as "grandes" perguntas que o homem tem encontrado respostas claras e definitivas para as "pequenas" perguntas. É a constatação que as perguntas movem o mundo, não as respostas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse homem - que costumava colocar em prática a arte de pensar coisas aparentemente óbvias, as quais na verdade são os maiores mistérios do mundo, os quais ficam obscurecidos pelo interesse das pessoas em coisas banais e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;efêmeras&lt;/span&gt; - tem várias peculiaridades com Jesus Cristo: os dois incomodaram o ápice da pirâmide social de suas épocas, queriam libertar seus povos de uma visão fechada sobre o universo que os cercava (ainda que Sócrates quisesse fazer as pessoas pensarem por si mesmas criando opiniões próprias e Jesus Cristo falasse em um mundo eterno onde houvesse redenção), nenhum deles deixaram escritos e os dois foram condenados à morte. A maior diferença entre os mesmos é que hoje, Sócrates caiu no esquecimento, ao passo que Jesus é aclamado em toda Igreja barata. Por quê? Porque as pessoas só se interessam pelo que lhes é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;sobrenatural&lt;/span&gt; ou aparentemente inexplicável. E entre endeusar uma pessoa que foi peça-chave na criação do que hoje seriam as ciências humanas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;exatas&lt;/span&gt;, e todas suas implicações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;indissociáveis&lt;/span&gt; à vida do homem do século XXI, e outra na qual construíram um mito onde um morto voltou à vida, a segunda opção é a mais atraente. Gostamos de ter uma visão mítica do mundo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;colecionamos&lt;/span&gt; experiências que parecem ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;sobrenaturais&lt;/span&gt;, muitas vezes inclusive, para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;adequarmo&lt;/span&gt;-nos à nossa religião, o maior ópio, refúgio do povo. Além disso, é mais reconfortante pensar que um dia poderemos voltar a viver, do que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;inconvenientemente&lt;/span&gt; termos de admitir que somos um pouco de poeira estelar que só tem uma chance, que só vivemos uma única vez. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sócrates, certo dia, ao conhecer um homem o qual todos julgavam sábio, constatou que era mais sábio do que ele simplesmente por saber que um não tinha mais conhecimento que o outro - já o homem acreditava que o tinha. Mais produtivo seria, portanto, se pensássemos igual Sócrates e admitíssemos que ninguém sabe mais do que ninguém. Isso sim, é a coisa mais sábia do mundo, pois aí, poderíamos usar a única chance que temos, nossa única vida, para tentar deixar algum legado de conhecimento para a humanidade - e não se esconder atrás de crenças e religiões que revelam muito menos sobre nós do que nós mesmos seríamos capazes sozinhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Liberte-se.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-7442017915537387734?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/7442017915537387734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=7442017915537387734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7442017915537387734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7442017915537387734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/08/um-curinga-em-atenas.html' title='Um curinga em Atenas.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SpI-FoNbNEI/AAAAAAAAAz8/oSK5Tdbv_Yg/s72-c/curinga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-3719934914827404416</id><published>2009-07-30T18:56:00.004-03:00</published><updated>2009-07-31T03:33:07.976-03:00</updated><title type='text'>Nada é mais repugnante do que a maioria.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pois ela compõe-se de uns poucos antecessores enérgicos; velhacos que se acomodam; de fracos, que se assimilam, e da massa que vai atrás de rastros, sem nem de longe saber o que quer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, Goethe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-3719934914827404416?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/3719934914827404416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=3719934914827404416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3719934914827404416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3719934914827404416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/07/nada-e-mais-repugnante-do-que-maioria.html' title='Nada é mais repugnante do que a maioria.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-600940272525935386</id><published>2009-07-24T01:55:00.016-03:00</published><updated>2009-08-06T02:09:18.656-03:00</updated><title type='text'>genealogia musical brasileira</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SmlUIXJQ06I/AAAAAAAAAxw/5vPn0rzoQKQ/s1600-h/tropi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361909333989839778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 241px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SmlUIXJQ06I/AAAAAAAAAxw/5vPn0rzoQKQ/s320/tropi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nelson Rodrigues costumava chamar o Brasil de pátria de chuteiras. Em tese, porque o povo brasileiro é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;indiscutivelmente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, uma das nações mais apáticas pelo seu país do mundo inteiro, que só veste a camisa quando é véspera de Copa do Mundo, justamente por achar que o futebol, é um dos únicos trunfos desse país. Realmente, sob um olhar histórico rápido do Brasil, não há com o quê se indignar dessa afirmação. Porém, sob um olhar mais crítico, tenho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;embasamento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; suficiente para discordar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro, pela nossa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;incomparável&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; literatura, a qual já rendeu inúmeros textos nesse blog. Segundo, pelo que deveria ser o maior orgulho dos filhos deste solo: a música popular brasileira, que irá render de maneira bem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sutil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, o texto dessa madrugada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela veio chegando particularmente com os portugueses, sofrendo influências &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;trovadorescas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;medievalismo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, mesclando-se com o batuque &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;inconfundível&lt;/span&gt; dos cocares e anos depois, dos Palmares. Mas só com a chegada da corte portuguesa no início do século XIX, é que a Polca e a modinha tocada nos bailes de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;carnaval&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; promovidos pela Corte, começaram de fato, a determinar os traços da música brasileira. De &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;cortajaca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; à flor amorosa, aos cantos e encantos das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;senzalas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, foi na era do rádio que a evolução musical passou a determinar os traços mais agudos da música que anos mais tarde, seria perpetuada pelo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O rádio chegou ao Brasil na década de 20 alastrando sucessos e sambas consagrados nas vozes imortais de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Noel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Rosa e Wilson &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Batista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; como 'Fita Amarela' e 'Trem das Onze', e foi responsável em parte pelo sucesso absurdo em volta do ícone &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Carmem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Miranda, até então mais envaidecida nos Estados Unidos do que no Brasil (e ainda &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;perguntam&lt;/span&gt; por quê ela voltou americanizada!) .&lt;br /&gt;Mas o sucesso das cantoras Aurora e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Carmem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Miranda no exterior era apenas uma prévia da plenitude que a música popular brasileira ainda iria alcançar. 'Fossas Nossas' e a explosão empírica da bossa nova, trazida no LP de João Gilberto 'Chega de saudade', foram retratos fiéis disso. Ao contrário do que muitos pensam, 'Garota de Ipanema' só veio para solidificar uma vertente musical que mudara para sempre a cara e o próprio batuque do samba. A vontade de pegar um calhambeque e ir a uma festa de arromba com a Jovem Guarda surgiu anos depois, outro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;fenômeno&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; obscurecido pelo que seguiria sendo uma das maiores febres nacionais: os festivais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No primeiro ano, 'A Banda' ganhou em disparada, mesmo contra todos os esforços de seu autor - Francisco Buarque de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Hollanda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, até então com apenas 18 anos - de promover o contrário. Em 1967, no segundo ano de festival, 'Ponteio' não causou tanta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;polêmica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; quanto sua antecessora, muito menos quanto a que viria depois. Afinal, o ano seguinte era o ano de 1968, e pela preliminar da história não poderia nunca deixar de ser o mais tumultuado. Como a morbidez de 'Sabiá' poderia ganhar de 'Pra não dizer que não falei das flores'? Pois como 68 foi o ano mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;imprevisível&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da historia do país e do mundo, foi o que aconteceu. Porém, nada perto do que viria após os festivais: a maior revolução no modo de fazer música e fazer crítica, pensar e escrever, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;reinvidicar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e lutar, que já existiu na história de um país totalmente apático para subverter a ordem vigente: a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;tropicália&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;tropicalismo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; foi um movimento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;reacionário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; contra uma ditadura que impedia a manutenção de uma vida sem opressão, deflagrada na impunidade e no medo, onde queima de arquivo era banalidade. Sem lenço, sem documento, valorizava a pátria e tudo que era nacional. Para isso, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;utilizou&lt;/span&gt; mecanismos como o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;antropofagismo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Oswald&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de Andrade, criado durante o modernismo de 20, onde seria necessário deglutir alguns valores europeus na busca de uma identidade cultural própria - afinal fomos colonizados por europeus. Tal movimento que foi dos festivais para as ruas, teve como resposta o mais repressor Ato &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Institucional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da história das ditaduras militares na América Latina - o AI-5 era um atentado não só ao pudor, mas à vida, à manifestação do ser humano como ser livre para exercer qualquer potencialidade inerente. Apesar de você, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;anistia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; veio em 1985, após 21 anos de uma ditadura responsável por elevar a inflação ao que o brasileiro jamais veria em 509 anos de história, ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;estória&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Responsável por uma das maiores dívidas externas - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;proporcionalmente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; à renda per &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;capita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da nação - já vista no século XX. De uma ditadura manchada pelo sangue frio de quem até hoje não revelou os arquivos da repressão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só música para amenizar a dor. E ela vem, sempre vem. Veio com Legião Urbana e o rock enfurecido que clamava por justiça na década de 80! Tal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;reacionaridade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; tinha que vir acompanhada de figuras como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Ney&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Matogrosso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e Rita &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Lee&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Falar em subversão, é falar em anarquismo, em maneiras alternativas de ver a vida, é falar em Raul &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Seixas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - toca Raul, porra! - e finalmente em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Cazuza&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e sua doce e perene crítica da burguesia, para a burguesia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque aqui nesse país tem samba, sim, mas também tem rock'n'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;roll&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, tem bossa nova, tem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;psicodelia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Tem influência externa, tem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Chuck&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Berry&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, tem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Elvis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, tem Beatles, mas é responsável por grande influência interna, tem voz, violão, pandeiro, mas acima de tudo, paixão. É isso que a genealogia musical do Brasil vem mostrar: pra ter orgulho, é só por a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;vitrola&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; pra tocar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-600940272525935386?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/600940272525935386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=600940272525935386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/600940272525935386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/600940272525935386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/07/genealogia-musical-do-brazil.html' title='genealogia musical brasileira'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SmlUIXJQ06I/AAAAAAAAAxw/5vPn0rzoQKQ/s72-c/tropi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-8369164726616130260</id><published>2009-07-06T01:43:00.005-03:00</published><updated>2009-07-24T01:53:52.489-03:00</updated><title type='text'>O que é arte para você?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_sQ12kVcDGIQ/SlGMGPtGaTI/AAAAAAAAABI/yJ_yA_T6__I/s1600-h/arte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355215470843029810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 210px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sQ12kVcDGIQ/SlGMGPtGaTI/AAAAAAAAABI/yJ_yA_T6__I/s320/arte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma interpretação de arte conceituada na livre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;subjetividade&lt;/span&gt; seria sem dúvidas, a mais adequada. Mas ainda assim a pergunta se faz pertinente. Existe arte nas ruas? O que deve ou não ser considerado arte em um mundo, que como diria Adorno e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Horkheimer&lt;/span&gt;, banalizou toda e qualquer forma de expressão artística erudita?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que o conceito de arte é muito mais perene e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;intransitável&lt;/span&gt; do que se imagina. Tanto a arte erudita, cultivada nos tempos áureos do Renascimento por uma elite &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;aristocrática&lt;/span&gt; que realmente entendia do assunto, quanto a popular arte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;trovadoresca&lt;/span&gt; dos camponeses da Idade Média, estão inseridas em um âmbito consagrado pelo caminhar da humanidade e valorizado sobre a preliminar do tempo histórico. Mas é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;induvidável&lt;/span&gt; que quando a burguesia chegou ao poder, por entre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;conchavos&lt;/span&gt; e revoluções, a mesma inverteu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;irreversivelmente&lt;/span&gt; a ordem das coisas. Até então, existiam dois tipos de arte: a erudita, e a arte popular das ruas. A partir do surgimento da classe burguesa e de todas suas implicações de ordem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;econômica&lt;/span&gt; e social, a arte clássica produzida pelas mãos dos detentores do conhecimento, passou, junto com o dinheiro, a cair nas mãos de quem utilizava a arte como mecanismo para se inserir em um mundo que não era seu, tentando copiar fielmente uma nobreza. Porém, como seu sustento, ou tentativa do mesmo, em uma nova pirâmide social que se construía com os Estados Modernos, provinha de trabalho, não havia tempo para o ócio em que a nobreza vivia, onde podia aprofundar-se no conhecimento e na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;aprendizagem&lt;/span&gt; de criação artística. A partir então do momento em que a arte caiu nas mãos de pessoas as quais não detinham o conhecimento necessário para a perpetuação do eruditismo, a linha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;divisionária&lt;/span&gt; entre clássico e popular, tornou-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;tênue&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;100 anos depois, com o surgimento dos meios de produção em massa e meios com forte poder de popularização, como o cinema e os meios de comunicação em geral, como diria uma vertente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;adorniana&lt;/span&gt; da Escola de Frankfurt, aquela arte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;aristocrática&lt;/span&gt; caiu literalmente nas mãos de um povo que não sabia o que fazer com ela. Devo concordar que Walter Benjamim se enganou profundamente ao dizer que tais meios serviriam para a expansão do conhecimento e da arte, serviram sim, para sua banalização. Não existiu mais, desde então, divisão entre popular e clássico, por mais que os núcleos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;pseudo&lt;/span&gt;-intelectuais tentem provar o contrário. Os livros de autores como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Dostoévski&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Schopenhauer&lt;/span&gt; publicados pela MARTIN CLARET estão aí para provar isso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, houve tanta subversão da ordem, que no século XXI, tudo se tornou arte. E os leigos no assunto ainda ousam dizer: arte clássica. Pobres coitados. Não tem noção da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;historicidade&lt;/span&gt; dos fatos, e dessa mescla &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;inelutável&lt;/span&gt; do que era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;aristocrático&lt;/span&gt; com o que era senso comum promovido pelas revoluções burguesas, pelos "novos ricos". Tem gente que sai por aí dizendo que pinturas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;grafitadas&lt;/span&gt; nas ruas são arte. Eu, na minha concepção &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;subjetiva&lt;/span&gt;-livre sobre arte diria: "Se isso é arte para você, então é e pronto." Agora dizer que é arte &lt;strong&gt;clássica&lt;/strong&gt;, é preciso no mínimo, mandá-la dar uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;voltinha&lt;/span&gt; pela Capela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Sistina&lt;/span&gt;, conhecer a arte produzida por quem estudava sobre ela durante o Classicismo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A discussão sobre o que é ou não arte atravessa de maneira inviolável o passar dos séculos, e torna-se saudável quando tenta-se colocar no lugar e no olhar do outro, no meio em que ele vive, para poder &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;entedê&lt;/span&gt;-lo sobre sua definição de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;atividade&lt;/span&gt; artística. Arte pode ser o que você quiser: de arte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;contemporânea&lt;/span&gt; à arte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;naif&lt;/span&gt;, de pinturas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Michelângelo&lt;/span&gt; à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;pixações&lt;/span&gt; em prédios, de monumentos e esculturas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Rodin&lt;/span&gt; às exposições mais bizarras no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;MASP&lt;/span&gt;, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;mpb&lt;/span&gt; à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;tecno&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;brega&lt;/span&gt;, de modernismo de 22 à incoerência absurda que predomina no século 21 sobre como tratar artistas! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A compreensão artística, ou a falta dela, só vem mostrar que a incompreensão entre os seres humanos está inserida em todos os campos do conhecimento e da vida. Se eu pudesse fazer um único pedido a um Deus supostamente cristão, seria pedir maior compreensão entre as pessoas, o que geraria mais amor no mundo. A incompreensão só mostra a nossa imensa fragilidade quanto a tudo que nos é ameaçador ou diferente. É necessário compreender, para crescer. Afinal, o crescimento da humanidade, contrariando a teoria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;evolucionista&lt;/span&gt; de Hegel, depende dos nossos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;atos&lt;/span&gt; de hoje, ele não é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;interdependente&lt;/span&gt; à nossa capacidade de estender a mão, da nossa capacidade de compreensão. Ou da falta dela, tanto na arte, quanto na própria vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-8369164726616130260?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/8369164726616130260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=8369164726616130260' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8369164726616130260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8369164726616130260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/07/o-que-e-arte-para-voce.html' title='O que é arte para você?'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sQ12kVcDGIQ/SlGMGPtGaTI/AAAAAAAAABI/yJ_yA_T6__I/s72-c/arte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4833475473208745786</id><published>2009-06-23T23:05:00.011-03:00</published><updated>2009-07-31T03:30:57.735-03:00</updated><title type='text'>diploma é solução, não problema.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Jornalista não precisa de diploma!" "A Universidade não serve para nada!" "Vou ficar desempregado!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanta falta de esclarecimento, meu Deus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de tudo, de sair alardeando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;idéias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; sem nexo e organizando movimentos estudantis por uma causa sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;embasamento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; teórico ou prático, seria bom que houvesse maior entendimento do assunto, um pouco mais de esclarecimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro, a tão sonhada hoje obrigatoriedade do diploma surgiu na década de 70, durante um obscuro período histórico, em que se deu uma ditadura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;escrachada&lt;/span&gt;,&lt;/span&gt; baseada no terror, na injustiça e na impetuosidade. Para os militares se manterem no poder, era necessário calar a voz do Brasil, que clamava por liberdade de expressão, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Atos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Institucionais vieram com esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;propósito&lt;/span&gt;, assim como a lei Falcão, que só por um acaso, foi a lei que instituiu a obrigatoriedade do diploma jornalístico. E justamente para isso: restringir o acesso da população aos meios de comunicação. 40 anos depois, em um país sitiado por um regime neoliberal que se diz democrático, qual o sentido dessa restrição?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A lei que tira a obrigatoriedade do diploma só veio legitimar algo que há &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;décadas&lt;/span&gt; acontece na prática: grande parte dos jornalistas não possuem o tal diploma, não possuí-lo não significa necessariamente não ter conhecimento. Lúcio Flávio Pinto, o melhor jornalista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;paraense&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; na minha opinião, é um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ativista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;efervescente&lt;/span&gt; na &lt;span style="color:#000000;"&gt;luta&lt;/span&gt; contra essa obrigatoriedade, justamente por não possuí-lo, assim como Ricardo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Noblat&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e tantos outros. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Exatamente&lt;/span&gt; por essa lei ser relativamente nova (datada da década de 70), inúmeras pessoas sempre estarão incluídas no campo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;midiático&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;possuirem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; diploma, então porque continuar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;onipresente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; na legislação, que em tese deve se adequar à realidade do país?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns estudantes argumentam que isso diminuirá o ingresso de jovens nas universidades. Doce utopia. Publicidade é o 3º curso mais concorrido da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;USP&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, um dos mais requeridos em todo o país, e nunca precisou de diploma para se legitimar. De acordo com esse raciocínio ilógico, cursos como História, Administração, Artes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;cênicas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, Cinema, Publicidade e tantos outros deixariam de existir. A proliferação de cursos técnicos pode até acontecer de fato, mas jovens os quais desejam se destacar no mercado de trabalho, buscarão sempre os melhores caminhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A central Globo de Produção e Jornalismo deu seu parecer: "continuaremos aceitando apenas jornalistas com formação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;acadêmica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;cinematografista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ao editor." Logo, essa falta de obrigatoriedade do diploma, o tornará um diferencial, pode tornar a solução para jovens inseridos em um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;mercado&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;excentricamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; competitivo, e não um problema.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, devo admitir que os argumentos apresentados pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;STF&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; foram os mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;pífios&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; possíveis, pois dizer que jornalismo não requer conhecimento técnico e que erros jornalísticos não interferem na vida de ninguém, nada mais é senão uma prova que os juristas possuem um conhecimento absurdamente restrito e lhes falta capacidade de uma concepção abrangente sobre outras áreas que não seja o Direito, lhes falta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;interdisciplinaridade&lt;/span&gt;, e isso, Jornalismo o têm de sobra. Um furo jornalístico, pode inclusive, ser pior do que um erro médico simples, ao passo que o primeiro pode comprometer de maneira irreversível a vida (mesmo que pública) de alguém, enquanto o segundo, em alguns casos, é passível de reparação. A notícia sobre a notícia nunca tem o mesmo impacto. O poder de uma frase proferida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;erroneamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; uma vez, é incalculável, mesmo que haja retratação - o que de qualquer forma, pelo menos no Brasil, quase nunca acontece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, chegou o momento de dizer: abram suas mentes! Diploma é solução, não problema. Esclareçam antes de alardear, é esse o papel dos universitários! Ninguém aprende a escrever na Universidade, o que determina isso é o conhecimento adquirido ao longo de sua vida através de leitura e experiência, o ensino superior é um meio, mas não o único e nem o fim. Essa atitude imediatista típica de estudantes de faculdades particulares de achar que apenas o retorno financeiro imediato do investimento aplicado vale à pena, corrói toda uma concepção histórica e ideológica de que Comunicação é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Direito&lt;/span&gt; Humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4833475473208745786?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4833475473208745786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4833475473208745786' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4833475473208745786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4833475473208745786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/06/esclarecer-pra-reivindicar.html' title='diploma é solução, não problema.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-6466067511844338727</id><published>2009-06-16T00:25:00.000-03:00</published><updated>2009-06-16T00:26:35.213-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O ímpeto de crescer e viver intensamente, foi tão forte em mim, que não consegui resistir a ele. Enfrentei meus sentimentos. A vida não é racional! É louca e cheia de mágoa. Mas não quero viver comigo mesma. Quero paixão, prazer, barulho, bebedeira, e todo o mal. Quero ouvir música rouca, ver rostos, roçar em corpos, beber um Benedictine ardente. Quero conhecer pessoas perversas, ser íntima delas. Quero morder a vida, e ser despedaçada por ela. Eu estava esperando. Esta é a hora da expansão, do viver verdadeiro. Todo o resto foi uma preparação. A verdade é que sou inconstante, com estímulos sensuais em muitas direções. Fiquei docemente adormecida por alguns séculos, e entrei em erupção sem avisar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-6466067511844338727?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/6466067511844338727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=6466067511844338727' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6466067511844338727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6466067511844338727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/06/o-impeto-de-crescer-e-viver.html' title=''/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-5514239303757382166</id><published>2009-05-28T13:17:00.004-03:00</published><updated>2009-05-28T13:29:33.002-03:00</updated><title type='text'>culturalidade da raça à toda prova</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um dos discursos racistas mais disseminados é o de tentar negar que existem raças. Dizem que raça é um termo ultrapassado, demodé, sem sentido nos tempos atuais, superado pelo entendimento científico de que raça mesmo só existe uma: a humana. Em outras palavras, somos todos, brancos, negros, índios, mulatos, mestiços, amarelos, iguais perante Deus, a lei, o Estado, a sociedade, a tradição, a família e a propriedade. É claro que isso é um engodo. Não somos, nunca fomos e, se duvidar, nunca seremos, iguais. Apesar de todos os cientistas do mundo admitirem que entre indivíduos de cores diferentes existem diferenças genéticas irrelevantes a ponto de quase se anularem, no mundo aqui fora as pessoas ocupam lugares sociais que dependem bastante da cor que carregam na pele. O racismo, que é cultural e não biológico, se baseia nessa diferença. E é essa diferença que se tenta superar quando a comunidade negra, apesar de tudo, afirma sua raça, para se localizar diante desse mundo racista. É claro que raça aqui é no sentido de identidade. O que se afirma não são os valores fenotípicos de uma determinado etnia &lt;em&gt;per se&lt;/em&gt; (cabelos crespos, pele escura etc) mas as implicações culturais que eles carregam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas as pessoas têm dificuldade de entender isso. Um argumento muito comum de se ouvir de brancos é que se um negro usar uma camisa escrito “100% negro” todo mundo vai achar ótimo, mas se um branco usar outra “100% branco”, vão acusá-lo de racista. Como esse, existe aquele outro de que chamar alguém de “preto safado” é racismo, mas de “branquelo azedo” não. Na mesma linha, eles questionam: existe a revista Raça, voltada para o público negro, mas se eu fizer uma revista “Raça Branca”, dedicada aos brancos, vão me acusar de racista. Esse tipo de pensamento ingênuo é consequência daquela tara por querer parecer que somos iguais: se uns podem, outros têm que poder também. Aí eu os olho sorrindo e digo:&lt;br /&gt;Meus filhos, uma das descobertas mais importantes do pós-positivismo foi dar tratamento diferentes à categorias desiguais, justamente para promover a igualdade. Vocês são brancos de olhos azuis, vocês podem, sempre puderam e ainda querem continuar podendo, afirmar a superioridade racial de vocês. Vocês não precisam de uma revista “Raça Branca”, porque todas as revistas já são dedicadas aos brancos. Vocês não precisam de uma camisa “100% branco” porque o mundo já tenta ser 100% branco. Vocês não precisam se convencer de que o tipo de cabelo que vocês têm é bonito porque a indústria da chapinha e dos cosméticos já fez isso muito bem. Vocês não precisam negar diariamente as bobagens que muita gente esclarecida diz por aí. Quem não viveu na senzala não precisa provar pra ninguém que pode chegar à casa grande.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-5514239303757382166?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/5514239303757382166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=5514239303757382166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5514239303757382166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5514239303757382166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/05/um-dos-discursos-racistas-mais.html' title='culturalidade da raça à toda prova'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4805739820524487280</id><published>2009-05-26T20:01:00.005-03:00</published><updated>2009-05-26T20:26:32.708-03:00</updated><title type='text'>Os limites da democracia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Eu entrei no MDB para combater a ditadura, o partido era o conduto de todo o incoformismo nacional. Quando surgiu o pluripartidarismo, o MDB foi perdendo sua grandeza. Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos." Numa entrevista à revista Veja, o senador e ex-governador Jarbas Vasconcelos, um dos nomes mais emblemáticos do MDB original, ofereceu uma análise devastadora sobre o atual PMDB.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O partido sintetiza os limites do sistema partidário e da própria democracia no Brasil. Se PT, PSDB e DEM, os demais grandes partidos, têm ao menos alguns traços ideológicos, o PMDB funciona apenas como um disfarce para a captura fragmentária do Estado por elites políticas regionais e locais. O PMDB está no poder no governo Lula, como esteve sob FHC, Itamar Franco, Fernando Collor e José Sarney. "De olho principalmente nos cargos", o PMDB será situação no próximo governo, seja ele qual for.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas por que o PMDB quer altos cargos em qualquer governo? "Para fazer negócios, ganhar comissões. (...) a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção." A mensagem de Jarbas não é, essencialmente, que todos os partidos têm seus corruptos. Isto é óbvio, triste e banal. Ele está dizendo que a privatização da riqueza pública - "manipulação de licitações, contratações dirigidas" - é a motivação principal de existência do PMDB.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conteúdo da entrevista não é exatamente uma novidade. A novidade está na fonte: Jarbas não é um analista exterior. Como o PMDB reagiu às suas explosivas declarações? Com uma nota vazia, destituída até mesmo de indignação protocolar, na qual dizia que as ignorava. Alguns dirigentes do partido exigiram que Jarbas citasse nomes. É uma manobra para desviar a atenção do principal: Jarbas tem muitos nomes, mas são nomes demais. Uma lista mais curta seria composta pelas exceções à regra da corrupção. É que ele não fez uma denúncia de corrupção, mas sim uma caracterização do lugar do PMDB no sistema político brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dilma Roussef, a candidata de Lula, busca uma coalizão com o PMDB. José Serra e Aécio Neves, candidatos do PSDB, também. Jarbas anunciou que deixará a vida pública.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4805739820524487280?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4805739820524487280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4805739820524487280' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4805739820524487280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4805739820524487280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/05/eu-entrei-no-mdb-para-combater-ditadura.html' title='Os limites da democracia'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-8305251033751697872</id><published>2009-05-18T23:32:00.010-03:00</published><updated>2009-05-19T00:29:56.205-03:00</updated><title type='text'>Eu não era feia, era pobre.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Plástica, lipoescultura, próteses de silicone para todas as partes do corpo. Cabelereiro, esteticista, nutricionista. Personal trainer, personal stylist. Peeling facial, tratamentos dermatológicos, tratamentos dentários. Drenagem linfática, maquiagens milagrosas, unhas de porcelana, escova mágica, marroquina, superfantástica. Spa, academia. Até anabolizantes vale! Afinal, vale tudo pela beleza: de roupas de grife que disfarçam os quilinhos a mais até encarar os mais dolorosos pós-operatórios. Basta ter dinheiro, afinal, o que ele não compra?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337363454827313506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/ShIfyJoiOWI/AAAAAAAAAw4/YWa6JYKt8XY/s320/juliaa.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fica a pergunta do que seria de "lindas" modelos e atrizes se não fosse o advento da tecnologia no ramo da estética. A imagem que todos temos de Julia Roberts, por exemplo, é aquela imagem de 'Pretty Woman', que dorme e acorda linda. O que nenhum homem pára pra pensar, é quanto tempo (e dinheiro, mesmo que da produção cinematográfica de Hollywood) foi preciso gastar com ela em um salão de beleza para modelar seus lindos caixos ou deixar sua boca mais sexy com maquiagem. A mulher 'normal', que vive na jornada dupla (ou tripla), que não tem tempo para fazer academia, ou dinheiro para ajeitar o cabelo, acaba se sentindo feia, banalizada por um mundo que prioriza a estética no lugar do conteúdo, onde vale mais você gastar seu dinheiro em tratamentos de beleza do que obtendo conhecimento e adquirindo cultura, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337364845953541250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 186px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/ShIhDH-35II/AAAAAAAAAxA/STeP3lU5ZtY/s320/ana+hickmann.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beleza natural é coisa ultrapassada. Sempre há algum tratamento por fazer, é só olhar a agenda de cirurgiões plásticos e a procura por clínicas de estética. Quanto mais tratamentos aparecem, mais exigente fica o mercado masculino. A época em que para os homens toda mulher tinha lá sua beleza, deu lugar a outra em que os mesmos procuram minuciosamente detalhes na aparência antes de escolher a gata perfeita. Não vale estria nem celulite. Gordura localizada Procurar ajuda imediatamente! Já que o dinheiro é capaz de estagnar a juventude com os novos cremes da Lancôme, por que não usá-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337365285532400098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 265px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/ShIhctio-eI/AAAAAAAAAxI/LTnnsx9xXHU/s320/penelope.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337359723693355522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 188px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/ShIcY-E4MgI/AAAAAAAAAww/D1wKOshBGQY/s320/juliana+paess.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por exemplo, Juliana Paes seria objeto de desejo de tantos homens, seria considerada a mulher mais sexy do mundo, caso não contasse um pouquinho com a sorte, fosse parar na novela das 8 e tivesse dinheiro para investir tanto em "sua" beleza? A resposta é óbvia. Mas ninguém quer saber se o que ela tem é verdadeiro ou falso; se sua barriguinha esculpida foi lipo ou 500 mil abdominais por dia. A atriz é um ícone de beleza e sexualidade, assim como tantas outras, que ninguém disse aqui que eram feias antes. Elas só eram... pobres!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-8305251033751697872?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/8305251033751697872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=8305251033751697872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8305251033751697872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8305251033751697872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/05/eu-nao-era-feia-era-pobre.html' title='Eu não era feia, era pobre.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/ShIfyJoiOWI/AAAAAAAAAw4/YWa6JYKt8XY/s72-c/juliaa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4196834965072097301</id><published>2009-05-08T21:09:00.001-03:00</published><updated>2009-05-08T21:12:16.479-03:00</updated><title type='text'>Ana e o Mar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SgTKDY2L1pI/AAAAAAAAAvw/rOlfMrtk0nE/s1600-h/cidade+maravilhosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333610018271647378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SgTKDY2L1pI/AAAAAAAAAvw/rOlfMrtk0nE/s320/cidade+maravilhosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Mar e Ana&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o sono de Mariana sempre chegava antes do fim da história. - A menina andava na beira da praia recolhendo espelhos partidos, conchas amarelas e estrelas de cinco pontas. Chamava-se Ana, a menina de cândida doçura. As ondas induziam cavalos-marinhos a fazerem cócegas nos seus pés. A maré mudava de acordo com o relógio biológico dela. E os pescadores das redondezas costumavam consultar o horóscopo da menina antes de conduzir suas embarcações. Corria a boca pequena que a paixão do Mar por Ana sincronizava o ritmo e o som das águas. Era realmente um atrevimento, um despautério aquele caso de amor. Ninguém concordava ou achava possível que aquilo pudesse ter um final feliz. Num dia de sol e chuva, a menina subiu na pedra mais alta, tirou o relógio e mergulhou nos braços azuis do seu amado. E o encontro de Ana e Mar foi como sal e doce se sobrepondo na mais inesperada combinação. - E o sono de Mariana sempre chegava antes do fim, na melhor parte da história que sua mãe insistia em lhe contar todas as noites.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4196834965072097301?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4196834965072097301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4196834965072097301' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4196834965072097301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4196834965072097301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/05/ana-e-o-mar.html' title='Ana e o Mar'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SgTKDY2L1pI/AAAAAAAAAvw/rOlfMrtk0nE/s72-c/cidade+maravilhosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-6249221119323205257</id><published>2009-04-30T13:24:00.004-03:00</published><updated>2009-04-30T13:28:47.546-03:00</updated><title type='text'>Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O único país do mundo que nunca realizou reforma agrária.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O engraçado é que a gente ainda costuma ouvir: "Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor!". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Que orgulho, hein.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-6249221119323205257?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/6249221119323205257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=6249221119323205257' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6249221119323205257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6249221119323205257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/04/brasil.html' title='Brasil'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-7827101912422970624</id><published>2009-04-13T19:46:00.002-03:00</published><updated>2009-04-15T20:30:10.683-03:00</updated><title type='text'>caos.</title><content type='html'>Aquecimento global, movimentos sociais, pseudo-feminismo, nostalgia de outras décadas, Beatles, Madonna, The Clash, Rita Lee.&lt;br /&gt;Cigarros sem motivos, bandeira da liberdade, cara pintada pra nada.&lt;br /&gt;O braço a torcer, a vida a viver, nada pra gritar.&lt;br /&gt;Lixo reciclável, medicina zen, chá pra curar o vazio.&lt;br /&gt;Unhas pintadas, livros empoeirados, movimento punk.&lt;br /&gt;Um pouco de Clarice Lispector, Bukowski, Kakfa ou Descartes.&lt;br /&gt;Todo mundo fala mas ninguém se entende.&lt;br /&gt;P.h.d em não sei o quê e você já pode dizer a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer com a vida, meu deus?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-7827101912422970624?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/7827101912422970624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=7827101912422970624' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7827101912422970624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7827101912422970624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/04/caos.html' title='caos.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2481377571123116465</id><published>2009-04-05T14:49:00.003-03:00</published><updated>2009-04-05T15:05:29.335-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estamos sozinhos em um universo caracterizado pelo sem-sentido e absurdo. Por isso a náusea; esta intuição/percepção ou constatação da condição de precariedade, susceptibilidade, solidão, sentimento de absurdo e incomunicabilidade, que nos atravessa e envolve até quase sufocar desde os primeiros momentos de nossa vida consciente. A experiência da náusea não se resume à dimensão meramente intelectual ou teórica, é uma experiência física, constatável orgânica e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;psiquicamente&lt;/span&gt;, algo a envolver todo o nosso ser. Algo mais do que um mero espanto, condição fundamental para o conhecer. É a percepção/intuição de nosso preciso lugar no universo e ao mesmo tempo do lugar ocupado pelo universo na determinação de quem somos. O que fizeste da tua vida? Não adiantará buscar justificativas ou desculpas: todos somos responsáveis pelo o que existe, na forma como existe, e também somos responsáveis pelo o que é (ou não conseguiu tornar-se).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Somos as nossas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ações&lt;/span&gt; e escolhas e as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ações&lt;/span&gt; e escolhas de outros, que nem sequer conhecemos. O mundo no qual vivemos, no que possui de melhor ou pior, serve-nos como espelho, a indicar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;caráter&lt;/span&gt;, a qualidade e o significado das escolhas que fizemos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2481377571123116465?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2481377571123116465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2481377571123116465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2481377571123116465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2481377571123116465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/04/estamos-sozinhos-em-um-universo.html' title=''/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-7333934447985381864</id><published>2009-03-30T22:11:00.006-03:00</published><updated>2009-04-15T19:15:13.877-03:00</updated><title type='text'>Chico Buarque, constituinte</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SeZcQHUIIrI/AAAAAAAAAsA/Qb504U7Ow7g/s1600-h/chico+buarque+do+brasil..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325045041323319986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SeZcQHUIIrI/AAAAAAAAAsA/Qb504U7Ow7g/s320/chico+buarque+do+brasil..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SdFuIcAU1CI/AAAAAAAAArc/-svfUUK-Hpg/s1600-h/chico+buarque+do+brasil..jpg"&gt;&lt;/a&gt;Chico Buarque de Hollanda tem exercido o poder constituinte em minha geração. O poder de constituir-se portador da marca do seu tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma geração é um ciclo biológico e, se cumpre o desígnio de constituir-se como marca de uma época, é também um ciclo histórico. Tal poder para cumprir e tal desígnio de geração, alguns o têm.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim o tem tido Chico Buarque.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao longo dos seus sessenta anos - quarenta deles, pelo menos, de vida publicada - Chico tem exercido, ou melhor, exercitado o poder constituinte através das formas a um só tempo eternas e renováveis de criação artística. Em tudo, da exaltação da música e da poesia à emoção do combate cívico; da embriaguez pelo elixir da paixão ao sorver sóbrio da inteligência e da sensibilidade. Em tudo, Chico Buarque tem sido levado a fazer-se fonte, a tornar-se ponte, a seguir-se em caminhos por onde trilham geraçãos como a minha, a nossa, rumo aos livros de história.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-7333934447985381864?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/7333934447985381864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=7333934447985381864' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7333934447985381864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7333934447985381864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/03/chico-buarque-constituinte.html' title='Chico Buarque, constituinte'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SeZcQHUIIrI/AAAAAAAAAsA/Qb504U7Ow7g/s72-c/chico+buarque+do+brasil..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-4482815030528300078</id><published>2009-03-25T20:21:00.003-03:00</published><updated>2009-03-25T20:30:26.956-03:00</updated><title type='text'>brand new start</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Scq9Rp0W5bI/AAAAAAAAArM/Yt4Wb2QTZHk/s1600-h/little+joy!.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317270421045175730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Scq9Rp0W5bI/AAAAAAAAArM/Yt4Wb2QTZHk/s320/little+joy!.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;i got time to hold my own&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;what's a day when the years are on their way&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;i gotta say&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-4482815030528300078?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/4482815030528300078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=4482815030528300078' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4482815030528300078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/4482815030528300078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/03/amarantes.html' title='brand new start'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/Scq9Rp0W5bI/AAAAAAAAArM/Yt4Wb2QTZHk/s72-c/little+joy!.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2299891574048011213</id><published>2009-03-24T21:49:00.006-03:00</published><updated>2009-03-24T22:25:00.018-03:00</updated><title type='text'>e se chover demais?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/ScmFhV4inrI/AAAAAAAAArE/lth9vNvl6iY/s1600-h/copodagua.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316927642944052914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 185px; CURSOR: hand; HEIGHT: 243px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/ScmFhV4inrI/AAAAAAAAArE/lth9vNvl6iY/s320/copodagua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prefiro acreditar que o copo está meio cheio. Que tudo poderia ser pior. Que tudo na vida é lucro. Que sempre tem alguém sofrendo mais. Que felicidade maior que a minha não há. Que não existe nada perfeito, mas se existe algo que se aproxima, são alguns momentos ímpares da minha vida. Prefiro acreditar que o que não deu certo após a luta, não era pra dar, independente de qualquer outro caminho que eu tomasse. O que tem que ser, simplesmente será. Aprendi a dar valor nas pequenas coisas, pequenas pessoas. Nas pessoas que realmente me dão valor. Aprendi que perfeccionismo demais não leva a lugar nenhum. E que não faz mal vestir uma fantasia sabendo de fato o que se é, fora do carnaval. Percebi que conformação também faz parte da vida. Mas prefiro tentar. Tentar outra vez. Tentar de novo. Acreditar sempre. Não precisar dormir para sonhar. Pensamento, sonho, ícones fundamentais na construção do destino. Descobri maneiras de viver a vida mais leve, não deixar que ela escorregue, saber o meu valor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2299891574048011213?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2299891574048011213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2299891574048011213' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2299891574048011213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2299891574048011213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/03/prefiro-acreditar-que-o-copo-esta-meio.html' title='e se chover demais?'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/ScmFhV4inrI/AAAAAAAAArE/lth9vNvl6iY/s72-c/copodagua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-8689538281548233581</id><published>2009-02-19T00:07:00.006-03:00</published><updated>2009-02-19T00:34:36.746-03:00</updated><title type='text'>O sétimo selo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SZzR__i5MDI/AAAAAAAAApA/VAGWwO1auL0/s1600-h/oo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304345358455353394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 201px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SZzR__i5MDI/AAAAAAAAApA/VAGWwO1auL0/s320/oo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;O Sétimo Selo&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Det&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Sjunde&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Inseglet&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; revela uma alegoria em preto e branco sobre a busca infinita pelo sentido da vida em um mundo caótico: o mundo do século XIII, devastado pela Peste Negra. Tanto o tema quanto a abordagem irreverentes para o modo de fazer cinema &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;atual&lt;/span&gt;, é um presente divino para qualquer cinéfilo e a primeira da série de três grandes obras-primas de Bergman, um dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;diretores&lt;/span&gt; que finalmente fazem jus à definição do cinema como a sétima arte. Sair da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;mesmisse&lt;/span&gt; e parar de alugar os mais lucrativos filmes de Hollywood é o primeiro passo para se entender a verdadeira atribuição que pode ser dada ao cinema e o porquê de Ingmar Bergman ser foco até mesmo de doutorado em universidades e escolas de arte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;européias&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jogar xadrez com a morte pode despertar perguntas inquietantes e até mesmo, respondê-las.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, &lt;em&gt;'Se nada é perfeito nesse mundo imperfeito, então o amor é perfeito na sua imperfeição.'&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-8689538281548233581?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/8689538281548233581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=8689538281548233581' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8689538281548233581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/8689538281548233581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/02/o-setimo-selo.html' title='O sétimo selo'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SZzR__i5MDI/AAAAAAAAApA/VAGWwO1auL0/s72-c/oo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-5047532126166518699</id><published>2009-02-08T03:32:00.000-03:00</published><updated>2009-02-08T03:34:52.764-03:00</updated><title type='text'>sobra tanta falta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Falta tanta coisa na minha janela, como uma praia. Falta tanto tempo no relógio, quanto uma semana. Sobra tanta falta de paciência que me desespero. Sobram tantas meias-verdades que guardo pra mim mesma. Sobram tantos medos que nem me protejo mais. Sobra tanto espaço dentro do abraço. Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo. Sei lá se o que me deu foi dado, sei lá se o que me deu já é meu, sei lá se o que me deu foi dado ou se é seu. Sei lá. Sei lá. Vai saber se o que me deu quem sabe, vai saber quem souber me salva. Vai saber o que me deu quem sabe, vai saber quem souber me salva.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vai saber, quem souber me salva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;/&lt;a onclick="_linkInterstitial('http://oteatromagico.mus.br/'); return false;" href="javascript:void(0);" target="_blank"&gt;oteatromagico.mus.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-5047532126166518699?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/5047532126166518699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=5047532126166518699' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5047532126166518699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5047532126166518699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/02/sobra-tanta-falta.html' title='sobra tanta falta'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-7229777171343324690</id><published>2009-01-31T20:58:00.003-03:00</published><updated>2009-01-31T21:22:07.905-03:00</updated><title type='text'>(sem título)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Segundo o filósofo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Nietszche&lt;/span&gt;, os inimigos têm grande importância na vida do homem, à medida que o indivíduo só se desenvolve a partir do embate com quem têm opiniões e condutas diferentes das suas. No entanto, é sábio também que o companheirismo, a cumplicidade e o apoio de um bom amigo são fundamentais para garantir a felicidade e o crescimento de cada um.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso porque no mundo, historicamente, tem prevalecido a solitária noção de competição entre as pessoas. Já na pré-história competia-se por comida e por espaço e, hoje, irmãos brigam pela atenção dos pais, alunos competem pela melhor vaga em uma universidade e profissionais lutam entre si por um emprego. Dessa forma, torna-se imprescindível que se tenha alguém de confiança para dar conforto e com quem se possa contar. Afinal, um amigo para dividir alegrias, compartilhar das aflições e trocar conselhos e confidências faz o homem sentir-se menos sozinho e lhe dá força em sua caminhada, no contexto social em que as disputas entre os indivíduos ficam cada vez mais acirradas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É claro que, como bem afirmou o pensador do século XVI, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Montaigne&lt;/span&gt;, não é nada fácil conquistar-se uma relação de "intimidade sem reservas". Todavia, desde que se encontre a amizade verdadeira, pode-se descobrir um sentimento, às vezes, superior até ao mais sublime amor de um homem por uma mulher justamente como foi lustrado numa passagem do romance '&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Iracema&lt;/span&gt;' de José de Alencar, em que Martim abandona sua amada índia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Tabajara&lt;/span&gt; por um longo tempo para lutar ao lado de seu amigo, guerreiro da tribo dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Potiguaras&lt;/span&gt;, a quem devia a lealdade e a cumplicidade de um irmão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A amizade é, pois, essencial na construção da personalidade e da felicidade de qualquer pessoa. Porque, se um inimigo pode lhe desafiar a melhorar através de um confronto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;idéias&lt;/span&gt; divergentes, um amigo de verdade preenche o vazio das relações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;interpessoais&lt;/span&gt; competitivas e dá a sustentação de um pilar de aço e o conforto de uma pluma na subida do homem ao ápice da pirâmide de suas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-7229777171343324690?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/7229777171343324690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=7229777171343324690' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7229777171343324690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/7229777171343324690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/01/sem-titulo.html' title='(sem título)'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-2139752646212781171</id><published>2009-01-26T17:24:00.003-03:00</published><updated>2009-02-03T02:37:32.835-03:00</updated><title type='text'>má gramática da vida...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é bem maior do que as regras gramaticais da nossa língua portuguesa. A vida é bem maior que nós, com todas as nossas tentativas de entendimento, com toda a nossa agressividade cotidiana, com toda a nossa alegria febril, com todas as nossas tempestades e todos os nossos copos d’água. A vida é bem maior que nós, com toda a nossa fúria de ocasião, com todo o nosso desespero momentâneo, com toda a nossa solidão etérea, com toda a nossa capacidade ou incapacidade de estender a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;/&lt;a onclick="_linkInterstitial('http://oteatromagico.mus.br/'); return false;" href="javascript:void(0);" target="_blank"&gt;oteatromagico.mus.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-2139752646212781171?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/2139752646212781171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=2139752646212781171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2139752646212781171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/2139752646212781171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/01/m-gramtica-da-vida.html' title='má gramática da vida...'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-6538595420325336332</id><published>2009-01-24T22:19:00.002-03:00</published><updated>2009-01-24T22:27:36.983-03:00</updated><title type='text'>É tudo tão diferente (deve ser)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SXu__HuBy1I/AAAAAAAAAow/oHVVDaJ0pSc/s1600-h/borboleta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295036878028917586" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SXu__HuBy1I/AAAAAAAAAow/oHVVDaJ0pSc/s200/borboleta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O tempo batia as asas. No mundo dela era sempre noite. Mesmo de manhã, o céu permanecia no mais completo breu. Cansada daquela mesmice, passou a questionar os porquês de sua existência e da origem do mundo no qual vivia. Procurava a lógica dos fatos e se perdia em suas próprias explicações. Uma idéia fixa martelava em sua cabeça: precisava sair dali e descobrir se tudo era sempre daquele jeito ou se lá longe, bem distante, haveria uma outra realidade. E pôs-se a caminhar. Todo chão era pouco perto do desejo que a movia. E então chegou numa das pontas do mundo: tudo continuava a ser sempre daquele jeito e lá longe, bem distante, não havia nenhuma outra realidade. Deu a volta e seguiu obstinada. Quanto mais andava mais sentia o tamanhão do mundo. De seus pés brotavam calos. O corpo padecia, descascava, transmutava. E os porquês se tornavam cada vez mais audíveis reverberando nas paredes de seu coração. E no que cruzou o sul, o norte, o leste e o oeste do mundo: tudo continuava a ser sempre daquele jeito e lá longe, bem distante, não havia nenhuma outra realidade. Quanto mais andava mais sentia o tamanhinho do mundo. Não havia mais pra onde ir e seu corpo também não suportava mais acompanhar o ritmo frenético dos porquês de sua cabeça. A massa corpórea dela padecia, pipocava, inchava. Achou que fosse morrer naquele instante e quando olhou de volta para si foi que percebeu a transformação. O corpo dela havia crescido tanto que já não cabia em seu mundo. Com toda aquela pressão, o céu foi se rasgando vagarosamente até revelar a luz. Em seu novo mundo era sempre dia. Mesmo de noite, as estrelas garantiam uma luminosidade que ela jamais poderia prever enquanto lagarta andante dentro da caixa de sapato. Agora era diferente. Ela batia as asas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-6538595420325336332?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/6538595420325336332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=6538595420325336332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6538595420325336332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6538595420325336332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/01/tudo-to-diferente-deve-ser.html' title='É tudo tão diferente (deve ser)'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SXu__HuBy1I/AAAAAAAAAow/oHVVDaJ0pSc/s72-c/borboleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-6278848539531214712</id><published>2009-01-23T20:06:00.000-03:00</published><updated>2009-01-23T20:08:03.578-03:00</updated><title type='text'>É como se eu nascesse todo dia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não é incrível que existam bananeiras, abacateiros e jabuticabeiras? De onde será que veio tudo isso? Todo dia eu me faço as mesmas perguntas. É como se eu estivesse vendo as coisas do mundo sempre pela primeira vez. Os vales, a chuva, os mares. A terra, os animais e as floretas. O fogo, o tempo e a claridade. Sem falar no céu com todas as suas estrelas e na lua com todas as suas fases. Como surgiu tudo isso? Os meus porquês são palavras incontáveis. O sentimento de absurdo me invade quando reparo na arquitetura humana. O sistema nervoso, veias e artérias, músculos e ossos, cérebro e coração. Bocas e braços, narizes e olhos, ouvidos e mãos. O ser humano é feito de uma perfeição absurda. Realmente inexplicável. Me admiro o tempo inteiro e acredito que nunca vou me acostumar com as coisas do mundo. Quem criou tudo isso? A resposta óbvia me remete a Deus e eu pergunto: Se Deus criou tudo, quem criou Deus? Se tudo surgiu dele, de onde ele surgiu então? As perguntas continuam sendo as mesmas, só muda o sujeito da oração. Eu vejo as coisas do mundo como quem assiste à um espetáculo de mágica. Num grande truque, o belo coelho branco surge de dentro da cartola até então vazia. Como assim? Não sei. Mas quero muito saber. Todo dia eu acordo buscando saber quem sou e de onde vem o mundo. E me faço as mesmas perguntas. É como se eu estivesse vendo as coisas do mundo sempre pela primeira vez. É como se eu nascesse de novo, todo dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-6278848539531214712?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/6278848539531214712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=6278848539531214712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6278848539531214712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/6278848539531214712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/01/como-se-eu-nascesse-todo-dia.html' title='É como se eu nascesse todo dia.'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-1018104577452132910</id><published>2009-01-10T17:47:00.005-03:00</published><updated>2009-01-24T22:34:53.354-03:00</updated><title type='text'>rosas e vinho tinto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O gosto do senso comum é, em sua base, o mesmo em todos os tempos. Hoje ele pode ser encontrado nas pessoas que assistem às novelas. O consumidor cultural de senso comum não compreende ironias refinadas, reflexões sobre o sentido da existência; rejeita obras que contenham inovações formais, obrigando-o a rever esquemas narrativos já consagrados. Ele quer ler narrativas, ou poemas concentrados na emoção, em assuntos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;caráter&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;afetivo&lt;/span&gt;-sentimental (histórias de amor); quer romances com finais de desfecho surpreendente, recheados de acontecimentos extraordinários, inverossímeis, quer sentir medo - emoção - através do terror, vibrar com heróis de força física inacreditável, comover-se, enfim, viver uma grande utopia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Utopia através da qual o espectador pode ver um mundo melhor do que ele é sem precisar trabalhar para isso. Os resquícios do gosto aristocrático (o qual contrapõem-se ao gosto burguês, ao senso comum), hoje em dia tornaram-se a arte erudita restrita a uma pequena parcela intelectualizada da população. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;internet&lt;/span&gt; e a televisão só serviram para contribuir com a banalização da antiga arte aristocrática manchada pelo modo de produção capitalista, que passou a vê-la como uma mercadoria a ser vendida para produzir lucro, e não para obter prestígio social, como era no período do Renascimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda assim, mesmo banalizada, em proporção, a arte aristocrática encontra-se praticamente diluída em um mundo que passou a levar em conta única e exclusivamente o gosto do público burguês, não mais aquele grupo acostumado a conviver com a produção dos mais refinados criadores da arte erudita, e sim, um grupo sem história de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;contato&lt;/span&gt; com esse tipo de arte, um público de senso comum. Legado que as Revoluções burguesas nos deixaram. O sistema de mecenato e o gosto da corte aristocrática poderiam fazer-se presente hoje em dia, restringindo-a sim, mas livrando ao menos a arte, de virar capital.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-1018104577452132910?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/1018104577452132910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=1018104577452132910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1018104577452132910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/1018104577452132910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/01/rosas-e-vinho-tinto.html' title='rosas e vinho tinto'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-3911146230461529433</id><published>2009-01-07T02:39:00.004-03:00</published><updated>2009-01-07T02:58:56.925-03:00</updated><title type='text'>doces deletérios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Incrível a capacidade do ser humano de formar pré-conceitos, idéias ou opiniões abstratas sem nenhum embasamento teórico ou prático os quais acabam sendo responsáveis pela grande parte dos conflitos e disparidades existentes. Ninguém escapa. E ninguém está insento de tê-los. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que hoje, a palavra preconceito está muito relacionada à raça, religião, cor, etinia. E na realidade é infimamente mais cotidiana que isso. Eu mesma por exemplo, tenho um grande preconceito por best-sellers. Parece besta, mas todo mundo tem algum. O que eu realmente desejo, é que o seu não seja por pessoas, ou por alguém. É perda de tempo, acredite. Aprendi isso no momento em que eu resolvi olhar pra trás, pra finalmente, aprender alguma coisa pro futuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-3911146230461529433?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/3911146230461529433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=3911146230461529433' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3911146230461529433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/3911146230461529433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/01/doces-deletrios.html' title='doces deletérios'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5380456125930714007.post-5777862474703072818</id><published>2009-01-03T01:50:00.004-03:00</published><updated>2009-01-16T01:23:46.524-03:00</updated><title type='text'>iaiá</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SV7vHJ2AhXI/AAAAAAAAAnA/s9632fd-pYM/s1600-h/al%C3%A9m+do+que+se+v%C3%AA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286925918760109426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SV7vHJ2AhXI/AAAAAAAAAnA/s9632fd-pYM/s320/al%C3%A9m+do+que+se+v%C3%AA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div align="center"&gt;se eu peco é na vontade, de ter um amor de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5380456125930714007-5777862474703072818?l=anaceciliasabba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/feeds/5777862474703072818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5380456125930714007&amp;postID=5777862474703072818' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5777862474703072818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5380456125930714007/posts/default/5777862474703072818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaceciliasabba.blogspot.com/2009/01/iai.html' title='iaiá'/><author><name>Ana Cecília Sabbá</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12531392551975549845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-CVgOfgFfpnE/TpeQQ_kYb9I/AAAAAAAABDo/ePZ-8JS_gR0/s220/Ana%2BCec%25C3%25ADlia.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XXP7OSLMUNQ/SV7vHJ2AhXI/AAAAAAAAAnA/s9632fd-pYM/s72-c/al%C3%A9m+do+que+se+v%C3%AA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
